Dois sergipanos são vítimas de tráfico humano no Camboja

O grupo foi atraído por uma falsa proposta de emprego no Camboja e, posteriormente, foram levados à Madagascar

No momento, os brasileiros estão recebendo ajuda humanitária do Governo do Madagascar e aguardam a emissão de novos documentos (Foto: Pixbay)

Dois sergipanos estão entre as vítimas de tráfico humano no exterior após serem enganados com falsas promessas de emprego no Camboja, localizado no Sudeste Asiático. No total, um grupo de 23 brasileiros viajaram inicialmente para o Camboja e, posteriormente, foram levados à Madagascar. As vítimas foram forçadas a aplicar golpes virtuais em outros brasileiros.

Uma das vítimas,  que não será identificada, contou que acreditava na proposta de trabalho que foi ofertada. “Recebi uma proposta de emprego quando estava no Brasil, passei por muita dificuldade no Brasil, então eu acreditei nessa proposta. A proposta era para trabalhar como segurança no Camboja. A pessoa que me convidou disse que o trabalho era legal, um trabalho honesto e digno, que eu ia receber o meu salário, eu não ia gastar com hospedagem e alimentação. Quando eu desembarquei e eles me encontraram no aeroporto, logo eles tomaram posse do meu passaporte alegando que apenas iria fazer o visto, mas não era verdade. Eles me levaram para a um local de trabalho e eu não tinha iniciado o trabalho ainda e eles pediam para eu trazer mais pessoas para desempenhar outras funções nas quais eu não tinha acesso a essas informações”, disse a vítima.

A Polícia Federal de Sergipe (PF/SE) disse ao Portal Infonet que o órgão foi informado sobre a situação e está acompanhando o caso. As informações foram encaminhadas à autoridade policial e ao Ministério das Relações Exteriores, que estão atuando para apurar a situação e prestar a assistência necessária aos brasileiros.

No momento, os brasileiros estão recebendo ajuda humanitária do Governo do Madagascar e aguardam a emissão de novos documentos para retornarem ao Brasil.

“Por se tratar de ocorrência no exterior, as providências relacionadas ao retorno dos brasileiros são coordenadas pelas autoridades brasileiras competentes, em articulação com as autoridades locais”, informou a PF/SE em nota.

O caso também está sendo acompanhado pelo Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty).

por Carol Mundim

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