Famílias temem ficar ao relento

Doente, homem que esta no Colégio Albano diz que não tem para onde ir (Fotos: Portal Infonet)

As escolas da rede estadual André Mesquita Medeiros e Colégio Estadual Governador Albano Franco permanecem sendo ocupadas por famílias que alegam não ter para onde ir. A informação dos moradores é que, após a derrubada de barracos nas áreas de risco do Santa Maria, as famílias ficaram sem ter onde morar e resolveram invadir as escolas.

A invasão do Colégio Albano Franco, localizado no conjunto Padre Pedro, ocorreu na noite da última sexta-feira, 20. As famílias tentaram ficar nas salas de aulas, mas foram impedidas e permanecem alojadas na quadra do colégio. No local, 14 famílias estão se alimentando de doações de vizinhos, bebem água da chuva e improvisaram uma lona onde utilizam como banheiro.

“Estamos aqui porque não temos para onde ir. Chegaram na invasão, derrubaram tudo e não colocaram a gente em um galpão. Então, resolvemos invadir a escola. A situação da gente é muito difícil”, diz Maria José Melo da Silva.

Mulher diz que foi feita uma lista dos alojados 

Grávida de três meses, e mãe de dois filhos, aos 18 anos, Crisna Manuela da Silva Santos é uma das pessoas alojadas. “Não sabemos o que vai acontecer com a gente, estamos aqui sem acesso nem a sair e comprar comida porque quem sai da quadra não pode mais voltar”, fala.

Na escola André Mesquita, localizada no conjunto Valadares, centenas de famílias estão amontoadas nas salas de aula. “Estava morando na Orlinha até que os barracos foram derrubados e ninguém conseguiu retirar nada”, relata Lenildes Santos, mãe de Cledson, de 11 meses.

A dona de casa Claudiane Correia, que é mãe de um menino de um ano e três meses, diz que muitos alojados já estão doentes. “A situação é triste porque tem muita gente que não tem comida que esta doente e

ninguém se responsabiliza”, menciona.

Claudiane lamenta não ter para onde ir

De acordo com a Secretaria de Estado da Educação (Seed), o pedido de reintegração de posse do Colégio André Mesquita já foi acatado pelo Tribunal de Justiça que estabeleceu um prazo de 48h para que deixem o local. Nesta segunda-feira, 23, foi feito o pedido para a reintegração do prédio, a expectativa é que seja julgado nas próximas horas.

Muitas famílias afirmam que não possuem cadastro junto a prefeitura e alegam que estavam trabalhando quando a assistente social visitou a área. "Para retirar a gente daqui, tem que colocar em outro lugar, o que não pode é deixar todo mundo aqui no meio da rua", fala Claudiane.

Por Kátia Susanna 

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