Carta de busca a verdadeira felicidade

0

Uma vez me perguntaram o que é felicidade? Honestamente silenciei-me por alguns minutos procurando remoer na mente o verdadeiro sentido da palavra felicidade. Talvez todos nós adultos já nos deparamos com a essa dúvida e nos indagamos se somos felizes ou vivemos em mundos fantasiosos. Um faz de contas onde criamos figuras e patologias de pais, filhos, esposo e esposa, enfim de família.

Lembro que ouvi da minha irmã Isabela que nós não nos conhecemos imagine os outros. O ato de auto se conhecer primeiro nos leva a outro plano, ou seja, colocar Deus em nosso eixo e depois procurar nos amar. Isso faz sentido que me desculpem os ateus. O exercício diário da religiosidade é que mais aproxima o ser humano da felicidade de maneira que entreguemos a Ele nossas vidas.

A música de Tom Jobim – A Felicidade – que diz na sua primeira estrofe: “… tristeza não tem fim … felicidade sim…”, ouso a discordar do grande maestro, pois a tristeza ou felicidade somos nós que a fazemos. Conheço pessoas felizes e tristes sozinhas, mas também pessoas felizes e tristes acompanhadas – em família. Mas quem somos para julgar se A ou B são felizes ou tristes se nós ainda não nos conhecemos?

A difícil tarefa de se impor e vencer os momentos mais difíceis que a vida nos oferece é um natural amadurecimento e início do verdadeiro encontro da felicidade. Uma amiga do passado, certa noite, enquanto trocávamos mensagens disse que foi nos 40 anos que ela se encontrou como mulher: adulta, serena, mãe, temente a Deus e fiel aos seus em todos os sentidos. Falou ainda que não era mais “inha” de outrora e sim “urva” de hoje, onde não admitia mais a possessividade e muito menos a traição. Vejo que ela de uma forma simples encontrou sua felicidade, quiçá de uma maneira mais cética.

Acredito que a procura por Deus seja o primeiro passo para a felicidade e a mudança de vida o segundo. Mas não mudanças loucas daquelas que lemos em livros de autoajuda, onde pequenos momentos podem transformar a vida vindoura em um pesadelo, destruir famílias e balançar a estrutura filial. Devemos mudar para melhor e procurar na busca dessa felicidade sermos homens e mulheres dignos, ou seja, sem mentiras, sem embargos, sem traição, sem ódio, sem vingança …

Por fim continuo a remoer a mente para ser feliz. Aprendi com outra amiga – Ana – que posso encontrar a felicidade tomando uma simples coca-cola ou conversando com uma pessoa querida. Posso encontrar a felicidade fazendo as pessoas felizes e sendo honestas com elas, sem mentiras, sem falsidades e sem traição. A felicidade que demonstramos na rede social é uma sujeira que varremos para baixo do tapete e haverá uma hora que o tapete não suportará tanto lixo e aí quando cairmos em si já estaremos cantando: “… a felicidade é como uma pluma/ Que o vento vai levando pelo ar/ Voa tão leve/ Mas tem vida breve/ Precisa que haja vento sem parar…”. Por isso para não cairmos nessa tentação cantemos: “… Felicidade/ É poder jogar um pano/ Colar no show do Caetano/ Cantar odara até o dia raiar/ Felicidade/ É no fim de semana/ Curtir uma praia bacana/ E um pôr do Sol de arrasar…”. Até a próxima e procuremos nossa felicidade!

Comentários