Mendonça Prado questiona eleição
07/10/2008


Medonça Prado:"MP precisa investigar o dia da eleição
O deputado federal Mendonça Prado, que ficou em segundo lugar na eleição para a prefeitura de Aracaju, convocou a imprensa na manhã desta terça para expor e questionar pontos do pleito de 2008. Os boatos que atrapalharam a sua candidatura, a falta de transporte público no dia da eleição e até o episódio que envolveu o ex-governador João Alves Filho e a Polícia Militar de Sergipe foram pontos discutidos.

Com relação aos boatos, Mendonça Prado frisou que passou 45 dias lutando contra as afirmações de que na realidade ele não seria o candidato. Na oportunidade, aproveitou para criticar os membros do seu partido, o DEM, que não o apoiaram e que trabalharam pouco em prol da sua candidatura. Mendonça argumentou que apesar de ter feito uma campanha modesta, o número de votos que recebeu foi alto, sendo que apenas 4 mil o separaram do segundo turno com o eleito.

Um dos pontos mais debatidos e enfatizados na coletiva foi a acusação de que no dia da eleição faltou transporte público para os eleitores. O deputado atribuiu a esse episódio o alto número de abstinências dessas eleições, que ficou em mais de 15%. Segundo ele, foi justamente nos bairros nos quais teria a maior preferência do eleitorado que o transporte público foi mais prejudicado.

 “Acho que o Ministério Público Federal e Estadual precisam investigar melhor esse fato, que é muito estranho. Não quero dessa forma tirar o brilho da eleição de Edvaldo Nogueira, mas esse fato pode sim ter prejudicado a minha ida ao segundo turno. É uma absurdo que o
Superintendente da SMTT vá para as rádio às 11h para dizer que está resolvendo um problema tão grave”, disse.

Outro fato que segundo afirmações de Mendonça Prado pode ter atrapalhado a sua candidatura no dia 5 de outubro foi a detenção do ex-governador João Alves Filho no episódio com a Polícia Militar.  Na sua avaliação, João Alves era um importante cabo eleitoral, que ficou detido das 10h até as 16h, o que o impediu de conseguir votos que poderiam ter sido decisivos. “Acredito que o ex-governador teria me ajudado bastante. Em função de um erro de uma autoridade policial que queria aparecer, fomos prejudicados”, avaliou.

Por Letícia Telles