
O quinto Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026 registrou redução no índice de infestação pelo Aedes aegypti em Aracaju. Os resultados da pesquisa apontaram um índice geral de 0,9%, uma redução de 0,6 ponto percentual em relação à pesquisa realizada em julho, quando o índice foi de 1,5%.
De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), o levantamento foi realizado entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro, em todos os bairros da capital. Dos 48 bairros avaliados, 32 foram classificados como de baixo risco e 16 como de médio risco. Nenhum território apresentou alto risco no levantamento atual, que também identificou redução nos indicadores de diferentes regiões da cidade.
Entre os avanços registrados estão os bairros Luzia, que reduziu o índice de 4,8% para 1,8%, e Suíssa, que passou de 4,4% para 0,6%. Também apresentaram redução Getúlio Vargas, de 3,5% para 0,6%; Grageru, de 3,4% para 0,6%; e 13 de Julho, de 3,1% para 0,9%.
Ações de monitoramento
Apesar da redução do índice geral, a Vigilância em Saúde mantém o monitoramento dos territórios com maior vulnerabilidade e acompanha a distribuição das notificações e confirmações de arboviroses. O bairro Cidade Nova, por exemplo, passou de 2,6% para 3,0%, enquanto Dom Luciano registrou índice de 3,5%, indicando a necessidade de intensificação das ações de campo nessas áreas.
Entre julho e agosto, as equipes da SMS realizaram 67.400 visitas domiciliares e inspecionaram 1.512 pontos estratégicos. No mesmo período, foram realizados 155 tratamentos focais com larvicida residual e 47 tratamentos perifocais com inseticida. As ações de bloqueio também incluíram a aplicação de UBV costal em 436 quarteirões de 32 localidades, alcançando 21.512 imóveis.
O levantamento também apontou que a maior parte dos criadouros identificados continua dentro dos imóveis. Depósitos utilizados para armazenamento de água, como tonéis e lavanderias, concentraram 57,5% dos focos encontrados. Já vasos e pratos de plantas, recipientes para água de animais, reservatórios de geladeiras e outros depósitos domiciliares responderam por 27,7%.
Responsabilidade compartilhada
A SMS reforça que a participação da população continua sendo fundamental para a prevenção das arboviroses. Entre as principais orientações estão manter caixas-d’água tampadas, limpar regularmente calhas e ralos, eliminar recipientes que possam acumular água e permitir o acesso dos agentes de combate às endemias durante as visitas domiciliares.
A eliminação de criadouros dentro dos imóveis contribui para reduzir a proliferação do Aedes aegypti e, consequentemente, os riscos de transmissão de dengue, zika e chikungunya.
*Com informações da PMA

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