32º Grito dos Excluídos acontece em Aracaju no dia 7 de setembro

Protesto terá concentração na Catedral Metropolitana e caminhada até a Avenida Barão de Maruim

A concentração terá início às 8h da manhã. (Foto: Divulgação)

O 32º Grito dos Excluídos será realizado em Aracaju no próximo domingo, 7 de setembro, com concentração a partir das 8h, na Catedral Metropolitana. Antes da caminhada, será realizado um Ato Inter-Religioso no local. Em seguida, os participantes seguem em direção à Avenida Barão de Maruim.

Neste ano, o movimento tem como tema “Vida em Primeiro Lugar! Na Defesa da Terra, da Paz e da Moradia, Erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania”. A mobilização reúne sindicatos, movimentos sociais e organizações que defendem pautas relacionadas a direitos sociais, moradia, trabalho, igualdade e soberania.

A programação foi antecedida por uma atividade de formação realizada no dia 1º de agosto, na Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, na Comunidade Coqueiral, bairro Porto Dantas, Zona Norte de Aracaju. O encontro discutiu a relação entre a Doutrina Social da Igreja e o Grito dos Excluídos e reuniu religiosos, professores, estudantes e trabalhadores.

Durante a atividade, o padre José Soares, da Paróquia São Pedro Pescador, defendeu a necessidade de políticas públicas voltadas à garantia de acesso à terra, trabalho e condições dignas de vida. Ele também citou trecho da encíclica Dilexi Te, do papa Leão XIV.

Desigualdade e direitos sociais

Para a vice-presidenta da Central Única dos Trabalhadores em Sergipe (CUT-SE), Carol Rejane, a mobilização deste ano também chama atenção para problemas como desigualdade social, racismo e violência contra as mulheres.

“O Brasil soberano e independente que queremos é um País livre do racismo estrutural, que não violente e não mate mulheres, pelo simples fato de serem mulheres. Queremos um Brasil sem exclusão social. Toda a população brasileira precisa ter direito à moradia, à terra, à saúde pública, à educação pública, à água, saneamento, emprego e renda”, afirmou. Segundo Carol Rejane, o movimento também defenderá a paz e a soberania nacional.

A CUT-SE reforça o convite para sindicatos, centrais sindicais e movimentos sociais do campo e da cidade participarem da mobilização em Aracaju.

Com informações da CUT/SE

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