
A primeira audiência do caso Flávia Barros, empresária de 38 anos assassinada a tiros em um hotel localizado em Aracaju, acontece nesta sexta-feira, 7, no Fórum Gumersindo Bessa, em Aracaju. O suspeito de cometer o crime em março de 2026, é o ex-policial penal Tiago Sóstenes.
Na audiência de instrução e julgamento, que ocorre na manhã desta sexta-feira, 7, a Justiça iniciará as oitivas de testemunhas indicadas pelo Ministério Público e posteriormente pela defesa.
Em maio deste ano, o Ministério Público de Sergipe (MPSE) formalizou uma denúncia criminal e pediu um júri popular contra Tiago Sóstenes Miranda de Matos, preso pelo assassinato da empresária Flávia Barros dos Santos em um hotel em Aracaju. A denúncia foi feita através da 3ª Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de Aracaju.
De acordo com as investigações colhidas no inquérito policial, o denunciado, após não aceitar o término do relacionamento, arrombou a porta do quarto onde a vítima estava hospedada e efetuou múltiplos disparos de arma de fogo de curta distância, direcionados principalmente à cabeça de Flávia, que estava deitada na cama. A arma utilizada na execução foi uma pistola calibre .40 de uso restrito, pertencente à Secretaria de Administração Penitenciária do Estado da Bahia, corporação à qual o agressor era vinculado e da qual possuía o porte funcional.
Relembre o caso
Na madrugada do dia 22 de março, a empresária Flávia Barros foi morta a tiros tendo como acusado, Tiago Sóstenes. Ao chegarem ao hotel, os policiais encontraram a porta do quarto arrombada e, no interior, o casal sobre a cama, ambos com ferimentos causados por disparos de arma de fogo.
Flávia não resistiu aos ferimentos e morreu no local, mas Tiago estava vivo e foi encaminhado ao Huse, recebendo alta médica alguns dias depois. Tiago passou por audiência de custódia e teve a prisão mantida. Ele está detido no Presídio Militar de Sergipe.
No dia 23 de março, ele foi exonerado do cargo de diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso. No dia 9 de abril, Tiago Sóstenes foi readmitido no hospital no dia 9 de abril onde foi avaliado pela equipe de Cirurgia Geral, realizou exames e recebeu alta no 17 de abril.
Em maio, no dia 12, um aparelho celular e dois carregadores foram encontrados na cela do polical penal, no Presídio Militar do Estado de Sergipe (Presmil). Na ocasião, foi instaurado um processo administrativo para apurar a conduta do preso. Além disso, a corporação informou que também abriu um Inquérito Policial Militar (IPM) para investigar como o aparelho entrou na unidade prisional.
por Carol Mundim

Comentários estão fechados.