Carta aos amigos sinceros

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Eleger alguém como amigo é uma das tarefas mais difíceis nos tempos de hoje. O mundo globalizado e as redes sociais nos fazem circular em diversas tribos das quais temos o hábito de postar apenas o que nos convém, criando assim uma máscara estilo a do Coringa. Quando tinha uns 10 anos li um livro de Pedro Bloch, intitulado: Pai, me compra um amigo. Este romance narrava a vida de um menino – Bebeto – que tinha dificuldades de se relacionar com os pais com outras crianças e assim ele foi quebrando suas arestas e tornou-se bem popular entre seus pares.

Como Bebeto antes de qualquer relação seja fraternal, amorosa, filial e as demais, precisamos estar abertos de corpo e alma, pois é preciso antes de tudo o amor ao próximo. E amar o amigo, a amiga, os pais, os irmãos, a esposa é algo que se deve começar com fidelidade, pois sem ela não amizade que se mantenha em pé. Nas páginas que narravam a vida de Bebeto ele agiu dessa forma, mesmo sentindo-se rejeitado pelos demais, inclusive pelos pais que não davam a atenção que ele precisava.

Basta lembrarmos do resumo dos Mandamentos: “… amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo…”. Desta forma começamos a regar uma boa amizade, pois quem ama quer ver o outro feliz e não mede sacrifícios para isso. O amigo não deve ser medido pelas farras que são feitas no cotidiano. Não pode ser apreciado por encobertar nossos erros. Não pode ser aquele das boas horas. Talvez por isso nos afastamos dos nossos reais amigos sem perceber que eles ainda estão ali com os braços abertos nos esperando para nos dar uma palavra de consolo e/ou falar a verdade que não queremos ouvir.

Nos últimos quatro meses comecei a perceber quem são meus amigos de verdade, como também, conheci pessoas lindas de coração e de alma que já os coloquei no rol de amizade. Aliás considero-me uma pessoa fácil de fazer amigos e amá-los. Isso foi o que me faz parecido com o personagem Bebeto. Ouço de várias conhecidos o seguinte: “- Fausto você é muito querido por todos!”. Honestamente não sei porque, pois sou uma pessoa difícil, quiçá seja a facilidade que tenho de procurar aplicar o resumo dos Mandamentos já dito acima.

Busco neste texto agradecer a todos os amigos que construir ao longo de minha vida e dizer-lhe que sou feliz por existirem, sem citar nomes para não ser injusto. Mas agradeço aqueles que nas madrugadas mais duras deixaram suas casas para virem me ver. Aos que me convidam todos os finais de semana para fazermos algum programa. Aos de 20 anos atrás que me bloqueiam no final de semana, mas voltam na segunda para uma boa conversa. Aos que simplesmente me ligam e dizem que me amam. E enfim aos que me recolocaram nos trilhos e rezam todas as terças comigo. Deus sabe o que nos faz. Tenham um bom final de semana e que Ele abençoe todos os meus amigos.

FGL

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