IBC-BR recua 0,2% em julho; resultado representa alta de 1% em um ano

Banco Central divulgou dados na manhã desta quarta-feira

Na comparação com julho de 2025, o indicador apresentou crescimento de 1,1%. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), indicador usado para acompanhar a evolução da economia brasileira, recuou 0,2% em julho de 2026 na comparação com junho, informou o Banco Central do Brasil. Na comparação com julho de 2025, o indicador apresentou crescimento de 1,1%.

A queda observada em julho, ante junho de 2026, foi o segundo resultado negativo consecutivo, após o recuo de 0,6% registrado no mês anterior. O resultado foi calculado com base na série dessazonalizada, de forma a eliminar efeitos típicos de determinadas épocas do ano.

De acordo com o BC, o desempenho foi influenciado principalmente pela agropecuária, que caiu 1,2% no mês. A indústria recuou 0,4%, enquanto o setor de serviços ficou estável, sem variação.

Os impostos sobre produtos tiveram retração de 0,2%. Excluindo a agropecuária, o IBC-Br registrou queda de 0,1%.

Segundo os dados divulgados, os resultados de julho, na comparação com junho, foram: IBC-Br, queda de 0,2%; agropecuária, retração de 1,2%; indústria, recuo de 0,4%; serviços, estabilidade; impostos, queda de 0,2%; e IBC-Br ex-agropecuária, retração de 0,1%.

Comparação anual

Já na comparação com julho de 2025, o indicador apresentou avanço de 1,1%. Nesse tipo de comparação, o resultado mostra que a atividade econômica ficou acima do nível registrado no mesmo mês do ano passado.

Entre os setores, a agropecuária teve crescimento de 3,7% em um ano. Os serviços avançaram 1,3%, a indústria cresceu 0,5% e os impostos aumentaram 0,7%. Sem a agropecuária, o IBC-Br registrou alta de 1%.

Na comparação anual, os resultados foram: IBC-Br, alta de 1,1%; agropecuária, crescimento de 3,7%; indústria, avanço de 0,5%; serviços, alta de 1,3%; impostos, aumento de 0,7%; e IBC-Br ex-agropecuária, crescimento de 1%.

No acumulado dos sete primeiros meses do ano, o indicador registra crescimento de 1,5%. Em 12 meses, a expansão também é de 1,5%.

O índice

Considerado uma espécie de termômetro da economia, o IBC-Br reúne informações dos setores de indústria, comércio, serviços e agropecuária.

Embora tenha metodologia diferente da utilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para calcular o Produto Interno Bruto (PIB), o indicador é acompanhado por analistas e investidores como um sinal da trajetória da atividade econômica brasileira.

Fonte: Agência Brasil

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