| Irmão de Zezinho substitui Alex Rocha em eleição indireta |
| O irmão do deputado estadual Vanderlê Correia e do prefeito afastado de São Cristóvão Zezinho da Everest concorre no lugar do atual prefeito |
25/08/2008 - 14:14 |
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| Prefeitura de São Cristóvão terá novo administrador a partir desta sexta | A eleição indireta de São Cristóvão, que será realizada nesta sexta-feira, 29, contará com duas chapas concorrentes. A primeira delas surpreende, já que traz como candidato à prefeito Wanderlan Correia, irmão do deputado estadual Wanderlei Correia e do prefeito afastado da cidade, o Zezinho da Everest, que faleceu no último mês. Wanderlan, que é funcionário público e não possui cargo político, substitui Alexsander Rocha, atual prefeito da cidade que sempre se mostrou candidato e que saíra como vice na mesma chapa.
A segunda chapa é formada pelos vereadores Jadiel Campos e Luís Sousa, mais conhecido como Luís da Sorveteria. Os dois, que já foram eleitos prefeito e vice respectivamente na eleição realizada no dia cinco e que foi anulada, já confirmaram a candidatura.
Na eleição indireta que acontece na sexta-feira, apenas os vereadores terão direito à voto. Justamente por isso, o deputado estadual Wanderlê Correia afirma que o pleito já está definido a favor da chapa encabeçada por Jadiel Campos, dando prosseguimento ao pacto firmado nas eleições anuladas. O deputado faz suas considerações baseado no apoio que Jadiel possui na Câmara Municipal de São Cristóvão, manifestado na realização da eleição anulada, que ele chamou de “operação fada madrinha”, tal a velocidade com que foi feita.
Segundo as contas de Wanderlê Correia, cinco dos dez vereadores de São Cristóvão votam com Jadiel Campos. Do restante, dois são do PMDB, partido que apóia Wanderlan Correia e os outros três são do PDT que também está com o PMDB. POr essa lógica, haveria um empate, sendo escolhido o candidato mais velho, que nesse caso seria Wanderlan Correia. No entanto, o deputado estadual não acredita completamente no apoio de um dos membros do seu partido, que poderia votar no seu concorrente ou se abster.
“Não estou confiante em uma vitória porque não sei se os vereadores do meu partido vão votar com o meu grupo. O que acontece hoje em São Cristóvão é um pacto político que já está firmado para eleger Jadiel Campos. Isso pôde ser observado na eleição que chamo de operação fada madrinha, que eles fizeram de um dia para o outro e que posteriormente foi anulada”, disse.
Por Letícia Telles
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