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Saracura chega a Academia Sergipana de Letras

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Antônio Francisco de Jesus, o “Saracura”, chega à Academia Sergipana de Letras, eleito no dia 19 de setembro de 2016. Ele ultrapassa os umbrais Acadêmicos, trazendo na bagagem muita experiência e uma produção invulgar para os padrões sergipanos. A sua trajetória literária e cultural o coloca no Pantheon dos maiores de Sergipe.

Saracura vem de Itabaiana. A riqueza da Serra já deu a Academia Sergipana de Letras muitos e ilustres valores: Maria Thétis Nunes, Sebrão Sobrinho, Vladimir Souza Carvalho, Patrícia Verônica Nunes Sobral… Inteligências que enriqueceram e enriquecem ainda o Silogeu de Tobias. Saracura será mais um a validar a fibra dos “ceboleiros”. Ele vem de Itabaiana, mais precisamente da Terra Vermelha, das Flexas e da Matapoã, regiões ricas em memórias, que ele tão bem retrata nos livros: “Os Tabaréus do Sitio Saracura”, “Tambores da Terra Vermelha” e “Os Ferreiros”. Noutros livros de sua lavra, encanta-nos falando do viver de todo o nosso povo singular: “Os Meninos Que Não Queriam Ser Padres” e “A Minha Querida Aracaju Aflita”.

A sua expertise literária antecede, em muito, a toda a sua rica produção em forma de livro. Ele antes foi: Locutor, Repórter, Redator, Apresentador da Rádio Cultura de Sergipe, Jornalista, Editor do Jornal da Cruzada, nos idos de 1960, na juventude, quando chegou ao posto de Redator-chefe do semanário.

Como todo garoto do interior, peregrinou por várias escolas em busca de conhecimento e emoção, estudou na Terra Vermelha, na escola de dona Zinha e, depois, na escola de Bernadete de Dona, mais adiantada, no Cajueiro, povoado vizinho. Em seguida, voou direto para Aracaju, ao Seminário Diocesano Sagrado Coração de Jesus, onde permaneceu por seis anos, até concluir o ginasial. Daí foi ao histórico Atheneu Sergipense, onde fez o científico que lhe deu o passaporte para a Universidade Federal de Sergipe. Cursou economia, formando-se com “Magna Summa cum Laude, distinção acadêmica conferida  aos alunos que se graduavam com elevado desempenho acadêmico. E Saracura foi o primeiro lugar geral naquela turma de concludentes de 1971. Especializou-se em sistemas de informação e, como Analista de Sistemas, desenvolveu aplicativos em computador que ainda rodam em cpds do mundo. Fez sua vida profissional, técnica e gerencial  em grandes empresas: Petrobras, Rhodia Química, Telebrás e Telergipe. Hoje é escritor e gestor de imóveis da família.

Saracura é um agitador literário, um dos fundadores e atual Vice-presidente da Academia Itabaianense de Letras, criador (com Domingos Pascoal) e mantenedor do Escritor na Livraria, programa trabalho que visa aproximar o leitor ao escritor, e tem feito. Participa de outros programas de integração cultural, como: Encontros de escritores, Feiras Literárias, Escritor na Escola, a Academia na praça pública, Bienais de livros (foi um dos organizadores das três edições da Bienal de Itabaiana). É presença marcante nos movimentos literários de Sergipe, acompanhando, com Domingos Pascoal, a vida das academias de letras pelo interior, divulgando a cultura literária de Sergipe, especialmente a literatura que produz, pela qual é apaixonado. Costuma inquerir: “De que adianta escrever e não ser lido?”

Dia 31 de outubro tomará posse numa festa Acadêmica, que acontecerá no auditório da Sociedade SEMEAR, onde será recebido pelo conterrâneo e Acadêmico Desembargador Federal, Vladimir de Souza Carvalho, seu amigo dos primeiros tempos.

Com a humildade “Saracuriana”, convida a todos para dividirem com ele este momento sublime de enlevo e realização.

Nós da Academia Sergipana de Letras o recebemos de braços abertos e o convidamos a tomar seu assento no espaldar da Cadeira número 10 que teve como último ocupante o poeta e teatrólogo, Hunald de Alencar.

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