“Psicanálise e o Social – My Way(Meu Jeito)”, por Yara Belchior*

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Desde pequenos somos influenciados e ensinados por nossos pais, parentes, amigos, escola e sociedade, a pensar e a viver de acordo com os “padrões” do mundo. E se nos adaptamos, muitas vezes é com medo da rejeição, que normalmente vem quando recusamos os padrões e projetos de vida alheios, impostos a nós mesmos. O mundo, entretanto, semelhante à própria vida, está sempre em constante transformação. E isto nós devemos aos corajosos idealistas, firmes na luta por ser eles mesmos. Afinal de contas, não é fácil ser a si próprio numa sociedade marcada por mentiras, modelos e hipocrisias sociais. Sim, é muito bonito viver e saber que você fez as coisas do seu jeito, do seu modo, seguindo as suas próprias idéias e intuições. As leis da sua vida, as regras do seu coração. Sim, assim é bonito viver, seguindo você mesmo: a sua cabeça, a sua idéia, o seu pensamento, a sua emoção. E um dia, no final das nossas vidas, alguém há de dizer: aqui jaz uma pessoa independente, que soube pensar por si própria, fazer as suas próprias leis e idéias, e acima de tudo suportar o que era democraticamente suportável, lutar contra o insuportável e tentar uma média entre os dois. É muito difícil viver sendo outra pessoa, seguindo as idéias do mundo e as imposições da mídia. Se for por isso aí, eu posso dizer: fui muito feliz até hoje, e amanhã espero ser ainda mais, do meu modo, da minha forma, do meu jeito, muito, muito feliz mesmo. Sendo e fazendo alguém feliz. Lembrando da letra e música “My Way”, fantasticamente interpretadas por Frank Sinatra: “ (…) Quero dizer que percorri muitas estradas e tive a coragem de pensar, viver e agir do meu jeito.” Aqui, a tradução, especialmente para você: “My Way(Meu Jeito) E agora, o final está perto Então eu enfrento a cortina final Meu amigo, vou dizer claramente Vou contar a minha história, da qual tenho certeza ***** Eu vivi uma vida cheia Eu viajei por todas as estradas E mais, muito mais que isto tudo Eu fiz do meu jeito ***** Arrependimentos , eu tive alguns Mas mesmo assim, muito poucos para mencionar Eu fiz o que tive que fazer E fiz tudo sem isenção ***** Eu planejei cada caminho Cada passo cuidado ao longo da estrada E mais, muito mais que isto tudo Eu fiz do meu jeito ***** Sim, houve vezes, tenho certeza que você soube Quando dei um passo maior do que podia Mas passando por tudo isso, quando havia uma dúvida Eu a engolia e depois a expulsava Eu passei por tudo e fiquei de pé E fiz do meu jeito ***** Eu amei, sorri e chorei Tive tempos de fartura e uma parte de perdas E agora, que as lágrimas estão acabando Eu acho tudo tão divertido ***** Pensar que fiz aquilo tudo E posso dizer – não timidamente “Oh não, oh não, não eu, Eu fiz do meu jeito”. ***** Pois o que é um homem, o que ele tem? Se não for ele mesmo, então ele não tem nada Para dizer as coisas que ele sente verdadeiramente E não as palavras de alguém que se ajoelha A história mostra que suportei os murros da vida E fiz do meu jeito Sim, este foi o meu jeito”.(Tradução Number One Idiomas) É isso aí. Uma excelente quinta-feira de Oxossi, São Jorge Guerreiro, precedendo uma maravilhosa sexta-feira branquinha de Oxalá! Abraço forte de Yara Belchior * Yara Belchior é jornalista-Colunista; bacharela em Letras-Português/UFS, com Pós-Graduação em Psicanálise/UFS; Iridologia/AMI. yarabelchior@infonet.com.br Reprodução somente com autorização da autora

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