
A atuação especializada da Polícia Civil no enfrentamento à violência contra a mulher resultou no encaminhamento de 1.011 medidas protetivas de urgência à Justiça durante o primeiro semestre de 2026, por meio do Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV). O balanço das ações demonstra o fortalecimento da rede de proteção às vítimas, aliado ao trabalho investigativo desenvolvido pelas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs).
Além das medidas protetivas encaminhadas ao Poder Judiciário, o Departamento registrou mais de 2 mil inquéritos policiais instaurados, realizou milhares de acolhimentos às vítimas nas unidades especializadas, efetuou 37 prisões de agressores de mulheres, concluiu 1.391 inquéritos policiais e intensificou ações voltadas ao atendimento humanizado e ao fortalecimento da rede de proteção às mulheres em situação de violência.
A diretora do Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), Mariana Diniz, destaca que os indicadores refletem o compromisso da Polícia Civil com a proteção das vítimas e a responsabilização dos autores.
“Os números do primeiro semestre de 2026 mostram o impacto direto das nossas ações especializadas no Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis. Nos primeiros seis meses deste ano, o Departamento instaurou mais de 2 mil inquéritos policiais, solicitou 1.208 medidas protetivas de urgência e cumpriu 51 mandados de prisão. A violência doméstica e familiar contra a mulher ainda é a nossa demanda mais expressiva.”
Segundo a diretora, a maior parte da demanda do Departamento permanece concentrada na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), que responde pela maior parcela das investigações relacionadas à violência doméstica.
“A Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM) concentrou sozinha quase 75% de todos os inquéritos instaurados pelo Departamento neste semestre. Foram 1.540 novos procedimentos investigativos abertos com base em mais de 2 mil boletins de ocorrência. Além disso, 1.011 medidas protetivas foram encaminhadas para a Justiça, o que significa que essas mulheres receberam o amparo imediato da polícia e do Judiciário para afastar o agressor de perto delas.”
Na frente repressiva, o trabalho das equipes especializadas resultou na prisão de 37 autores de violência contra a mulher e na conclusão de 1.391 inquéritos policiais, posteriormente encaminhados ao Poder Judiciário para adoção das medidas legais cabíveis.
Paralelamente às investigações, o DAGV mantém um atendimento especializado e humanizado às vítimas, por meio das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) e da Casa da Mulher Brasileira, promovendo acolhimento, orientação e encaminhamento à rede de proteção, em articulação com os demais órgãos que atuam na defesa dos direitos das mulheres.
Para Mariana Diniz, os resultados demonstram o fortalecimento da confiança da população no trabalho desenvolvido pela Polícia Civil.
“O meu recado para todas as mulheres é muito claro: não enfrente a violência sozinha. A Polícia Civil está aqui para acolher, investigar e proteger a sua vida. Denuncie!”
Fonte: SSP/SE

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