Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
“O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

O Combate ao bulling e à violência nas escolas: estratégias pedagógicas para a construção de uma cultura de respeito
Entre a prevenção, a convivência democrática e o compromisso da Escola com a proteção integral Por Prof. Mário Jorge F. Cruz – Pedagogo / Especialista em Gestão Escolar
A Escola deve e tem ocupado um lugar singular na formação humana. Mais do que um espaço destinado à transmissão de conhecimentos, constitui-se como ambiente de convivência, socialização, construção de identidades, desenvolvimento de valores e exercício da cidadania. É nesse espaço que crianças e adolescentes aprendem não apenas conteúdos curriculares, mas também formas de se relacionar, lidar com diferenças, resolver conflitos, reconhecer direitos e compreender que a dignidade do outro precisa ser respeitada. Entretanto, quando o ambiente Escolar é atravessado
pelo Bullying, pela intimidação, pela discriminação, pela violência física ou psicológica e por outras formas de agressão, sua função educativa é profundamente comprometida. A Escola deixa de ser
percebida como espaço de segurança e pertencimento e passa a ser, para alguns Estudantes, um lugar de medo, sofrimento e insegurança.
O Bullying não pode ser compreendido como uma simples brincadeira entre Estudantes ou como um conflito comum da infância e da adolescência. Trata-se de uma forma específica de violência que envolve comportamentos intencionais e repetitivos de agressão, humilhação, intimidação ou exclusão, frequentemente marcados por uma relação desigual de poder. A compreensão desse fenômeno foi significativamente aprofundada pelos estudos de Dan Olweus, pioneiro nas pesquisas sistemáticas sobre Bullying Escolar. Sua contribuição foi fundamental para demonstrar que o problema não deve ser naturalizado como parte inevitável do processo de crescimento, pois suas consequências podem alcançar profundamente a autoestima, o desempenho acadêmico, as relações sociais e o bem-estar dos envolvidos. É necessário, entretanto, ampliar essa compreensão. O Bullying contemporâneo não está restrito aos muros da Escola. Com a expansão das redes sociais e dos ambientes digitais, a violência pode continuar depois do término das aulas, alcançar um número muito maior de pessoas e permanecer registrada ou compartilhada indefinidamente. A humilhação que antes poderia ocorrer diante de um grupo restrito de Colegas pode transformar-se em exposição pública, comentários ofensivos, disseminação de imagens, criação de perfis falsos, ameaças e outras formas de violência digital. Assim, o combate ao Bullying exige da Escola uma compreensão mais ampla das relações humanas em uma sociedade profundamente conectada.
No Brasil, o enfrentamento dessa realidade deixou de ser apenas uma preocupação Pedagógica para assumir também uma dimensão legal e Institucional. A Lei no 14.811, de 12 de janeiro de 2024,
estabeleceu medidas de proteção às crianças e aos adolescentes contra a violência nos estabelecimentos educacionais ou similares e determinou que medidas de prevenção e combate sejam
implementadas pelo Poder Executivo em cooperação entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios. A legislação também dialoga com normas anteriores relacionadas ao Bullying, à proteção
integral e à violência contra crianças e adolescentes. A existência de legislação, entretanto, não é suficiente para transformar a realidade Escolar. Uma Escola não se torna segura simplesmente porque possui regras, câmeras, portões, protocolos ou mecanismos disciplinares. Esses instrumentos podem ser importantes, mas a segurança Escolar precisa ser construída também nas relações cotidianas. Uma Instituição verdadeiramente protetiva é aquela em que Estudantes sabem que serão ouvidos, Professores se sentem preparados para agir, Gestores acompanham os conflitos, Famílias encontram canais de diálogo e todos compreendem que violência, discriminação e humilhação não fazem parte de uma convivência aceitável. É justamente nesse ponto que a Dimensão Pedagógica assume papel central. Combater o Bullying não significa apenas identificar o agressor e proteger a vítima depois que a violência aconteceu. Significa trabalhar preventivamente para que determinadas atitudes sequer sejam naturalizadas pela Comunidade Escolar. A prevenção precisa fazer parte do Currículo, do Projeto Político-Pedagógico, da formação dos Profissionais, das relações entre os Estudantes e da própria cultura Institucional.
A perspectiva de Paulo Freire contribui significativamente para essa reflexão ao defender uma Educação fundada no diálogo, na dignidade humana e na capacidade de sujeitos participarem
criticamente da transformação de sua realidade. Uma Escola que pretende combater a violência precisa criar espaços nos quais os Estudantes possam falar, escutar, questionar, discordar e participar da construção das regras de convivência. O diálogo não significa ausência de Autoridade ou relativização dos limites. Ao contrário, significa construir uma Autoridade Pedagógica capaz de estabelecer limites sem recorrer à humilhação, à violência ou ao autoritarismo.
Uma das primeiras estratégias Pedagógicas, portanto, consiste em transformar a convivência em objeto explícito de aprendizagem. Respeito, empatia, solidariedade, responsabilidade, autocontrole, reconhecimento das diferenças e resolução pacífica de conflitos não devem aparecer apenas em campanhas ocasionais. Precisam estar presentes no cotidiano Escolar. Rodas de Conversa, Assembleias de Estudantes, Projetos interdisciplinares, debates, produção de textos, atividades artísticas, jogos cooperativos, dramatizações, mediação de conflitos e ações de protagonismo juvenil podem contribuir para que os Estudantes compreendam que a convivência também se aprende.
Essa perspectiva precisa alcançar todas as etapas da Educação Básica, respeitando a idade, a maturidade e as características dos Estudantes. Na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino
Fundamental, histórias, brincadeiras cooperativas, atividades de reconhecimento das emoções e experiências de compartilhamento podem favorecer a construção de atitudes de cuidado e respeito.
Nos anos finais, é possível ampliar as discussões sobre identidade, diferenças, preconceito, relações de poder, responsabilidade digital, exposição nas redes sociais e consequências das práticas de violência. O próprio Ministério da Educação orienta que estratégias de convivência e prevenção sejam adequadas às diferentes etapas do desenvolvimento dos Estudantes.
Outra estratégia indispensável é fortalecer a capacidade dos Profissionais da Educação para identificar sinais de violência. Nem sempre o Estudante que sofre Bullying verbaliza diretamente aquilo que está acontecendo. Mudanças de comportamento, isolamento, queda no rendimento, resistência em frequentar a Escola, alterações na participação em sala de aula ou dificuldades de relacionamento podem constituir sinais que merecem atenção. Da mesma forma, comportamentos agressivos recorrentes, tentativas de exercer poder sobre Colegas, humilhações sistemáticas e estímulo à exclusão de determinados Estudantes precisam ser observados pelos Adultos Responsáveis.
Essa observação não deve assumir caráter meramente fiscalizador. O Professor não pode ser transformado em investigador permanente, nem a Escola pode criar uma atmosfera de suspeita
generalizada. O que se exige é uma postura Profissional de atenção, escuta e intervenção Responsável. A formação continuada dos Profissionais é, portanto, elemento essencial de uma Política de prevenção. Não se pode exigir que Professores, Coordenadores e Gestores enfrentem situações complexas de violência sem oferecer-lhes conhecimentos, protocolos, apoio Institucional e espaços de reflexão sobre suas próprias práticas.
A Gestão Escolar possui, nesse cenário, uma responsabilidade particularmente relevante. O Gestor não deve atuar somente quando o conflito explode. Sua função é criar condições para que a Escola desenvolva uma Política permanente de convivência. Isso implica conhecer a realidade da Instituição, identificar espaços e situações de maior vulnerabilidade, acompanhar ocorrências, ouvir Estudantes e Profissionais, estabelecer procedimentos claros e articular a Escola com as Famílias e com os serviços da Rede de Proteção.
A prevenção também exige diagnóstico. Quantas ocorrências de violência são registradas? Em quais espaços acontecem? Em quais horários? Quais tipos de conflito aparecem com maior frequência? Existem Estudantes ou Grupos que são constantemente excluídos? Como os Alunos percebem o clima Escolar? Os Professores sentem-se preparados para intervir? As Famílias conhecem os canais de comunicação da Escola? Perguntas dessa natureza permitem que a Gestão deixe de trabalhar apenas com impressões e passe a utilizar informações concretas para orientar decisões.
O monitoramento, contudo, não deve servir para produzir apenas estatísticas. Dados precisam gerar intervenção Pedagógica. Se determinado espaço da Escola apresenta maior concentração de conflitos, é preciso compreender as razões e pensar estratégias. Se determinado grupo de Estudantes apresenta maior vulnerabilidade, é necessário desenvolver ações específicas. Se os registros revelam recorrência de determinada forma de violência, a Escola deve rever suas práticas. A informação só possui verdadeiro valor quando contribui para proteger pessoas e aperfeiçoar a Educação Educativa.
Outro aspecto fundamental é a participação dos Estudantes. Uma Política de prevenção construída exclusivamente pelos adultos corre o risco de não compreender plenamente as dinâmicas que ocorrem entre os próprios Estudantes. Eles conhecem linguagens, espaços, comportamentos e situações que muitas vezes não chegam imediatamente aos Professores ou Gestores. Ouvi-los não significa transferir- lhes a responsabilidade pelo combate à violência, mas reconhecer que são sujeitos de direitos e participantes da Comunidade Escolar.
A criação de Grêmios, Assembleias, Comissões de Convivência, Projetos de Estudantes Mediadores, campanhas produzidas pelos próprios Alunos e espaços permanentes de escuta pode fortalecer o sentimento de pertencimento. Quando o Estudante percebe que sua opinião é considerada e que pode participar da construção das regras de convivência, tende a desenvolver maior responsabilidade coletiva. A democracia, nesse sentido, deixa de ser apenas conteúdo curricular e passa a ser experiência concreta como na construção de uma cultura de respeito também exige enfrentar o preconceito em suas diferentes manifestações. Muitas situações classificadas superficialmente como Bullying podem estar associadas a racismo, capacitismo, misoginia, intolerância religiosa, preconceito relacionado à aparência física, orientação sexual, condição socioeconômica ou outras formas de discriminação. Por isso, uma Política Escolar de prevenção precisa trabalhar com a perspectiva dos direitos humanos e da valorização da diversidade.
Não basta dizer aos Estudantes que todos são iguais. É necessário ensiná-los a reconhecer e respeitar as diferenças. A igualdade de direitos não significa negar as diferenças existentes entre as pessoas, mas assegurar que nenhuma delas seja utilizada como justificativa para inferiorizar, excluir ou violentar alguém. A Escola inclusiva é aquela que transforma a diversidade em elemento constitutivo de sua identidade e não em problema a ser administrado. Nesse processo, a Família também precisa ser compreendida como parceira. A relação entre Escola e Família não pode acontecer apenas quando surge um problema. Quando a comunicação Institucional ocorre exclusivamente para comunicar faltas, baixo rendimento ou situações disciplinares, estabelece-se uma relação predominantemente reativa. É necessário construir canais permanentes de diálogo, nos quais as Famílias possam conhecer as Políticas de convivência, compreender os procedimentos adotados e participar da formação de seus Filhos. É igualmente importante evitar a culpabilização automática das Famílias. Situações de violência são complexas e possuem múltiplas determinações. A Escola precisa exercer sua responsabilidade sem transformar Pais ou Responsáveis em Adversários. Ao mesmo tempo, a Família precisa compreender que proteger e educar crianças e adolescentes é uma responsabilidade compartilhada. O diálogo entre esses dois espaços educativos pode ampliar significativamente as possibilidades de prevenção. Também não se deve esperar que a Escola resolva sozinha todas as formas de violência que atingem seus Estudantes. Há situações que exigem a atuação articulada com Conselho Tutelar, saúde, assistência Social, segurança pública e outros integrantes da Rede de Proteção. O Programa Escola que Protege, do Ministério da Educação, reforça justamente essa perspectiva intersetorial, articulando
prevenção, formação dos Profissionais, monitoramento, participação estudantil, cultura de paz e resposta às situações de violência.
A Política federal atualmente estruturada no Programa Escola que Protege também estabelece como dimensões importantes a formação continuada dos Profissionais, a construção de planos territoriais de enfrentamento das violências, a produção e análise de dados, a participação democrática e o combate ao Bullying e à discriminação. Essa abordagem demonstra que o enfrentamento da Violência Escolar precisa superar respostas isoladas e constituir-se como Política permanente de proteção e convivência. Entre as estratégias Pedagógicas mais promissoras encontra-se ainda a mediação de conflitos. Conflitos fazem parte da convivência humana e não devem ser confundidos automaticamente com Bullying. O conflito pode ser trabalhado pedagogicamente quando existe espaço para escuta, negociação e responsabilização. O Bullying, por sua vez, demanda atenção específica, especialmente quando há repetição, intencionalidade e desequilíbrio de poder. A Escola precisa saber diferenciar essas situações para evitar tanto a banalização da violência quanto a transformação de qualquer divergência entre Estudantes em caso de Bullying.
Nesse sentido, práticas restaurativas podem oferecer contribuições importantes, desde que aplicadas de forma Responsável e sem substituir as medidas de proteção necessárias. A experiência de Escolas brasileiras apresentada pelo próprio MEC evidencia o potencial de estratégias voltadas à resolução pacífica de conflitos e ao fortalecimento de vínculos como instrumentos de construção de uma cultura de paz.
Outro desafio contemporâneo é o cyberBullying. A Escola precisa educar para o uso ético, Responsável e seguro das tecnologias digitais. Não basta proibir celulares ou restringir determinadas plataformas. É necessário ensinar cidadania digital. O Estudante precisa compreender que uma publicação pode produzir consequências reais, que compartilhar uma imagem ofensiva também pode significar participar da violência e que a liberdade de expressão não autoriza práticas de humilhação, ameaça ou discriminação. Nesse contexto, a Educação digital precisa estar articulada à Educação para os direitos humanos. O mundo virtual não pode ser tratado como um território sem regras. Os princípios de respeito, dignidade, responsabilidade e proteção que orientam a convivência presencial também precisam orientar a convivência digital.
É importante destacar, contudo, que nenhuma estratégia Pedagógica será suficientemente eficaz se a própria Escola reproduzir práticas autoritárias, humilhantes ou discriminatórias. Não se pode ensinar respeito por meio do desrespeito. Não se pode defender a cultura de paz utilizando a violência como método disciplinar. Não se pode pedir aos Estudantes que dialoguem enquanto os adultos resolvem conflitos pela imposição. A coerência entre discurso e prática constitui uma das mais poderosas ferramentas educativas.
A cultura de respeito nasce, portanto, das pequenas experiências cotidianas: do Professor que escuta o Estudante, do Gestor que acolhe uma denúncia, do Funcionário que trata todos com dignidade, do Aluno que aprende a reconhecer o sofrimento do Colega, da Família que participa da vida Escolar e de uma Instituição que não se omite diante da violência. É nessa dimensão cotidiana que os grandes princípios educacionais se tornam realidade.
A Escola do século XXI precisa compreender que qualidade educacional não pode ser medida exclusivamente por indicadores de aprendizagem acadêmica. Uma Instituição que apresenta bons
resultados em avaliações externas, mas convive com medo, discriminação e violência, possui uma concepção incompleta de qualidade. Aprender exige segurança, pertencimento e vínculos. O Estudante precisa sentir que aquele espaço também lhe pertence e que sua dignidade será preservada.
Nesse sentido, combater o Bullying e a violência não representa uma tarefa paralela ao trabalho pedagógico. É parte dele. Uma Escola segura, acolhedora, democrática e inclusiva cria melhores
condições para ensinar e aprender. A convivência saudável não é consequência automática da aprendizagem; é também uma de suas condições.
O grande desafio colocado aos Gestores e Educadores é transformar ações pontuais em uma Política Institucional permanente. Campanhas realizadas uma vez por ano possuem valor simbólico, mas não substituem um projeto contínuo. O Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, celebrado em 7 de abril, pode ser importante para mobilizar a Comunidade, mas o combate à violência precisa ocorrer durante todo o ano letivo. O próprio MEC, ao desenvolver a Semana Nacional da Convivência Escolar, vem reforçando a importância da participação, do respeito, da democracia e da prevenção como dimensões permanentes da vida Escolar.
A Escola que deseja construir uma cultura de respeito precisa, portanto, estabelecer compromissos claros: identificar situações de risco; ouvir os Estudantes; formar os Profissionais; envolver as Famílias; desenvolver ações Pedagógicas permanentes; monitorar ocorrências; fortalecer a participação democrática; enfrentar todas as formas de discriminação; utilizar protocolos de proteção; articular-se com a rede intersetorial; e avaliar continuamente os resultados de suas ações.
Mais do que combater o Bullying depois que ele acontece, é preciso construir condições para que ele encontre cada vez menos espaço para existir. Isso exige mudar comportamentos, mas também
transformar culturas. Exige responsabilizar quem pratica violência, proteger quem sofre e, sobretudo, educar toda a Comunidade para compreender que nenhuma forma de humilhação pode ser
naturalizada.
A Escola não pode controlar todas as experiências vividas por seus Estudantes, especialmente em uma sociedade marcada por desigualdades, conflitos sociais e intensa exposição digital. Entretanto, pode decidir que tipo de cultura deseja construir dentro de seus muros. Pode escolher entre a omissão e a intervenção; entre o autoritarismo e o diálogo; entre a punição isolada e a responsabilizEducação Educativa; entre a indiferença e o acolhimento.
A construção de uma cultura de respeito não acontece por decreto. Ela é construída diariamente, nas relações, nas palavras, nas escolhas e nas práticas. É uma tarefa Pedagógica, Ética e Social. Quando a Escola assume esse compromisso, deixa de ser apenas o lugar onde se aprende Matemática, Língua Portuguesa, Ciências ou História e passa a cumprir uma de suas funções mais nobres: formar seres humanos capazes de conviver com as diferenças, respeitar direitos, resolver conflitos e participar da construção de uma sociedade menos violenta.
COMO EU PENSO O ENFRENTAMENTO AO BULLYING
O enfrentamento do Bullying e da violência nas Escolas precisa ser compreendido como uma responsabilidade coletiva e permanente. Não existe solução simples para um fenômeno que possui
dimensões Pedagógicas, Sociais, Familiares, Culturais, Psicológicas e Institucionais. Por essa razão, respostas exclusivamente punitivas tendem a ser insuficientes quando não estão acompanhadas de prevenção, diálogo, formação, acompanhamento e Responsabilidade Educativa.
A Escola precisa proteger sem deixar de educar. Precisa estabelecer limites sem humilhar. Precisa responsabilizar sem abandonar. Precisa ouvir sem relativizar a violência. Precisa acolher a Vítima, intervir diante do agressor e trabalhar com todo o grupo para que a cultura que possibilitou a violência seja transformada.
Mais do que combater Indivíduos, é necessário combater práticas e culturas de violência. Mais do que promover Campanhas, é necessário construir Políticas Institucionais. Mais do que falar sobre respeito, é necessário praticá-lo.
A verdadeira cultura de paz não significa ausência de conflitos. Significa capacidade coletiva de enfrentá-los com diálogo, Justiça, Responsabilidade e Respeito à Dignidade Humana. E é justamente nessa perspectiva que a Escola pode exercer sua função Social mais transformadora: ensinar que conviver democraticamente não é apenas aprender a estar com o outro, mas reconhecer que o outro, com suas diferenças, seus direitos e sua dignidade, também faz parte de nós.
© Prof. Mário Jorge de F. Cruz – Todos os Direitos Reservados
REFERÊNCIAS
– BRASIL. Lei no 14.811, de 12 de janeiro de 2024. Institui medidas de proteção à criança e ao adolescente contra a violência nos estabelecimentos educacionais ou similares. Brasília, DF, 2024.
– BRASIL. Ministério da Educação. Programa Escola que Protege – ProEP. Brasília, DF, 2025-2026.
– FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra.
– VYGOTSKY, Lev S. A formação Social da mente. São Paulo: Martins Fontes.

Noite de celebração no lançamento da nova edição da Revista Advogados. Presença nata da advocacia e de diversos segmentos da sociedade sergipana O lançamento da 24ª edição da Revista Advogados – realizada na última quarta-feira no Garden Village, Bairro Farolândia – foi uma confraternização que há muito tempo não se via em Aracaju. Além da Nata da advocacia sergipana o lançamento reuniu outros segmentos importantes da sociedade sergipana – inclusive desembargodores e desembargadoras (da ativa e aposentados), juízes, promotores, escritores, conselheira do TCE, entre outros – numa mescla que mostrou força da Remacre Comunicação através do publischer Clóvis Munaretto. O destaque da revista, o advogado Júlio Rochadel Moreira, que comemorou 25 anos de excelência do escritório Rochadel Advocacia foi de uma simpatia única. Entre os destaques deste número da revista uma entrevista especial com o procurador-geral do MPSE, Nilzir Vieira e a posse do novo desembargador do TJSE, Kleidson Nascimento.
STF rejeita recurso de Sukita e mantém condenação de 11 anos e 9 meses por crimes nas eleições de 2012 Em sua decisão, o ministro reconheceu parcialmente da insurgência apresentada pela defesa e negou provimento ao pedido. Com isso, permanece a pena de 11 anos, 9 meses e 15 dias de reclusão, além de 28 dias-multa, aplicada a Sukita. No mesmo processo, Ana Carla Santana Santos, mãe do vereador Gabriel Sukita e ex-secretária de Assistência Social, teve a pena fixada em 5 anos, 9 meses e 15 dias de reclusão e oito dias-multa. A condenação envolve crimes de corrupção eleitoral, prevista no artigo 299 do Código Eleitoral, e crimes de responsabilidade de prefeito, previstos no artigo 1º, incisos I e V, do Decreto-Lei nº 201/1967. Ao examinar o conjunto probatório, a Justiça Eleitoral afastou a interpretação de que os fatos representariam apenas uma promessa genérica de vantagem. O acórdão apontou a existência de “pagamento de vantagens com pedido expresso de votos”, caracterizando, segundo a decisão, a prática de corrupção eleitoral.
Alegação rejeitada A decisão também rejeitou a alegação de que não teria havido individualização das condutas. Conforme registrado no julgamento, foram identificadas “condutas concretas atribuídas aos recorrentes que se amoldaram aos verbos típicos”, além da demonstração do elemento subjetivo exigido para a configuração dos crimes. Outro ponto analisado pela Justiça Eleitoral foi a alegação relacionada à dosimetria da pena. O entendimento registrado no processo foi de que a “subtração da liberdade do eleitor a respeito da consciência crítica quanto ao exercício do voto” integra a própria configuração do crime de corrupção eleitoral e, por isso, não poderia ser utilizada novamente para elevar a pena na primeira fase da dosimetria. Foi justamente a retirada dessa circunstância que resultou na fixação das penas definitivas em 11 anos, 9 meses e 15 dias para Sukita e 5 anos, 9 meses e 15 dias para Ana Carla.
Os crimes O caso remonta às eleições municipais de 2012, quando Sukita era prefeito de Capela, após distribuir para cerca de sete mil beneficiários, de programas sociais do município a quantia de R$ 40. Ao entregar o dinheiro, o ex-prefeito pedia os votos dos beneficiários utilizando-se da expressão “Vamos votar no 40 para continuar ganhando o valor de 40”, com o objetivo de obter votos, tendo sido condenado, anteriormente, a uma pena superior a 13 anos de prisão. A decisão do relator no STF reafirma a validade de todo o processo conduzido pela Justiça Eleitoral e mantém integralmente as sanções impostas aos réus pelas irregularidades no pleito de 2012. Sem conseguir reverter os fundamentos da condenação na Suprema Corte, a defesa do ex-gestor soma nova derrota judicial, restando-lhe apenas a via de recursos regimentais para tentar reavaliar a matéria perante a Turma do tribunal.
Fábio leva à Somese balanço da saúde e propostas para os próximos quatro anos O governador e candidato à reeleição Fábio Mitidieri (PSD) participou ontem, 17, de uma roda de conversa promovida pela Sociedade Médica de Sergipe (Somese). A entidade está realizando encontros com os candidatos ao Governo do Estado para debater os desafios da saúde e conhecer as propostas para os próximos quatro anos. Durante o encontro, Fábio fez um balanço de sua gestão e destacou a decisão de interiorizar os investimentos, fortalecer os hospitais regionais e ampliar serviços que antes estavam concentrados na capital. Entre os avanços citados estão a renovação de 100% da frota do Samu, a criação do serviço de transferência inter-hospitalar, a expansão da hemodiálise e da hemodinâmica e a implantação de UTI no sertão. “Quando chegamos, fizemos escolhas. Escolhemos interiorizar os investimentos, fortalecer os hospitais regionais e levar serviços para mais perto das pessoas. Ainda temos muito a fazer, mas é inegável o que construímos na saúde”, afirmou Fábio.
64 mil procedimentos e Hospital do Câncer O candidato também destacou os 64 mil procedimentos realizados pelo Opera Sergipe e a construção do Hospital do Câncer. Na saúde da mulher, ressaltou que procedimentos para tratamento cirúrgico da endometriose passaram a ser ofertados regularmente pela rede estadual. “Avançamos para que a mulher sergipana não precise mais entrar na Justiça para ter acesso à cirurgia de endometriose. Hoje, temos essa oferta de forma regular. Saúde não é pauta de direita ou de esquerda. É escolha de gestão, é decidir onde colocar os recursos e quais serão as prioridades”, declarou. Para os próximos quatro anos, Fábio apresentou ainda a proposta de implantação do Hospital do Idoso, com assistência especializada e integrada para uma população que vem envelhecendo e demandando novos cuidados da rede pública. “Precisamos olhar para o Sergipe do futuro. Nossa população está envelhecendo e o Estado precisa estar preparado para essa realidade. O Hospital do Idoso é um compromisso para avançarmos na atenção especializada e no cuidado com essa população”, disse.
Reconhecimento das melhorias na rede estadual O presidente da Somese, Raimundo Sotero, reconheceu durante o encontro as melhorias que observa na saúde estadual e falou sobre o momento eleitoral. “Estamos na época de sabermos escolher quem vai nos representar. A honestidade é tudo. A saúde melhorou. Parabéns, Fábio”, afirmou. O geriatra Antônio Cláudio chamou atenção para o envelhecimento da população e defendeu o fortalecimento de uma política estadual de atenção à pessoa idosa, com foco na prevenção e na redução das internações. “Como geriatra, precisamos falar de uma política de atenção à pessoa idosa. Existe a necessidade de fortalecer essa política estadual de saúde do idoso”, pontuou.Durante o debate, a médica Clarisse também abordou a atenção às mulheres, destacando a criação de uma estrutura específica para as políticas voltadas ao público feminino, além da humanização do atendimento e da necessidade de ampliar os cuidados com a saúde mental dos profissionais da saúde. Ao final, Fábio afirmou que pretende fortalecer o diálogo e a parceria com os profissionais do setor. “Humanizar é mostrar às pessoas que o trabalho delas é importante. A saúde cresce quando a parceria com os profissionais também é fortalecida. Fizemos muito, sabemos que ainda há desafios e queremos continuar avançando nos próximos quatro anos”, concluiu.
No Senado, André Moura defende retomar o debate sobre a taxação de grandes fortunas Relator que estruturou as diretrizes iniciais da simplificação tributária brasileira há dez anos, o candidato André Moura (Federação União Progressista) quer usar sua experiência técnica no Senado para concluir etapas pendentes da reforma. Entre as prioridades apontadas por ele está a instituição do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), medida arquivada nas votações recentes na Câmara dos Deputados.
Agenda pública O debate sobre a taxação de grandes fortunas segue no centro da agenda pública. Ao concluir a votação do projeto de regulamentação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a Câmara dos Deputados rejeitou a emenda que previa a alíquota sobre patrimônios acima de R$ 10 milhões. Experiências internacionais mostram que a tributação sobre altos patrimônios é adotada em países como Espanha, Noruega e Suíça, além de nações latino-americanas como Argentina, Bolívia, Colômbia e Uruguai. Com a tramitação das matérias complementares no Senado Federal, ganha relevância a proposta de reavaliar medidas de justiça distributiva que continuam pendentes. Se eleito, André Moura chegará ao Senado com o diferencial técnico de ter sido o relator que estabeleceu as diretrizes iniciais do atual modelo tributário. Essa experiência o credencia a liderar debates sobre a complementação da reforma e a busca por um sistema fiscal mais eqüitativo e eficiente.

Em entrevista na Xodó FM, André destaca força em Brasília A trajetória política e a experiência de articulação em Brasília abriram a entrevista do candidato ao Senado André Moura (Federação União Progressista/444) ao Jornal da Xodó ontem, 17. Ao relembrar a influência do pai, Reinaldo Moura, e sua trajetória, André destacou que escolheu a vida pública por acreditar na capacidade de transformar demandas da população em políticas públicas. “Faço política porque entendo que ela é um instrumento de transformação da sociedade para melhorar a prestação dos serviços públicos e garantir os direitos sociais previstos na Constituição Federal”, afirmou.
R$ 800 milhões somente para Aracaju O candidato também relembrou as funções de liderança exercidas em Brasília, entre elas a condução de bloco da minoria, seguida da liderança do Governo na Câmara e, posteriormente, no Congresso Nacional (Câmara e Senado), atribuindo à experiência, ao diálogo e à articulação política a capacidade de viabilizar investimentos para Sergipe. Ao apresentar resultados de sua passagem pela Câmara, André citou cerca de R$ 3,4 bilhões destinados a Sergipe, sendo que mais de R$ 800 milhões vieram para Aracaju, mencionando investimentos na Maternidade Lourdes Nogueira, escolas, creches, drenagem, pavimentação e mobilidade urbana.

Petroleiros declaram apoio à reeleição de Rogério Carvalho O senador Rogério Carvalho (PT/SE) participou ontem, 17, de uma reunião com petroleiros e petroleiras de Sergipe em apoio à sua reeleição. O encontro ocorreu na sede do SINDISAN, em Aracaju, e contou também com a presença de trabalhadores de outros estados.O candidato à reeleição recebeu o reconhecimento e o apoio da categoria para sua recondução ao Senado Federal. Os trabalhadores agradeceram a luta do parlamentar para trazer de volta a Sergipe os investimentos da Petrobras.
Trabalho intenso O diretor do Sindipetro SE/AL, Thiago Ítalo, afirmou que a categoria apoia o senador porque entende que a luta pelo fortalecimento da estatal ainda não terminou. “Foi um trabalho intenso de mais de dois anos. O senador participou ativamente desta campanha, junto com os trabalhadores do Estado de Sergipe, e é muito importante essa eleição, não só do presidente Lula, mas também do senador Rogério Carvalho, porque ainda temos muito trabalho para fazer. A volta da Petrobras traz um horizonte muito grande para Sergipe, outras empresas podem ser agregadas com isso e o senador, tenho certeza, terá uma participação muito importante para o retorno dos petroleiros do Estado, para a retomada da fábrica e da unidade de fertilizantes. Então, temos muito trabalho para fazer e contamos com o apoio do senador. Tem também o projeto Carnalita, que pode ser retomado. Por isso é muito importante que os sergipanos e as sergipanas possam dar esse voto ao Rogério Carvalho, para que Sergipe possa ter seu desenvolvimento pleno”, pontuou o líder sindical.
Mobilização da categoria e debate O senador Rogério Carvalho chamou a atenção dos trabalhadores para a capacidade de mobilização da categoria e para a importância do debate sobre o desenvolvimento da estatal em Sergipe.“Não foi simples convencer a Petrobras de que investir em Sergipe era relevante. Foi complexo porque são muitas disputas internas pelos recursos para que Sergipe fizesse parte do plano estratégico da Petrobras. O projeto Sergipe Águas Profundas já estava previsto desde 2010 e, em tese, já era para estar funcionando em 2016, em 2018 e em 2023, retomamos a oportunidade do Sergipe Águas Profundas fazer parte da estratégia da Petrobras. Isso foi uma luta. Então, quero chamar a atenção de que essa luta ainda não terminou. A disputa para consolidar a volta da Petrobras está ativa. E nós vamos precisar de companheiros lá no Congresso Nacional que tenham compromisso com isso. E essa é uma disputa que temos que fazer junto ao próprio presidente Lula”, destacou.O parlamentar reforçou ainda a necessidade de trazer a operação da estatal para o estado. “E nós precisamos, pelo tamanho e pela relevância do que somos, a partir de agora, novamente, reivindicar e lutar para trazer efetivamente a operação da Petrobras para Sergipe”, completou.
Empenho para reeleger Rogério e o presidente Lula O diretor do Sindipetro-NF e do Núcleo de Petroleiros do PT, Cleverton Resende, reforçou que toda a categoria vai se empenhar para reeleger o senador e o presidente Lula.“Tenho certeza de que, com essa mobilização do senador, vamos trazer de volta para Sergipe todos os companheiros do nosso estado. O encaminhamento da reunião é uma missão para cada um dos presentes: ir, ligar e falar com o companheiro. Temos duas opções neste momento: ir para a rua mostrar a importância da volta da Petrobras, da reeleição do senador e do presidente Lula, pois sem ele todas as conquistas vão por água abaixo. É preciso ter esse entendimento e levar para a sociedade. Mostrar que o petroleiro tem lado”, afirmou. Estiveram presentes coordenadores da FNP e da FUP, dirigentes e petroleiros de Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte, Ceará e São Paulo, entre outros estados, que estão em Sergipe por ocasião da eleição do Sindipetro. Também participaram do encontro o deputado estadual e candidato à reeleição Chico dos Correios, a candidata a deputada estadual Candisse Carvalho, o deputado federal e candidato à reeleição João Daniel, o candidato a deputado federal Márcio Macedo e do ex-gerente geral da Petrobras em Sergipe Eugênio Dezen.
Jorginho Araujo apresenta realizações do mandato e propostas nas ruas de Socorro ao lado de Heitor Lukas Candidato à reeleição, o deputado estadual Jorginho Araujo (PSD) levou às ruas de Nossa Senhora do Socorro e Aracaju, na quarta-feira, 16, um balanço do trabalho realizado em seu primeiro mandato e as propostas que pretende defender nos próximos quatro anos. A agenda reuniu mobilização no Conjunto Marcos Freire I, diálogo com moradores do Siqueira Campos e participação em um evento de valorização da advocacia sergipana, área de formação do parlamentar. No Conjunto Marcos Freire I, em Socorro, Jorginho percorreu as ruas em uma panfletagem ao lado do vereador Heitor Lukas, um de seus principais aliados no município. “Heitor conhece Socorro, acompanha de perto as necessidades dos bairros e não foge do trabalho. É um vereador atuante, um aliado leal e alguém com quem tenho construído uma parceria boa. Estar ao lado dele no Marcos Freire I é mostrar que nosso trabalho está nas ruas, ouvindo as pessoas e buscando respostas para o município”, disse o parlamentar.
Encontro no Siqueira Em seguida, no bairro Siqueira Campos, em Aracaju, o Bate-Papo com os Amigos de Ricardo Lopes reuniu um grande público e ocupou a rua com apoiadores. Com a presença da Delegada Katarina, Jorginho conversou com os moradores, apresentou o trabalho desenvolvido em seu mandato e também levou a mensagem do governador Fábio Mitidieri. “Ricardo reuniu uma turma grande e nos proporcionou uma recepção muito calorosa. Esses encontros nos permitem prestar contas, ouvir as demandas de quem vive o bairro e entender onde ainda precisamos avançar”, destacou.

Advocacia em destaque A agenda do deputado também teve espaço para a advocacia. Jorginho prestigiou o lançamento da 24ª edição da Revista Advogados, que destaca os 25 anos do escritório Rochadel Advocacia, comandado por Julio Rochadel. “Como advogado, fiz questão de estar presente. Julio é um grande profissional, respeitado pela competência e pela trajetória que construiu ao longo desses 25 anos. A revista cumpre um papel importante ao valorizar histórias que engrandecem a advocacia sergipana”, destacou.
Regularização na Expoglória A especialista ambiental Gabriela Almeida, foi um dos destaques de ontem, 17, na Expoglória, em Nossa Senhora da Glória. Ela comandou a palestra focada na Regularização Ambiental de Suinoculturas, evento realizado pelo Sistema FAESE | Senar. A apresentação reuniu produtores e profissionais da área para debater caminhos práticos para a sustentabilidade e conformidade legal da atividade no estado.
Riscos Durante a instrução do Inquérito Civil, foi constatado que a empresa adotou um padrão de conformidade meramente reativo, formalizando a contratação das obras de reforço estrutural definitivo somente após ser notificada pelo MPT. Ao ser requisitada a comprovar a realização do treinamento sobre riscos de colapso e procedimentos de evacuação exigido no Item 6 do seu próprio Plano de Saúde e Segurança do Trabalho em Obras (PSST), a requerida forneceu comprovantes referentes a um curso genérico focado exclusivamente em prevenção e combate a incêndio. Em março de 2026, convocada para audiência de mediação, a Cencosud recusou-se formalmente a assinar o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) proposto pelo MPT e alegou que a conclusão física das obras em outubro de 2025 eliminava a necessidade de assumir compromissos permanentes de segurança.
Condenação definitiva Na Ação Civil Pública, subscrita pelo procurador do Trabalho Vanderlei Avelino Rodrigues, o MPT requer a condenação definitiva da ré ao cumprimento de obrigações contínuas de prevenção, como a realização periódica de treinamentos específicos sobre riscos de colapso e evacuação (abrangendo empregados diretos, terceirizados e promotores de vendas), a elaboração e apresentação anual de Laudo de Inspeção Predial (conforme a norma ABNT NBR 16747, acompanhado de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART)) e a manutenção de controle rigoroso de estocagem de cargas sobre a laje. O MPT requer, ainda, a condenação da Cencosud ao pagamento de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais) a título de indenização por dano moral coletivo, com destinação do montante ao Fundo Estadual de Recomposição de Danos Trabalhistas (FERDT) ou a entidades e projetos sociais sem fins lucrativos no município de Itabaiana-SE. Além da fixação de multa cominatória de R$ 5.000,00 por item descumprido, acrescida de R$ 500,00 por trabalhador prejudicado.

XXVIII Congresso Brasileiro de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia realizado em Aracaju atinge recorde de público O XXVIII Congresso Brasileiro de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia foi um sucesso e consolidou Aracaju como referência no debate sobre a saúde feminina. Realizado entre os dias 10 e 12 de setembro, o encontro reuniu mais de 800 participantes de várias partes do Brasil e do exterior. A programação destacou novas tecnologias para o rastreamento do câncer do colo do útero e a prevenção do HPV e de outras ISTs. O êxito do congresso, organizado pela Lumio Eventos e realizado através das lideranças Dra. Márcia Fuzaro Terra Cardial, presidente da Associação Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia -ABPTGIC, e Dra. Carmem Luiza Leite, presidente do Congresso e da ABPTGIC Sergipe, fortaleceu a área científica e projetou Sergipe no cenário médico nacional.
Congresso Pernambucano A Sociedade de Anestesiologia do Estado de Sergipe (SAESE) marcou presença no 2° Congresso Pernambucano de Anestesiologia (CPA) com atualizações científicas para anestesiologistas de todo o país. O presidente da instituição, Dr. André Barreto, fez parte do painel de instrumentalizações e ministrou aula no tema “ Proteção e Manejo do paciente com Lesão Renal Aguda”. A participação da SAESE reforça o compromisso da instituição com a educação continuada e a união da categoria visando o bem estar e segurança do paciente.

Dr. Ewerton Caroso representa Sergipe como palestrante no Congresso Internacional de Fisioterapia em Coluna Vertebral Representando Sergipe, o fisioterapeuta Dr. Ewerton Caroso foi um dos palestrantes do 9º Congresso Internacional de Fisioterapia em Coluna Vertebral, realizado em Goiânia (GO). O especialista apresentou a palestra “Avaliação clínica avançada da coluna: encontrando a causa primária da dor”. Em sua participação, destacou a importância de investigar a origem da dor para definir estratégias mais precisas de tratamento e reabilitação. Dr. Ewerton Caroso também é membro da Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna e professor de pós-graduação em Osteopatia. O evento reuniu especialistas de todo país para discutir conhecimento científico e avanços na avaliação e no tratamento da coluna vertebral.

Fanese e Instituto Fonte das Águas ampliam acesso à assistência jurídica gratuita no bairro Industrial A Fanese, por meio do Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ), firmou, na terça-feira (15), uma parceria com o Instituto Fonte das Águas para ampliar o acesso à orientação e à assistência jurídica gratuita. Com o Termo de Cooperação Técnica, pessoas atendidas pelo Instituto poderão ser encaminhadas ao NPJ, unindo atendimento à comunidade e formação prática dos estudantes de Direito. Localizado no bairro Industrial, o Instituto Fonte das Águas desenvolve atividades com crianças e adolescentes e mantém uma atuação que também alcança suas famílias. Entre o público que poderá ser beneficiado pela parceria estão mães, pais, avós, tias e outros responsáveis pelos assistidos. A partir da cooperação, os encaminhados poderão receber orientações jurídicas e ter acesso a conciliações e mediações.
Viabilidade jurídica e critérios institucionais De acordo com a coordenadora do Núcleo, Karla Thaís Nascimento, os atendimentos serão realizados por estudantes do curso de Direito, sob supervisão do NPJ, especialmente nas áreas de Direito de Família e Direito Previdenciário. Ela ressalta ainda que, quando houver viabilidade jurídica e forem atendidos os critérios institucionais, também poderão ser encaminhadas demandas judiciais e extrajudiciais. Durante a formalização da parceria, a vice-presidente do Instituto, Kelly Santos, afirmou que a cooperação trará benefícios tanto para a comunidade quanto para os estudantes. Entre as ações desenvolvidas pelo projeto estão atividades educacionais e de reforço escolar, culturais, esportivas e de desenvolvimento pessoal.“Essa parceria é extraordinária. Porque ela traz o Instituto que nasceu no bairro e uma instituição como a Fanese, tão renomada, também no bairro. Então, ela traz visibilidade para o local e também dignidade para aqueles que acessam, tanto a faculdade como o nosso Instituto. Então, vou falar que foi o match que deu certo”, afirmou.
Realidade profissional Com a parceria, o NPJ amplia sua atuação social e cria mais uma frente para que os estudantes vivenciem, durante a graduação, situações que fazem parte da realidade profissional. Para a Fanese, a iniciativa aproxima ensino, prática e extensão de uma demanda concreta: fazer o conhecimento jurídico chegar a quem precisa dele.O Instituto Fonte das Águas desenvolve suas atividades na Rua Adezinho da Costa Pinto, 149, bairro Industrial, em Aracaju (SE). Clique aqui e conheça.

Amanhã, 19: Festival reúne feira agroecológica, debates, cultura popular e mobilização política em Aracaju Amanhã, sábado, 19, a Comunidade Bom Pastor, em Aracaju, será palco do Festival da Agroecologia Sergipana (FAS), iniciativa realizada pela Rede Sergipana de Agroecologia (ReSeA) que pretende aproximar a sociedade das experiências, iniciativas e organizações que constroem a agroecologia em Sergipe. A programação acontecerá das 10h às 21h – Associação Católica Bom Pastor — R. Efren Fernando Fontes, 65, Santos Dumont/AJU- e reúne feira agroecológica, rodas de conversa, tendas temáticas, ciranda infantil, rádio feira, almoço agroecológico e apresentações culturais, criando um espaço de encontro entre produtores, movimentos sociais, organizações, comunidades e público em geral.
“Agroecologia nas Eleições” Entre os principais objetivos do FAS estão a divulgação de experiências agroecológicas desenvolvidas em Sergipe, o fortalecimento do debate público sobre os desafios e possibilidades da agroecologia, além da promoção de ações de incidência política em articulação com a campanha “Agroecologia nas Eleições”, da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA). A programação também terá espaços dedicados a temas como gênero, juventude, comunicação, direito e cidadania e cuidados, ampliando o debate sobre a agroecologia para além da produção de alimentos e evidenciando sua relação com questões sociais, ambientais, econômicas e políticas. Outro destaque do festival será a valorização da cultura popular sergipana, com apresentações do grupo Letra de Samba na Roda, do Mamulengo de Cheiroso, com a peça Talco no Salão, e do Reisado Baile Estrela. A programação será encerrada com o show “Eu Sou o Forró” – Uma Homenagem a Ismar Barreto”.

5º Ipaese Cult une gastronomia e cultura surda na Cactus Burguer . Todo o valor arrecadado durante o evento, que acontece no dia 24 de setembro, será convertido para o IPAESE Está chegando o Dia Nacional do Surdo e, em celebração à data, o Instituto Pedagógico de Apoio à Educação do Surdo de Sergipe (IPAESE) realiza mais uma edição do Ipaese Cult, um dia de celebração da cultura surda com um cardápio delicioso da Cactus Burguer, Mrs.Cake e iL Sordo . A ação, que acontecerá no dia 24 de setembro, integra as ações do Setembro Surdo, mês de conscientização e valorização da Libras, da educação bilíngue e dos direitos da comunidade surda. Para celebrar o Dia Nacional do Surdo, no dia 24 de setembro a Cactus Burguer abre suas portas às 15h e recebe todo o público de braços abertos em um momento de comemoração, solidariedade e conscientização. Além dos hambúrgueres deliciosos, o 5º Ipaese Cult traz um cardápio especial com sobremesas irresistíveis da Mrs.Cake e da iL Sordo. Além disso, todo o valor arrecadado durante o evento será convertido para o IPAESE, organização sem fins lucrativos referência na educação da comunidade surda e a única instituição bilíngue para surdos em Sergipe.
Sobre o IPAESE Fundado em dezembro de 2000, o Instituto Pedagógico de Apoio à Educação do Surdo de Sergipe (IPAESE) foi criado por um grupo de mães e pais de crianças surdas e se tornou a primeira escola especializada para surdos em Sergipe. Atualmente, é a única instituição bilíngue para surdos em Sergipe e a única do nordeste que oferece a educação básica, desde a educação infantil ao ensino médio, contando agora com o pré-vestibular, alfabetização, reforço escolar, esportes e atendimento psicossocial para os surdos de Aracaju e todo Sergipe. O atendimento psicossocial é voltado não só para surdos, mas também para os seus familiares, sendo referência em sua proposta. São mais de 380 pessoas assistidas. A instituição atua para promover a inclusão da comunidade surda no processo educativo e em seu pleno desenvolvimento, contribuindo para sua inserção no mercado de trabalho, na vida social, familiar e no exercício da cidadania.
Capital A necessidade de preservar capital também pode pesar nessa escolha. Quem está começando a trabalhar com aplicativos, por exemplo, pode não ter recursos para dar uma entrada em um veículo ou pode preferir não assumir uma dívida de longo prazo. “Em vez de colocar uma grande quantia na entrada de um veículo e assumir uma dívida de vários anos, o motorista pode utilizar seu dinheiro para começar a trabalhar. A locação também pode trazer mais previsibilidade, porque, com um contrato bem estruturado, ele consegue saber melhor quanto custa manter sua ferramenta de trabalho e não precisa transformar cada problema mecânico em uma nova despesa inesperada”, afirma.
Capacidade A manutenção ganha ainda mais importância para quem passa muitas horas ao volante e percorre grandes distâncias. Nesse cenário, um veículo parado representa também uma interrupção na geração de renda. “Para quem trabalha com aplicativo, carro parado significa renda parada. Por isso, manutenção não é apenas uma questão de conforto, mas está diretamente relacionada à capacidade do motorista de trabalhar. Ter uma estrutura definida para manutenção preventiva e corretiva ajuda a reduzir problemas e dá mais previsibilidade. O motorista não precisa resolver sozinho questões como orçamento, oficina e acompanhamento do serviço, podendo concentrar seu tempo na atividade que gera renda”, destaca Marcel.
PELO ZAP DO BLOG CLÁUDIO NUNES – Quem desejar receber o link do blog logo cedo, pela manhã, pelas listas de transmissões é só enviar o pedido pelo celular do Blog: 79 99890 – 2018 (tb p/ enviar material p/ divulgação e denúncias).
PELO E-MAIL claudionunes@infonet.com.br
Siga Cláudio Nunes no Instagram
https://www.instagram.com/blog_claudio_nunes/
Siga Cláudio Nunes no X
Siga Cláudio nunes no Blueskay
https://bsky.app/profile/blogclaudionunes.bsky.social
Frase do Dia

Comentários estão fechados.