Operação Mulher Segura incentiva denúncias de violência em Sergipe

Ação integrada nas ruas de Aracaju visa conscientizar sobre a importância da denúncia, convocando a sociedade a participar da prevenção ao feminicídio

A atividade ocorreu no cruzamento das avenidas Delmiro Gouveia e Paulo Barreto. (Foto: SSP/SE)

Reconhecer os sinais de violência, buscar ajuda e denunciar situações de risco são atitudes que podem contribuir para proteger mulheres e prevenir o feminicídio. Com esse objetivo, a Secretaria da Segurança Pública (SSP), em parceria com a Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres (SPM), realizou nesta quarta-feira, 28, uma ação de conscientização em Aracaju, no âmbito da Operação Mulher Segura.

A atividade ocorreu no cruzamento das avenidas Delmiro Gouveia e Paulo Barreto, com a participação das Polícias Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros, da Coordenadoria-Geral de Perícias e equipes da SPM. Durante a mobilização, que contou com apoio da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito de Aracaju (SMTT), os profissionais chamaram a atenção para a importância de identificar situações de violência, acolher as vítimas e comunicar os casos às autoridades.

A secretária de Estado de Políticas para as Mulheres, delegada Georlize Teles, destacou que o poder público atua na prevenção, no atendimento às vítimas e na responsabilização dos agressores, mas que a participação da sociedade é indispensável para ampliar a proteção. “Não é coisa de homem ou de mulher. Não é sobre poder, não é sobre quem manda mais. É sobre vida, é sobre igualdade e sobre respeito”, afirmou.

Identificar a violência e buscar ajuda

A violência contra a mulher pode se manifestar de diferentes formas, incluindo agressões físicas, ameaças, ofensas, controle e intimidação. Em muitos casos, a situação ocorre dentro de relações familiares ou afetivas, o que pode dificultar o reconhecimento da violência e a busca por ajuda.

A delegada Nalile Castro, coordenadora operacional da Coordenadoria de Polícia Civil da Capital (Copcal), ressaltou que o enfrentamento exige o envolvimento das instituições públicas e da sociedade. Vizinhos, familiares, amigos e outras pessoas que tenham conhecimento de uma possível situação de violência também podem comunicar o caso às autoridades.

Segundo a delegada, Sergipe já registrou 22 feminicídios neste ano. Ela destacou que, nos casos mencionados durante a ação, nenhuma das vítimas possuía medida protetiva de urgência. A informação reforça a importância de que mulheres em situação de violência tenham acesso à orientação e aos mecanismos de proteção disponíveis.

A recomendação é não minimizar ameaças, agressões ou comportamentos de controle. A mulher que enfrenta violência pode procurar os serviços especializados para receber orientação sobre seus direitos, registrar a ocorrência e avaliar as medidas necessárias à sua proteção.

Rede de proteção oferece acolhimento e orientação

A Polícia Civil atua no registro e na investigação dos crimes, além de encaminhar as vítimas aos serviços da rede de proteção, conforme as necessidades de cada caso. Já a Polícia Militar desenvolve ações preventivas e realiza o acompanhamento de mulheres com medidas protetivas por meio da Ronda Maria da Penha.

A major Fabíola Góes, representante da Ronda Maria da Penha da PMSE, ressaltou que as mulheres precisam conhecer seus direitos e saber onde procurar apoio. Ela também destacou a importância da Casa da Mulher Brasileira, espaço que reúne serviços de acolhimento e atendimento especializado.

A Operação Mulher Segura busca intensificar esse trabalho de conscientização e aproximar os serviços públicos da população, reforçando que mulheres em situação de violência não estão sozinhas e podem buscar ajuda.

Saiba onde denunciar

A população pode utilizar diferentes canais para comunicar situações de violência contra a mulher, solicitar orientação ou pedir atendimento. O Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher, oferece orientações sobre direitos e serviços da rede de atendimento e recebe denúncias em âmbito nacional. Já o Disque 100 recebe denúncias de violações de direitos humanos, incluindo situações de violência contra mulheres e outros grupos vulneráveis.

Em Sergipe, o Disque-Denúncia 181 recebe informações sobre crimes de forma anônima e sigilosa, contribuindo para o trabalho de investigação policial. Em situações de emergência, quando a agressão estiver acontecendo ou houver risco imediato à vítima, a Polícia Militar deve ser acionada pelo 190.

As mulheres em situação de violência doméstica também podem registrar ocorrências e solicitar medidas protetivas pela Delegacia Virtual da Mulher, plataforma disponibilizada pela SSP de Sergipe.

Fonte: SSP/SE

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