MACHUCA

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(Machuca). Chile/Espanha, 2004. Direção de Andrés Wood. Roteiro de Wood e Mamoun Hassan. Produção de Hassan, Gerardo Herrero e Wood. Música de Miguel Miranda e José Miguel Tobar. Direção de Fotografia: Miguel Joan Littin M. Desenho de Produção : Rodrigo Bazaes. Edição de Fernando Pardo. 14 anos, 120min. Elenco: Matias Quer, Ariel Mateluna, Manuela Martelli, Aline Kuppenheim, Ernesto Malbran, Tamara Acosta, Francisco Reyes, Alejandro Trejo, Tiago Correa, Luis Dubó, Andréa Garcia-Huidobro, Pablo Krogh, Federico Luppi, Gabriela Medina

Gênero: Drama

Sinopse – Chile, 1973. Gonzalo Infante e Pedro Machuca são dois garotos de 11 anos que vivem em Santiago. O primeiro, num bairro chique; o segundo, num humilde povoado ilegal instalado a poucos metros de distância. Dois mundos separados por uma muralha invisível que alguns sonham em derrubar na intenção de construir uma sociedade mais justa. Um desses sonhadores é o padre McEnroe, diretor de um colégio particular de elite. Com a ajuda de outros padres, ele decide fazer uma integração entre estes dois universos, abrindo as portas dos colégios para os filhos das famílias do povoado. É assim que Pedro Machuca vai parar na mesma sala de Gonzalo Infante, nascendo, daí, uma amizade plena de descobertas e surpresas.

Apreciação – O projeto Primeira Sessão de Cinema retorna, depois de quase seis meses ausente de nossas salas, com este drama, co-produção entre o Chile e a Espanha. É dirigido por Andrés Wood, que formou-se em economia mas preferiu estudar cinema na Universidade de Nova York, no início dos anos 90. Estreou no longa-metragem em 1997, com o filme “Histórias de Futebol”, que lhe rendeu o prêmio de melhor diretor no festival de Huelva e uma menção especial de melhor diretor novato no Festival de San Sebastião. O filme seguinte foi “La Fiebre Del Loco”. “Machuca” é o seu quarto longa-metragem e talvez o de maior repercussão – recebeu indicação ao Goya de melhor filme estrangeiro em língua espanhola e ganhou o prêmio de melhor filme de festival de Bogotá. Concorreu, como representante do Chile, ao Oscar de melhor filme estrangeiro. O crítico Carlos Alberto Mattos afirma: “É um filme que, para além de sua qualidade cinematográfica, nos interroga sobre a dimensão mais grave de nossas escolhas. Ou sobre até que ponto deixamos que família e sociedade escolham por nós”.

Fique de Olho – No argumento do filme. Este é um filme sobre um período negro do Chile – a ditadura. Mas, a história é sensível e humana. A ver, portanto.

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