Ex-funcionário de advogado preso por falsificar alvará

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Processo tramita no Fórum Gumersindo Bessa (Foto: Arquivo Portal Infonet)

Acusado de falsificar alvarás de ações judiciais já julgadas, que demandavam indenizações, Carlos Rodrigues Oliveira, ex-funcionário de um escritório de advocacia, foi preso em flagrante pelo Departamento de Defraudações e Combate à Pirataria da Secretaria de Estado da Segurança Pública.

No sábado, 13, o juiz Diógenes Barreto, que estava de plantão no Fórum Gumersindo Bessa, homologou o flagrante e converteu a prisão em preventiva. O acusado permanece preso.

De acordo com os autos, Carlos Rodrigues teria falsificado documentos emitidos pelo menos por dois juízes. Um dos alvarás teria sido emitido pela juíza Christina Sales, da 2ª Vara Cível de Nossa Senhora do Socorro, em uma ação indenizatória cujo valor já tinha sido pago à parte beneficiada. Com o documento falsificado, o acusado conseguiu transferir para a conta pessoal o montante de R$ 16 mil.

Com o acusado, a polícia encontrou outros dois alvarás, também suspeitos, que estão sob investigação da polícia. O advogado para o qual o acusado trabalhou já é falecido. Com a prestação dos serviços ao escritório de advocacia, Carlos Rodrigues teria identificado todo o trâmite do Poder Judiciário.

O acusado teria falsificado o documento e, na agência bancária indicada no referido processo, conseguiu fazer a transferência, de um banco público, para a conta pessoal dele em um banco privado. Na sexta-feira, 12, o acusado acabou flagrado na boca do caixa, em uma agência de um banco privado na avenida Francisco Porto, em Aracaju e, no sábado, o juiz plantonista, Diógenes Barreto homologou o flagrante e converteu em prisão preventiva.

O processo foi distribuído para a 3ª Vara Criminal, por onde permanecerá em tramitação com a acusação de falsificar e fazer uso de documento público falsificado ou alterado, conforme previsto no Código Penal.

Por Cássia Santana

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