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Infonet Política Eleições
 

O Rio São Francisco visto por João Alves
Livro organizado pelo ex-governador será lançado em Aracaju no próximo dia 28
21/10/2008 - 15:45

‘Toda a Verdade Sobre a Transposição do Rio São Francisco’. Este é o título do livro, que tem prefácio de Ives Gandra da Silva Martins, e que foi organizado pelo ex-governador João Alves Filho. O lançamento será em Aracaju, no próximo dia 28, às 19h, na Livraria Escariz do Shopping Jardins.

No dia seguinte, 29, também às 19h, o lançamento será em São Paulo, na Livraria Cultura, da Avenida Paulista. O livro abre com um extenso trabalho do ex-governador, intitulado ‘Uma Análise da Viabilidade do Projeto de Transposição de Águas do Rio São Francisco’ e comporta artigos de personalidades brasileiras como Manoel Bomfim Ribeiro, João Abner Guimarães Jr., João Suassuna, Eduardo Lima de Matos, Jorge Khoury, Apolo Heringer Lisboa, Anthonio Thomaz Gonzaga da Matta Machado e se encerra com um artigo de outro sergipano, Luiz Carlos da Silveira Fontes.

Naturalmente que todos os artigos voltam-se contra a transposição do Rio São Francisco, que está sendo tocada pelo Batalhão de Engenharia do Exército Brasileiro, sem que se tenham feito estudos de impacto ambiental.

Custo da obra será de R$ 10 bilhões

Diz o dr. João em determinado trecho: “O volume de água a ser retirado do Rio São Francisco será de 126m3/s, cabendo observar que se, de fato, essa água fosse destinada ao consumo humano, como a propaganda enganosa do governo procura passar à opinião pública – alegando o próprio presidente da República que só se vai retirar do rio  uma ‘cuia d´água’ para matar a sede de pobres sertanejos carentes –, daria, adotando-se padrões de consumo rural, para atender a uma população de mais de 100 milhões de pessoas. Ocorre que a população rural sem água do semi-árido, a qual o projeto supostamente se destina, não ultrapassa 5 milhões, dos quais serão atendidas pelo projeto, em suas casas, de 500 a 700 mil pessoas”. O dr. João revela que o custo oficial previsto da obra será de R$ 6,5 bilhões, porém, cálculos realizados por técnicos independentes admitem um patamar bem acima, de R$ 10 a R$ 15 bilhões.

No seu trabalho, o dr. João Alves propõe, como alternativa à transposição, a construção de açudes e a exploração da água no subsolo nordestino, e a interligação destas com cisternas espalhadas por todo o Nordeste. Seria, segundo ele, um projeto muito mais barato, com a garantia de não pôr no leito de morte o São Francisco, e ter água em abundância que não seria consumida pelo sol inclemente do Nordeste, o que fatalmente acontecerá as calhas abertas que vão levar água para o Nordeste Setentrional.

Ele comenta que o povo brasileiro é fascinado por projeto megalomaníacos e os políticos brasileiros se rendem a eles. Faz até um mea-culpa (p. 45) ao falar da ponte que liga Aracaju-Barra. E finaliza: “Em resumo, o projeto da transposição é tecnicamente errado, socialmente injusto, ecologicamente destrutivo e politicamente desastroso, por causar uma insana crise federativa”. Editado pela Mauad, este livro promete dar o que falar...

Por Ivan Valença

 


 

Ainda hoje não há consenso quanto à viabilidade técnica do projeto. A população, que não tem nenhum conhecimento técnico a respeito, acompanha atônita o desfile dos mais diferentes argumentos a favor e contra o projeto. A verdade é que a transposição, mais do que uma simples intervenção em um recurso natural de todos os nordestinos, é um projeto político e a história está repleta de exemplos de projetos políticos que desconsideraram por completo as consequências funestas de sua implementação.
Marcos Santos, 10/28/2008 às 16:49

E o rio Sergipe, Poxim, Pauitinga, Cachorro, Sovacão, Vaza-Barris, D'Areia, Morcego Curituba, Jacaré e dezenas mais de rios sergipanos abandonados há mais de 50 anos. Inclusive por quem lança este livro. Diz que conhece o primo rico - São Francisco, os primos pobres não dão votos - são abandonados. Portanto, esses que defedem o rio São Francisco - hoje, são os mesmos que o abandonaram e o espoliaram. HIPOCRISIA. O tempo dirá.
Paulo Maia, 10/28/2008 às 14:47

Se em 500 anos não se fez nada, é de se admirar que em tão poucos anos se pregou tanta inverdade sobre a transposição, acho que nos 500 anos atrás nunca se mentiu tanto, de forma que se desvia a atençaõ do montante que será gasto absurdamente e simplesmente por uma questão de mostar poder, sem levar em conta o impacto desta tragédia ambiental. Encaro esta situação como um jogo onde de um lado : 500 anos que não se fez X alguns anos de mentira, quem ganha ? Ivan.
Ivan Queiroz, 10/28/2008 às 13:32

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