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Sai Clay entra Krauss. O que muda na Ordem?

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A saída de Henri Clay da presidência da OAB traz mais liberdade a Inácio Krauss buscar os votos necessários para chegar à presidência da Ordem. Para uns, alívio, mas outros acreditam na necessidade do poderio econômico de  HC e sua facilidade em conhecer bem a casa dos advogados. Caberá a Inácio a serenidade suficiente de conduzir os advogados em torno de seu nome, como também, tirar a imagem de um continuísmo de décadas de um só grupo à frente da Ordem.

Inácio Krauss entre HC e a OAB/SE.

Como um bom técnico, Henri soube montar um Conselho Federal capaz de capitalizar os votos dos neófitos advogados. No gol e na defesa trouxe o professor e coordenador do curso de Direito de UFS, Arnaldo Machado, com o objetivo de conseguir os votos dos advogados lá formados e a credibilidade dos mais antigos e conservadores. O meio de campo foi formado com os amigos Clodoaldo Júnior, Glícia Salmeron e Kleber Rênisson. Para o ataque os professores Maurício Gentil e Paulo Ralim com a finalidade de conquistar o voto dos advogados mais novos, pois sabia que a maioria destes já tinham passado pelo cursinho de Ralim e pelo crivo de Gentil. Lembro bem que Ralim e Gentil, no dia das eleições, fixaram-se nas urnas postas estrategicamente na antiga sede da Ordem, local onde concentrava-se a jovem guarda da advocacia. Assim, a vitória veio com uma margem pequena de votos.

Hoje, Arnaldo Machado, que foi cortado dos assuntos mais importantes referentes à Ordem, não comunga mais com a atual administração, pois em entrevista prestada ao jornalista Jozailto Lima em 24 de março de 2018, disse: “Com Henri Clay, OAB/SE representa grande retrocesso democrático”.  Jozailto Lima completa: “… e o retrato de Henri Clay Andrade, enquanto presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Sergipe, tivesse de ser o desenhado e o pintado pelos traços e pelas tintas do conselheiro federal da OAB de Sergipe, Arnaldo Machado, 43 anos, o resultado seria uma imagem ruim. Muito ruim. Uma tragédia. Um desastre. Algo feio, certamente bem diferente de como o próprio retratado se sente e se vê e, admita-se, de como parte da sociedade sergipana o visualiza…” e  termina assim: “… O retrato de Henri Clay Andrade pincelado por Arnaldo Machado é pesado e bruto. Corrugoso de maldades e ranços pessoais. De autoritarismos. É o de um gestor de Ordem que não garante bem-estar, democracia e nem harmonia para a instituição e seus membros – do tipo que “constrange pessoalmente conselheiros seccionais” e do que faz eleições de coxias, pouco transparentes, para escolha de conselheiros que lhe agradem com o fito de tapar buraco na gestão. Em linhas gerais, o retrato de um ser do Direito que não seria uma boa rima para a tradição republicana da Ordem…”.

Valei-me Deus! Esse foi o fim do amor entre Arnaldo e Clay. Quanto aos demais acreditamos que apenas Glícia e Clodoaldo deva seguir o grupo que HC apoiará, pois uma adminstração muito ruim, trágica, desastrosa, bruta, carregada de maldades e ranços pessoais, autoritária, antidemocrática, como colocou Arnalado Machado, não deve ser algo que Inácio queira trazer consigo e, se assim insistir, vai morrer na praia com seus “Krausídicos”. Recordo que por causa de uma das minhas publicações fui excluído do grupo dos “Krausídicos” sem direito de resposta. Apenas um telefonema do amigo Aurélio Belém dizendo: “… amigo tá f… vou ter que lhe excluir…”.  Confesso que não me fez falta e esta decisão não partiu nem de Inácio e muito menos de Belém que possui o Espírito Santo sempre o acompanhando.

Nutro um carinho enorme por Inácio Krauss. O respeito como pessoa, advogado e cristão. Assisto missa ao seu lado aos domingos. Os filhos dele são amigos de minhas  filhas. Seus irmãos e primos são meus amigos. Sou quase um Krauss! Mas fica difícil vestir a camisa e levantar a bandeira ao seu lado. Sempre fui oposição na Ordem e sempre serei, pois tenho a convicção que um grupo político não deve comandar uma Instituição tão importante por tantos anos. Fico triste com isso, pois queria votar em IK, mas meus ideais não permitem. Todavia acredito que, agora como presidente, mesmo que seja interino, caso venha mostrar a força de  um “Krauss” e cortar o cordão umbilical o grupo de HC, terá não só meu voto mas de todos que acreditam no equilíbrio das palavras de Arnaldo Machado. “Eles passarão … eu passarinho”. Mário Quintana.

 

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