
Sergipe continua entre os estados brasileiros em nível de alerta para casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com tendência de crescimento no longo prazo. O cenário é apontado pelo novo boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira, 22, com dados da Semana Epidemiológica 41, referente ao período de 11 a 17 de outubro.
No boletim anterior, com dados de 4 a 10 de outubro, Sergipe já aparecia em alerta. A nova edição mantém o estado nessa condição e aponta que o aumento dos casos está associado principalmente ao metapneumovírus, sobretudo entre crianças pequenas.
Além de Sergipe, Goiás e Mato Grosso também apresentam incidência de SRAG em nível de alerta ou risco, com tendência de crescimento no longo prazo. Em Goiás, o aumento está associado principalmente ao rinovírus, enquanto, em Mato Grosso, a alta está relacionada à Covid-19.
Aracaju também está em alerta
A capital sergipana está entre as cinco capitais brasileiras que apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo. Também aparecem no levantamento Cuiabá, João Pessoa, Palmas e Rio de Janeiro.
Em Aracaju e Cuiabá, o crescimento dos casos ocorre principalmente entre crianças pequenas.
Cenário nacional
No Brasil, os casos de SRAG apresentam tendência de queda no longo prazo, embora haja estabilidade ou oscilação no curto prazo.
Entre os resultados positivos para vírus respiratórios registrados nas últimas quatro semanas, o rinovírus foi responsável por 53,7% dos casos. Na sequência, aparecem o vírus sincicial respiratório (VSR), com 12%; o SARS-CoV-2, causador da Covid-19, com 5,8%; o influenza B, com 5,3%; e o influenza A, com 3,4%.
A Fiocruz reforça a importância de manter a vacinação contra a Covid-19 atualizada, especialmente entre os grupos de maior risco. A orientação prevê doses de reforço a cada seis meses para idosos e pessoas imunocomprometidas, enquanto outros grupos prioritários devem seguir a recomendação de reforço anual.
Com informações da Fiocruz

Comentários estão fechados.