Minifestival Itinerante traz oficinas, mostra e solos

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O projeto MiniFestival Itinerante De Solos e Coletivos, criado pelo Núcleo VAGAPARA e pelo Coletivo Quitanda, é a celebração dos encontros afetivo-colaborativos entre agrupamentos de artistas de diferentes linguagens que desenvolvem trabalhos solos. Ele acontecerá do dia 31 de julho a 4 de agosto, e contemplará não só o Estado de Sergipe como os da Bahia e de Alagoas.

Nesta terceira edição, que acontecerá na Casa da Rua da Cultura, serão apresentados sete solos, duas oficinas (uma de criação e uma de produção cultural) e uma mostra de videodança. Os ingressos para as apresentações custam R$ 5 (inteira) R$ 2,50 (meia). Já as intervenções e oficinas serão gratuitas. Informações através dos telefones (71) 9319-2193 e (71) 9743-2854.

Programação

Oficina de criação

A oficina de criação visa o compartilhamento das ferramentas e estratégias criativas adotadas pelos artistas dos coletivos envolvidos. O intuito é ampliar o leque de procedimentos criativos dos participantes da oficina, visando compartilhar as questões detonadas nas obras apresentadas, aproximando-as de outros artistas locais e promovendo a troca de pontos de vistas entre todos.
Alunos: artistas profissionais, estudantes de artes e comunidade em geral.
Ministrantes: Lucas Valentim
Vagas: 20 pessoas, a partir de 14 anos
Duração: 10h às 13h, com mostra ao final.

Oficina de produção

O foco é a instrumentalização dos artistas das localidades para desenvolverem seus trabalhos artísticos com algum tipo de suporte financeiro proveniente das diversas fontes de fomento atualmente disponíveis no país. Apresentando aos participantes um pouco da lógica da relação artista & instituições de fomento à cultura, gera-se na oficina um espaço de reflexão sobre o papel político do artista, além de indicar caminhos práticos de gestão das atividades dos grupos e captação de recursos.
Alunos: artistas profissionais, estudantes de artes e comunidade em geral.
Ministrante: Isabela Silveira
Vagas: 30 pessoas, a partir de 16 anos.
Duração: 14h às 17h

Apresentações e Vídeos

3/8

16h – Sirva-se, de Olga Lamas (intervenção urbana)
Sirva-se é um work-in-progress que mistura as linguagens da instalação e da performance, tendo
como base criativa as ideias de infiltração e de silêncio. Este é o mais recente desdobramento da
pesquisa que a artista Olga Lamas vem desenvolvendo sobre a vida e a obra de Virginia Woolf. No
Brasil, realizou apresentações no Rio de Janeiro/RJ, Campinas/SP e Salvador/BA; e na Europa em
Londres (Reino Unido) e Vitoria-Gasteiz (Espanha).

20h – Dois, de Lisa Vietra (instalação)
Vivemos sob uma lógica dualista, onde para uma coisa 'ser' é necessário que haja outra que seja oposta e complementar a outra – e é desta forma que validada-se a existência de ambas. Este trabalho, que está em processo de criação, analisa e explora o binarismo existente na construção cultural de Feminino e Masculino. Manifestamos identidades genuínas ou estamos repetindo modelos estabelecidos? O que há por trás da forma que mulheres e homens – usualmente – se comportam?

Entrada a preço da Razão, de Isaura Tupiniquim (Performance)
Configura-se num transpassar de arames que indica limites e possibilidades de movimentos onde o corpo age como extensão da “máquina” metálica e vice-versa, instaurando um jogo de tensões e embate de forças. A oscilação entre risco, instabilidade e imprevisibilidade nos movimentos da estrutura no espaço, provoca um estado de ameaça para o publico deslocando sentidos e espacialidade no ambiente.

Dia 4/8

16h – Isto é apenas uma mulher, de Isabela Silveira (intervenção urbana)
Uma mulher, com o rosto coberto por um pano branco, sentada em um banco de praça. O que pode surgir desta cena? Quais as possibilidades de interação são apresentadas por esta personagem? Quem é esta pessoa? Como os transeuntes lidam com esta estranha presença?

19h – Troca Imediata de Saliva e Suor, de Lucas Valentim (instalação)
Tudo começou com um sim. Ou com nãos. É das escolhas que estou falando. Quando se trata de amor começam logo as negociações. Este trabalho faz parte de um olhar sobre os paradigmas, clichês e recorrências do amor. Uma declaração em forma de instalação com direito a chá, breves conversas e um bilhete azul.

20h -Fricção, de Isaura Tupiniquim (performance)
Fricção. Dramaturgia sem epílogos conduzida pela mediação entre máquina-tecnologia -guerra-corpo. Imagens de guerra e do universo erótico friccionadas. Uma dança que agencia uma dinâmica de representações em movimento, ao acionar no corpo, estados de violência e posturas de poder ao tempo que as erotiza.

Em Gole, de Olga Lamas
A partir das reflexões sobre o ser feminino discorridas na obra de Virginia Woolf, surgiram as inquietações da intérprete-criadora que numa interface entre si e a própria romancista, faz um recorte do universo virginiano, explorando alguns dos seus temas mais recorrente, como o prazer, a dor, o (des)equilíbrio, os (des)limites, a vida e a morte, levando à cena uma dramaturgia que preza pela sutiliza e dilatação.

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