A noite em que Sergipe vai cobrar a conta das promessas

Cinco convidados, uma bancada e milhões de perguntas

Hoje, 29 de setembro, o debate da TV Sergipe está previsto para começar por volta das 22h15, após a novela “Quem Ama Cuida”, com transmissão ao vivo dos estúdios da emissora. A novela entrega a tela, mas o drama continua: falta d’água, fila de consulta, greve de professores, preço da passagem e promessa que cabe lindamente no vídeo de campanha, até alguém perguntar quanto custará a próxima conta de água da Iguá.

Cinco candidatos foram relacionados para o encontro: Fábio Mitidieri, Valmir de Francisquinho, Ricardo Marques, Emanuel Cacho e Dr. Helton Monteiro. No levantamento feito até esta manhã, Fábio Mitidieri era o único dos cinco para quem não havia sido localizada uma confirmação pública de presença nos canais consultados da campanha e da assessoria. Os outros quatro foram apontados como tendo sinalizado participação. Isso não permite dizer que o governador faltará mais uma vez. A cadeira vazia só existe quando as luzes acendem e seu ocupante não aparece; antes disso, existe uma informação a ser atualizada.

Cada um chega com uma bagagem e uma cobrança diferente. Fábio Mitidieri (PSD) tem a vantagem de mostrar realizações de governo, mas carrega o peso de responder pelo serviço que o cidadão encontra hoje. Se disser que está insatisfeito com a concessionária de água, poderão perguntar que providência tomou e qual resultado produziu. Se enumerar investimentos na educação, terá de encarar o conflito com os professores. O governador conhece os números do Estado; sua prova será fazê-los conversar com a vida de quem abre a torneira e não encontra água.

Valmir de Francisquinho (Republicanos) chega como adversário capaz de concentrar o confronto com Fábio. Sua proposta de reduzir a tarifa do transporte e renovar a frota tem apelo imediato: o passageiro entende uma passagem mais barata antes mesmo de terminar a frase. Mas a pergunta virá junto com o troco: qual o subsídio mensal, de onde virá o recurso e como manter o serviço depois do primeiro ano? Na questão da água, também será cobrado a dizer se pretende fiscalizar, rever ou buscar a rescisão do contrato da Iguá, e por quais etapas passaria essa decisão.

Ricardo Marques (PL) tentará impedir que a noite se transforme numa conversa exclusiva entre governador e principal opositor. Pode explorar água, saúde e o custo que as falhas dos serviços impõem às famílias. Em troca, terá de explicar como executaria suas próprias propostas e o que sua experiência como vice-prefeito de Aracaju demonstra sobre sua capacidade de governar. Ser alternativa é fácil de anunciar; difícil é mostrar o endereço, o orçamento e a data da alternativa.

Emanuel Cacho (PSDB) encontrará espaço para falar de estradas, interior e acesso à saúde, inclusive por telemedicina. Uma rodovia, porém, não nasce da vontade de duplicá-la: precisa de projeto, licença, recursos e tempo. Dr. Helton Monteiro (PSOL) poderá fazer a crítica mais profunda ao modelo de prestação dos serviços públicos, especialmente na água e na saúde. Sua prova será detalhar quem assumiria a operação, quanto custaria a transição e como evitaria que o cidadão ficasse esperando enquanto o poder público troca a placa da porta.

Taty Cristina não consta da lista de convidados. A regra eleitoral garante participação às candidaturas cujos partidos, federações ou coligações atinjam a representação mínima de cinco parlamentares no Congresso; a emissora pode convidar outras. A ausência de seu nome na relação não equivale a desistência. É uma distinção importante num debate que pretende ajudar o eleitor a escolher: até as regras de entrada precisam ser explicadas com clareza.

O passado também sobe ao palco

A TV Sergipe já reuniu Fábio e Valmir diante das câmeras. Foi em 27 de setembro de 2022, no debate do primeiro turno, com Rogério Carvalho, Alessandro Vieira e Niully Campos. Dois dias depois, o TSE manteve o indeferimento da candidatura de Valmir naquela eleição. A cronologia impede uma confusão frequente: ele esteve no debate antes daquela decisão, e o episódio de quatro anos atrás não descreve, por si, a condição jurídica de sua candidatura hoje.

O segundo turno de 2022 produziu uma história de outro tipo: o debate previsto entre Fábio e Rogério foi cancelado. Fábio estava internado, sua campanha apresentou atestado médico e a emissora informou que o acordo previa a suspensão em caso de doença. Ninguém venceu aquela noite de argumentos porque a noite de argumentos não aconteceu. Fábio havia participado do primeiro turno e de outro confronto com Rogério, na TV Atalaia.

Em 2018, sete candidatos participaram do debate do primeiro turno na TV Sergipe. Dr. Emerson e Gilvani Santos ficaram fora pelo critério de representação parlamentar adotado, e a exclusão de Dr. Emerson foi contestada. No segundo turno, Belivaldo Chagas e Valadares Filho se enfrentaram. São quatro episódios que ajudam a ler a edição de hoje: o encontro de 2018 no primeiro turno, seu confronto final, o debate de 2022 com Fábio e Valmir e o debate de segundo turno que acabou cancelado. A história recomenda cuidado com palavras como “fugiu”, “desistiu” ou “venceu” antes de conhecer convite, regra e fato.

O que nenhum debate antigo responde é a pergunta desta eleição: por que o sergipano ainda precisa implorar por serviços que já paga? A família quer abrir a torneira para tomar banho, lavar os pratos e limpar a casa, mas encontra ar onde deveria sair água. A mãe quer marcar um exame, não colecionar protocolos. Nas escolas públicas, alunos e pais querem saber quando terminará a greve que, segundo a categoria, completa hoje 23 dias, e por que o governo ainda não chegou a um acordo sobre a reivindicação dos professores, amparada, conforme sustentam, por decisão do STF. E há as contas: o que entregam, exatamente, os contratos milionários da Deso e do Detran? No estúdio, uma resposta ensaiada pode render aplausos. Na casa de quem está sem água e na sala de aula vazia, o eleitor quer documento, valor, prazo e solução.

O roteiro da TV e as perguntas que podem incendiar a noite

Em reunião com a TV Sergipe, ficou definido que o debate terá quatro blocos e considerações finais. O primeiro e o terceiro blocos serão de tema livre; o segundo e o quarto, de tema determinado. Em cada bloco, os cinco candidatos terão uma oportunidade de perguntar, seguindo a ordem estabelecida. No tema livre, cada um escolhe o terreno da pergunta. No tema determinado, terá de enfrentar o assunto previsto para a rodada. É aí que o discurso ensaiado pode encontrar uma curva: ninguém sabe se a pergunta mais difícil virá do adversário ou do tema da vez.

No primeiro bloco, a ordem anotada é Ricardo, Valmir, Helton, Fábio e Emanuel. No segundo, Emanuel, Helton, Valmir, Fábio e Ricardo. No terceiro, Valmir, Helton, Emanuel, Ricardo e Fábio. No quarto, Helton, Valmir, Ricardo, Fábio e Emanuel. As considerações finais começariam com Valmir, seguidas por Helton, Ricardo e Emanuel, cabendo a Fábio encerrar. O documento também posiciona, da esquerda para a direita do ponto de vista do mediador, Ricardo, Emanuel, Valmir, Fábio e Helton.

Na reunião ficou definida a ordem em que os cinco candidatos farão perguntas nos quatro blocos do debate, além das considerações finais. O primeiro e o terceiro blocos serão de tema livre; o segundo e o quarto, de tema determinado. Esse foi o roteiro acertado na reunião. Já os tempos de pergunta, resposta, réplica e tréplica, a escolha de quem responderá e as condições para direito de resposta devem ser apresentados pela emissora ao explicar as regras da transmissão.

As perguntas que podem animar o confronto são previsões jornalísticas, não perguntas oficiais nem informações de bastidor sobre o que foi combinado. Se Valmir mirar Fábio, a água pode entrar no estúdio antes mesmo de aparecer na torneira: “Governador, qual sanção efetiva foi aplicada à Iguá e quando o abastecimento será regularizado?” Fábio pode devolver cobrando a conta da passagem mais barata: “Quanto o Estado terá de subsidiar por mês e de onde sairá o dinheiro?” São perguntas possíveis porque atingem o centro das propostas e das responsabilidades de cada um. Não há como afirmar que serão feitas.

Ricardo pode pressionar o governador sobre compensação a famílias que pagaram a fatura apesar de passarem dias sem água e cobrar de Valmir qual medida concreta adotaria em relação ao contrato. Também pode ouvir de volta uma pergunta sobre o que realizou como vice-prefeito. Cacho tem espaço para exigir datas de obras anunciadas e ser questionado sobre o custo e o prazo de suas duplicações. Helton pode cobrar soluções estruturais para a água e receber a pergunta mais desconfortável para seu programa: se o contrato for rompido, quem presta o serviço na manhã seguinte?

Como cada um responderá, ninguém sabe. Pelo perfil de campanha, é razoável esperar que Fábio defenda as entregas do governo e prometa intensificar cobranças; que Valmir destaque sua experiência administrativa e apresente mudanças de rumo; que Ricardo se ofereça como alternativa; que Emanuel puxe o debate para projetos no interior; e que Helton critique o modelo atual de gestão. Isso é leitura editorial, não fala antecipada dos candidatos. A qualidade da noite estará no passo seguinte: quando um adversário pedir valor, documento e prazo, quem conseguirá continuar respondendo?

O sergipano pode transformar a sala em bancada de apuração. Pegue cinco nomes e quatro perguntas para cada promessa: o que será feito, quanto custa, quando chega e onde poderei conferir? Se a resposta vier com emoção, ótimo; política também mobiliza esperança. Se vier apenas com emoção, desconfie. Hoje haverá cenário, câmera, réplica e frase pronta. Depois do debate, continuará havendo a torneira, a escola, o hospital e a passagem. É neles que a palavra dita às 22h15 terá de provar seu valor.

 

Blind Date Noticias

 

Benária cobra a conta. Benária de Bocão, candidata a deputada estadual pelo PL, acionou o TRE-SE para pedir explicações sobre a distribuição do fundo eleitoral. Segundo a ação, sua campanha ainda não havia recebido recursos do fundo, enquanto outras candidaturas estaduais da sigla receberam repasses. O pedido está aguardando análise: por enquanto, o fato comprovado é a cobrança judicial. Em plena reta final, a pergunta dela ao partido é daquelas que dispensam microfone: cadê o dinheiro?

 

Ana Luiza entra na pesquisa. Ana Luiza, do Republicanos, apareceu com 1,23% das citações espontâneas para deputada estadual em levantamento do Instituto França divulgado na reta final. A publicação a coloca na sexta posição entre os nomes lembrados pelos entrevistados. Pesquisa é fotografia de um período, não cadeira reservada na Assembleia. Ainda assim, aparecer espontaneamente quando há tantos concorrentes dá assunto à campanha e trabalho aos adversários.

Luciano ganha reforço familiar. A família de Verso gravou um vídeo reafirmando apoio a Luciano Bispo para deputado estadual. O encontro divulgado pelo Portal ITnet reuniu integrantes da família e também apresentou as escolhas do grupo para outros cargos. Na última semana, apoio político vira vídeo, vídeo vira mensagem e mensagem tenta virar voto. A urna, como sempre, é a única parente que não promete nada antes de domingo.

Anderson pega a avenida. Anderson de Tuca acompanhou a carreata de Yandra Moura por bairros de Aracaju, segundo relato publicado pela assessoria da deputada. O percurso passou pelo Augusto Franco, 17 de Março, Santa Maria e Aeroporto antes de chegar à Orla. Para o candidato estadual, foi uma oportunidade de aparecer junto a uma chapa maior. Na reta final, até o trajeto da carreata tem cálculo político: cada bairro é uma parada e uma vitrine.

Venâncio chama a tropa. Venâncio Fonseca participou, em São Domingos, de uma mobilização ao lado do senador Alessandro Vieira. O candidato à reeleição convocou apoiadores para os últimos dias de campanha, enquanto a carreata seguiu por outros municípios do Agreste. É a fase em que discurso vira pedido direto de mobilização. O candidato pode repetir o número cem vezes; no domingo, cada eleitor terá de lembrar dele sem a ajuda do trio elétrico.

Júnior vai a Poço Verde. Júnior de Diógenes, do Avante, teve sua passagem por Poço Verde destacada em publicação de segunda-feira. A matéria relata conversas com moradores e aponta pequeno produtor, cadeia do leite, saúde e atenção a mães atípicas entre as bandeiras apresentadas pela candidatura. A recepção descrita pelo portal não é medição de votos. Abraço ajuda na caminhada; para chegar à Alese, ainda falta a conta que só a urna faz.

Pastor no ato da direita. Pastor Zé Carlos, candidato estadual pelo Podemos, apareceu em publicação sobre o ato com Flávio Bolsonaro na Orla da Atalaia. A presença ao lado de lideranças de outro partido mostra uma aposta em visibilidade no eleitorado conservador. Participar de um evento grande pode render imagens e contatos, mas não mede adesão individual à candidatura. No palanque, a foto é coletiva; na urna, cada um procura o próprio número.

 

Flávio da Direita busca espaço. Flávio da Direita Sergipana, candidato a deputado estadual pelo PL, voltou a aparecer em cobertura de sua participação em ato com Flávio Bolsonaro. A estratégia descrita na publicação é associar sua campanha estadual à liderança nacional do partido. Há uma vantagem evidente de exposição, acompanhada de uma tarefa: fazer o eleitor distinguir os dois Flávios e acertar qual deles disputa a Assembleia.

 

 

Fernandinho canta em Muribeca. Fernandinho Franco, ex-prefeito e candidato à Alese, foi tema de duas publicações sobre um ato em Muribeca no domingo. Uma delas relata caminhada de casa em casa e apoiadores cantando a música da campanha. Os textos descrevem forte mobilização, mas não apresentam contagem independente de público. Jingle gruda na cabeça; a campanha espera que o número fique grudado até a cabine de votação.

Outra frente para Candisse. Candisse aparece como requerida em um pedido de direito de resposta feito por Gracinha, candidata a deputada federal, relacionado a outro vídeo em seu perfil. O episódio mostra como uma publicação pode sair da disputa política e entrar na pauta eleitoral do tribunal. O botão de postar é instantâneo; o de encerrar a controvérsia ainda não foi inventado.

Alan aparece na pisadinha. Alan de Mundinho, candidato estadual, integrou uma caminhada em Itabaianinha ao lado do prefeito Eraldo do Frigorífico e de Cláudio Mitidieri, candidato a deputado federal. A nota nova registra a aliança, não uma atividade ocorrida ontem. Na dança eleitoral, a pisadinha tem ritmo; o eleitor é quem decide o passo seguinte.

Chico aparece sem ser chamado. Chico do Correio registrou 0,92% das menções espontâneas no levantamento do Instituto França citado na cobertura de segunda-feira. O dado o coloca entre os nomes lembrados sem a apresentação de uma lista ao entrevistado. A diferença entre percentuais pequenos exige cautela, pois a pesquisa tem margem de erro de 2,7 pontos percentuais. Para a campanha, é um recado útil; para decretar eleição, ainda é cedo até para entregar a correspondência.

Lidiane também é lembrada. Dra. Lidiane Lucena aparece com 0,73% das citações espontâneas na mesma pesquisa para deputado estadual. O levantamento ouviu 1.300 eleitores, conforme a publicação, e não permite transformar décimos de ponto em previsão segura de cadeira. O nome entrou no retrato divulgado nesta reta final, mas pesquisa não conhece o voto que o eleitor muda na última conversa de família.

A água entra na campanha de Marcos. Além da troca de declarações com Zominho, Marcos Oliveira faz críticas contra a concessão dos serviços de água e esgoto à Iguá. Marcos defende a retomada dos serviços pela Deso. Aqui há uma proposta política atribuída ao candidato, não uma decisão tomada pelo Estado. Com tanta gente cobrando torneira funcionando, a posição rende debate mais longo que qualquer carreata.

Anderson entra no primeiro pelotão citado. Anderson de Zé das Canas apareceu com 1,44% na pesquisa espontânea do Instituto França, na oitava posição entre os nomes citados para deputado federal. O ex-prefeito de Frei Paulo tem estruturado sua campanha em torno da ligação com o campo e da experiência administrativa municipal. A candidatura permanece deferida pela Justiça Eleitoral. É um nome diferente da lista de ontem e que entrou efetivamente no radar da pesquisa publicada na segunda-feira.

 

Capitão Samuel aparece na fotografia. Capitão Samuel, do União Brasil, registrou 1,41% das menções espontâneas no levantamento divulgado ontem, ficando logo depois de Anderson de Zé das Canas. A candidatura de número 4422 aparece como deferida nas bases atualizadas da Justiça Eleitoral. Pesquisa espontânea mede lembrança naquele período e não deve ser confundida com previsão de eleição, sobretudo diante da margem de erro do levantamento.

Márcio Macêdo volta ao jogo eleitoral. O ex-ministro Márcio Macêdo, candidato do PT à Câmara, apareceu com 0,78% das citações espontâneas na pesquisa França divulgada na segunda-feira. O percentual o coloca entre os nomes lembrados sem que uma lista de candidatos tenha sido apresentada aos entrevistados. Na reta final, sua campanha tenta converter reconhecimento político nacional em voto para a bancada sergipana. O dado novo aqui é pesquisa, não projeção de mandato.

Dra. Clécia passa pelo radar. Dra. Clécia, do Republicanos, alcançou 0,51% das menções espontâneas na mesma pesquisa. Dados disponíveis indicam ainda recursos de campanha provenientes majoritariamente do fundo eleitoral. Na reta final, seu desafio é transformar estrutura e presença eleitoral em lembrança mais ampla entre os indecisos.

Everton Souza aparece na espontânea. Everton Souza, candidato do PV, teve 0,41% das citações espontâneas para deputado federal. Seu registro eleitoral permanece deferido, segundo atualização processada no dia 28. O dado é pequeno isoladamente e está dentro de uma pesquisa com ampla parcela de eleitores ainda sem candidato declarado. Mesmo assim, coloca seu nome entre os candidatos efetivamente lembrados no levantamento mais recente encontrado.

Elber divide campanha e mandato. Elber Batalha apareceu com 0,41% das menções espontâneas, empatado numericamente com Everton Souza. Ao mesmo tempo, segue exercendo atividades na Câmara de Aracaju: é relator da CPI das Concessões dos Espaços Públicos, cuja reunião marcada para segunda-feira foi adiada para 9 de outubro devido a problemas técnicos no plenário. Assim, sua reta final mistura agenda institucional e campanha para Brasília.

Emanuelly entra na lista. Emanuelly Hora, do Republicanos, registrou 0,28% na pesquisa espontânea divulgada ontem. A enfermeira aparece com registro deferido. Dados eleitorais disponíveis indicam financiamento relevante do fundo eleitoral em sua campanha. É mais um nome que não estava no levantamento anterior e que surge agora no retrato estatístico da reta final.

Gracinha vai da pesquisa ao tribunal. Gracinha Garcez apareceu com 0,27% das menções espontâneas, mas também ganhou espaço no noticiário jurídico-eleitoral. Ela apresentou pedido de direito de resposta contra Candisse Carvalho em razão de um vídeo publicado no Instagram, alegando que seu nome teria sido associado a valores ilícitos. A existência do processo não significa que a Justiça tenha reconhecido como verdadeiras as alegações de qualquer das partes; trata-se de controvérsia submetida ao TRE-SE.

Alex Pintado aparece entre os citados. Alex Pintado, candidato do União Brasil, marcou 0,27% na pesquisa espontânea do Instituto França. O percentual não autoriza conclusões sobre eleição de cadeira, especialmente porque 58,5% dos entrevistados não souberam ou não responderam em quem votariam para deputado federal. A reta final ainda tem muito eleitor sem endereço definido nessa disputa.

Davi Valença carrega uma polêmica recente. Davi Valença, do Missão, afirmou ter sido agredido durante uma panfletagem em São Cristóvão na semana passada. A Unidade Popular contestou a versão e negou agressão por parte de seus integrantes. Portanto, há versões conflitantes e não cabe tratar uma delas como fato definitivamente estabelecido. O registro eleitoral de Davi permanece deferido e ele disputa com o número 1414.

Augusto César segue pelo PL. Delegado Augusto César disputa uma vaga de deputado federal pelo PL. Servidor público estadual e delegado, ele integra uma chapa do PL que ganhou forte exposição com a passagem de Flávio Bolsonaro por Sergipe no último fim de semana. Nas buscas desta manhã, porém, não localizei fato jornalístico individual de grande repercussão publicado ontem envolvendo Augusto César.

Diná está na chapa liberal. Diná Almeida, candidata do PL. Seu nome aparece na lista atualizada das candidaturas sergipanas, mas não entre os 23 individualmente identificados pela pesquisa espontânea do Instituto França divulgada ontem. Isso não significa ausência de votos; significa apenas que seu percentual individual não foi destacado no recorte publicado. É outra candidatura inédita em relação ao levantamento que lhe entreguei ontem.

Manuel Marcos segue pelo PSD. Dr. Manuel Marcos permanece candidato a deputado federal pelo PSD. Ele não apareceu individualmente entre os nomes divulgados na pesquisa França, ficando, se citado, agregado ao grupo “outros”. É importante fazer essa distinção: ausência na tabela publicada não é sinônimo de zero voto ou zero intenção eleitoral. Na reta final, a candidatura segue formalmente na disputa pelas oito cadeiras de Sergipe.

Flávio Brasil permanece na disputa. Flávio Brasil concorre pelo PSD. Diferentemente de outros nomes da legenda, não teve percentual individualizado no levantamento França divulgado segunda-feira. O dado mais seguro, portanto, é sua permanência regular na disputa, sem transformar ausência de cobertura recente em conclusão sobre desempenho eleitoral. A eleição para deputado federal em Sergipe oferece oito cadeiras.

Sheyla Galba mira Brasília. Sheyla Galba, do União Brasil, integra a lista oficial de candidaturas à Câmara dos Deputados em Sergipe. Seu nome não apareceu individualmente entre os 23 divulgados na pesquisa espontânea do Instituto França, cuja grande marca foi a quantidade de indecisos. Isso deixa aberto um universo eleitoral considerável até domingo. Nas fontes pesquisadas nesta manhã, não encontrei ocorrência nova suficientemente robusta para atribuir a ela uma grande repercussão nas últimas 24 horas.

Priscila Cruz mantém candidatura. Priscila Cruz concorre pelo MDB. Os dados eleitorais indicam recursos recebidos do fundo especial para sua campanha. Ela também não apareceu individualizada entre os candidatos citados na pesquisa França divulgada ontem. É uma candidatura regular e ativa, mas sem fato de grande repercussão jornalística localizado nesta janela curta de pesquisa — diferença importante entre estar na eleição e estar no noticiário.

Sil Ribeiro segue pelo MDB. Sil Ribeiro está entre os candidatos registrados pelo MDB à Câmara Federal. Não figurou entre os nomes individualmente divulgados pelo Instituto França na pesquisa espontânea de segunda-feira. Com 58,5% de entrevistados sem apontar candidato, porém, o levantamento mostra uma eleição proporcional ainda marcada por baixo grau de definição. Não é correto transformar silêncio da pesquisa em sentença eleitoral.

Sargento Vieira continua no PL. Sargento Vieira, número 2233, aparece como candidato a deputado federal pelo PL. Assim como outros integrantes menos expostos da chapa, não teve percentual individualmente divulgado na pesquisa França. A sigla viveu dias de grande visibilidade em Sergipe por causa da visita presidencial de Flávio Bolsonaro, mas essa exposição partidária não pode ser automaticamente atribuída a cada candidatura federal.

Claudio Luís aposta na comunicação. Claudio Luís Apresentador, jornalista e redator. Recebeu do fundo partidário  R$ 208 mil em recursos, sendo R$ 200 mil provenientes do fundo eleitoral conforme atualização informada pela fonte. Não apareceu individualizado no levantamento França. Para um candidato identificado profissionalmente com comunicação, a reta final coloca justamente a lembrança do nome como principal batalha.

Coronel Mano fecha a renovação. Coronel Mano é candidato a deputado federal pelo Avante. Não integrou o grupo de nomes individualmente publicados na pesquisa França de segunda-feira. A presença dele amplia a quantidade de candidaturas ligadas à área de segurança pública neste pleito, mas não encontrei nas últimas horas fato específico que justifique atribuir a ele protagonismo superior ao demonstrado pelas fontes.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.

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