“Psicanálise e o Social: Emoções, Psiquismo e Perdão”, por Yara Belchior

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Somos seres de emoção. Tudo passa pelo emocional. Sim, já falamos muito sobre isto, inclusive em um longo artigo. E só para que tenhamos uma idéia do alcance do emocional nas nossas vidas, é importante lembrar que nada é destruído no psiquismo. No psiquismo encontramos tudo intacto. As coisas se sobrepondo umas às outras e tudo lá, guardado, interligado, vindo à tona só, única e exclusivamente quando absolutamente necessário. Nada sai do psiquismo para a boca à toa. É o inconsciente, o sou aonde não penso ser. E o ato de perdoar tem tudo a ver com as emoções e o psiquismo. Eu perdôo, é a primeira frase que dizemos quando desejamos perdoar alguém que injustamente nos ofendeu, agrediu ou agiu mal para conosco. Mas para perdoar, realmente, é preciso mais do que isto. É necessário procurar entender a psique da pessoa. Procurar compreender o que a levou a agir daquela forma, o que a cerca, os sintomas que a envolvem, muitas vezes não só nesta vida, mas atravessando encarnações com ela. É procurar entender a alma da pessoa. Ter compaixão, sentir-se humano, infinito e sobretudo limitado. Usar as leis terrenas, se for o caso, e depois perdoar. Até porque guardar ressentimentos dentro de si é como armazenar cicuta dentro de um copo, que o próprio ofendido estará bebendo em dose dupla, e não o ofensor. A dose dupla da ofensa é, primeiro, a ofensa em si, que já foi realizada; segundo, o veneno, que veio com ela, que pode continuar ofendendo o corpo e a alma da pessoa. E como a ofensa é uma coisa palpável e o veneno algo sútil, é mais inteligente livrar-se dos dois, e sorrir para a vida. Smile… * Yara Belchior é jornalista-Colunista; bacharela em Letras-Português/UFS, com Pós-Graduação em Psicanálise/UFS; Iridologia/AMI. yarabelchior@infonet.com.br Reprodução somente com autorização da autora

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