“O piscinão de cada um e o mar que nos acolhe”, por Yara Belchior

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O Piscinão de Ramos Idealizado pelo Governo do Rio de Janeiro em parceria com a Petrobras, como Projeto de Requalificação Urbana da Praia de Ramos, o Piscinão de Ramos foi inaugurado em dezembro de 2001 com este nome. Em abril de 2002, sua denominação foi alterada para Parque Ambiental da Praia de Ramos. O lago (piscinão) é abastecido com água da Baía de Guanabara. Nele existem banheiros, quiosques, estrutura de atendimento e salvamento de banhistas (G-MAR – Corpo de Bombeiros do Rio); estacionamento com aproximadamente 150 vagas; lona cultural do grupo Circo Voador (com banheiros); pista de skate; três áreas com brinquedos infantis; uma ciclovia e um conjunto esportivo com campo de futebol soçaite, duas quadras poliesportivas, arquibancadas e vestiários com banheiros e chuveiros. Este é o propalado Piscinão de Ramos do Rio, onde, dizem, algumas coisas bóiam, embora até o Fantástico já tenha estado lá para alguns mergulhos de desmistificação do fato, mas as notícias “of course” prosseguem. O Piscinão de Paris Pelo terceiro ano consecutivo, as margens do rio Sena se transformaram em uma praia artificial a partir desta quarta-feira, 21.07, até o dia 20 de agosto, para dar aos franceses e aos milhares de turistas que visitam Paris nesta época do ano a sensação de estar de férias sem sair da cidade. A obra custou 2,4 milhões de dólares, sendo que 1,37 milhão financiados por empresas privadas. Tudo isso para criar três praias artificiais com 2.000 toneladas de areia, sete fontes de água potável, pulverizadores para aliviar o calor ao qual a Europa não está acostumada; um solário, cinco cafés, redes, palmeiras, bambus, jogos, postos de atendimento médico e outras coisas, a exemplo de: – Poder tomar sol, ler à sombra de uma palmeira, participar de um piqueninque improvisado, praticar esportes na areia, descansar diante da catedral de Notre-Dame, passear de bicicleta ou assistir shows musicais ao ar livre sem medo de ser assaltado ou desencarnar vítima de uma bala perdida daqueles homens(?!) que andam com cachorros violentos, correntes e pulsos de aço treinados para agredir gratuitamente as pessoas na rua ou em estabelecimentos que quiserem invadir. Na Paris-Plage, que começa na altura do jardim de Tullerie, passando pelas ilhas da Cité, onde fica a Notre-Dame, e de Saint-Louis, até a ponte Sully, só não há permissão de mergulho, pois as águas do Sena não são propícias para o banho. Mas, pensando em agradar mais os parisienses e os mais de três milhões de visitantes previstos, a grande novidade deste ano na Paris-Plage será a abertura de uma grande piscina de 220 metros quadrados, muito próxima à catedral de Notre-Dame, que deve receber 1.000 pessoas por dia em regime “free dive”, ou seja, só não mergulha quem não quer, porque pagar não paga nada. O Mar que nos Acolhe Pois é. O sucesso do Piscinão de Paris(sem mergulho e sem bóias) tem sido tanto que as autoridades de cidades como Berlim, Budapeste e Praga, além de outras localidades francesas, estão a fim de imitar a idéia da praia artificial francesa, a Paris-Plage ou Piscinão de Paris, como queiram. Enquanto isto, no domingo, 18.07, mais de 22h00, um jovem negro de não mais que 25 anos andava pela Orla de Atalaia, Aracaju-Sergipe, passeio público, perto das obras, em busca do mar: “ – O mar está depois disto aí ?!”, apontava confiante para a extensão de areia e água coberta por pequenos matos que não parecia desencorajá-lo a encontrar o mar: “ – Sabe, eu sou de Minas Gerais, vim aqui para um Concurso de Juiz, e acho que passei”, disse mais uma vez confiante e sorrindo, procurando o mar e olhando para a gente: “ – Onde você está hospedado”, perguntei para saber se era mesmo o mar que ele procurava e não achava: “ – Estou no Centro da cidade”, disse, e de fato parecia ter descido de um ônibus na extensão da Orla, apenas com o objetivo de encontrar o mar. Então, também sorrindo e felizes por ter encontrado alguém com tão nobres propósitos – ver o mar, encontrar o mar, procurar o mar – expliquei que mais na frente ele encontraria com ampla facilidade o mar, pois ali era uma extensão de areia e mato que com certeza teria água e talvez não fosse tão seguro para ele encarar naquela hora. Sorrindo, não pudemos mais conversar. Hoje em dia é preciso tato para primeiro procurar conhecer as pessoas, e só depois iniciar um diálogo maior. E àquelas horas, mais de 22h00, na Orla, procurando o mar, já nos demos por felizes com a visão e o encontro de alguém que sabe valorizar as coisas boas da vida e procurar uma visão que lhe conforte, certo de um bom mergulho no dia seguinte, com o Sol aberto, que aqui não falta. É o tal caso: Salve o Mar, Salve Yemanjá, vamos Preservar o Mar! que nos acolhe, que como tantas coisas boas que Deus nos deixou – o Sol, o Mar, a Lua, as Estrelas … o Vento leve e o Orvalho que cobrem os nossos cabelos – só resta agradecer a Deus, que é o Universo, aos meus pais (Gedalva Belchior de Sá e Manoel de Sá), familiares e amigos por mais uma data maravilhosa, cheia de chances de renovar a Vida, com muita Luz e Amor e mergulho no doce mar, que aqui em Sergipe, aqui, agora, neste momento, nesta encarnação, ainda está maravilhoso. Vamos mergulhar e nadar . Salve, Jorge! Abraço forte! * Yara Belchior é jornalista-Colunista; bacharela em Letras-Português/UFS, com Pós-Graduação em Psicanálise/UFS; Iridologia/AMI. yarabelchior@infonet.com.br Reprodução somente com autorização da autora

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