“Psicanálise e o Social – Cura: Confronto com a Dor”, por Yara Belchior

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É de fato muito difícil o confronto com a dor, a decepção e a perda. Contudo, bem pior que este confronto, que pode ser feito aos poucos, é a tentativa inútil de tirar a vida, considerando-se que, realmente, ninguém morre. Tratando logo dos nossos sintomas e dificuldades, encarando-os antes que eles piorem, temos a possibilidade real de cura. Conversando com o sábio senhor Francisco Santos (Chico de Prima, da Barra dos Coqueiros), no Mercado Municipal “Thales Ferraz”, pude ouvir dele uma célebre frase: “- O medo mata, a fé cura.” Aos nos defrontarmos com os nossos sintomas, devemos fazê-lo com a força, fé e confiança de que seremos curados. É necessário, entretanto, desejo de cura, de vida, no lugar de desejo da morte que, por não existir, mais cedo ou mais tarde fará com que enfrentemos os nossos sintomas, a vida, ainda que aparentemente “mortos”. Às vezes, sobretudo, é preciso ter um pouco de humildade e pedir a Deus a cura para os nossos males, no lugar de esbravejar contra Ele, fielmente representado por Espíritos de Luzes, Santos, Orixás, amigos espirituais e terrenos que encontram-se ao nosso lado, dando-nos a maior força para sobreviver e vencer as crises com atitude paulatina, porém firme e segura do encontro com a cura. É verdade que a dor já é suficientemente terrível quando vista no outro; horrível quando refletida em nós mesmos, porém diminuída quando a enfrentamos com os recursos que temos: seja os da oração, terapia, análise ou ajuda dos amigos, encarnados e desencarnados, que se revelam até nós em forma de luzes, iluminadas orientações e mensagens verbais, intuitivas ou canalizadas. De qualquer sorte, não adianta chorar tanto o leite derramado. Há momentos em que é melhor evitar que outros leites se derramem, enfrentando os problemas e sinalizando os caminhos da cura. A vida realmente não acaba nunca. As chances cedo ou tarde se renovam e sempre é tempo de renascer, de preferência aqui e agora, com o enfrentamento e cura das dores, decepções, sintomas e perdas que nos atormentam, mas que podem parar de nos atormentar. Só depende de nós. Que nos esforcemos para continuar ajudando a levantar os que tropeçam à beira do caminho. Talvez seja essa a maior essência da vida: construir e ajudar a reerguer. Com amor e humildade diante de Deus, um excelente dia para você. * Yara Belchior é jornalista-Colunista; bacharela em Letras-Português/UFS, com Pós-Graduação em Psicanálise/UFS; Iridologia/AMI. yarabelchior@infonet.com.br Reprodução somente com autorização da autora

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