
O candidato ao Governo de Sergipe, Valmir de Francisquinho, recebeu alta médica neste domingo, 30, após passar por um procedimento cardíaco em São Paulo. Segundo a assessoria de imprensa, ele permanece na capital paulista até terça-feira, 1º, para a realização de novos exames e deve retornar a Aracaju na quarta-feira, 2, às 18h.
Em vídeo publicado nas redes sociais de Valmir, o cardiologista Fabrício Anjos, que acompanha o político, explicou o quadro e o procedimento realizado. Segundo o médico, durante a investigação do quadro neurológico, um ecocardiograma transesofágico identificou um forame oval patente (FOP), que é uma pequena abertura entre duas partes do coração que normalmente se fecha após o nascimento, mas que, em algumas pessoas, permanece aberta.
“É uma comunicação entre duas cavidades do coração chamadas átrios, onde há um orifício comunicando esses átrios. É muito comum na população em geral e normalmente não tem significado clínico nenhum. Mas, a partir do momento que você está diante de um evento neurológico, você discute o fechamento desse forame oval patente”, explicou.
Valmir foi internado em Sergipe no domingo, 23 de agosto, após apresentar formigamento no braço e na perna direita, sensação de peso na perna, tontura e mal-estar. Inicialmente, ele procurou atendimento médico em Itabaiana, onde foi avaliado, medicado e liberado.
Como os sintomas persistiram na manhã seguinte, o político buscou atendimento no Hospital Primavera, em Aracaju, após orientação médica. Uma ressonância magnética do crânio identificou uma lesão isquêmica cerebral aguda.
Na quarta-feira, 26, Valmir foi transferido para São Paulo, onde posteriormente passou pelo fechamento percutâneo do forame oval patente. De acordo com Fabrício Anjos, o procedimento foi realizado sem intercorrências.
Também neste domingo, o candidato ao Senado e médico Eduardo Amorim publicou informações sobre o acompanhamento de Valmir no período pós-operatório. Segundo Amorim, após novas avaliações de rotina, a equipe de especialistas considerou que o político apresentava condições para receber alta.
Por Aline Souto e Verlane Estácio

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