
Sergipe é o único estado brasileiro que apresenta incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, com tendência de crescimento no longo prazo. O levantamento do InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), reúne dados da Semana Epidemiológica 40, correspondente ao período de 4 a 10 de outubro.
De acordo com o boletim, o aumento dos casos no estado ocorre principalmente entre crianças menores de 2 anos e está associado ao metapneumovírus, um dos agentes causadores de infecções respiratórias. O aumento tem ocorrido em estados do Centro-Sul e do Nordeste.
Segundo a Fiocruz, os registros nacionais apresentam sinais de oscilação ou estabilização, apenas Sergipe se destaca pela evolução dos casos. Os estados do Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Roraima e Santa Catarina, também apresentam incidência em níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem tendência de crescimento no longo prazo.
A capital do estado, Aracaju, aparece entre as cidades com incidência elevada de SRAG e apresenta níveis de alerta, risco ou alto risco, embora sem sinal de crescimento sustentado nas últimas seis semanas. Também integram o grupo Boa Vista (RR), Cuiabá (MT), Florianópolis (SC), João Pessoa (PB) e Porto Alegre (RS).
Avanço do metapneumovírus
O avanço do metapneumovírus não se restringe ao território sergipano. Segundo a Fiocruz, também há aumento de casos associados ao vírus em Alagoas, Bahia e Pernambuco, além de estados do Centro-Sul, como São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Paraná.
Diante do cenário, os pesquisadores recomendam que pessoas dos grupos prioritários mantenham a vacinação contra a Covid-19 em dia. A orientação também inclui a vacinação de gestantes contra o vírus sincicial respiratório (VSR), conforme as recomendações de saúde vigentes. As medidas são importantes para reduzir o risco de complicações, principalmente entre os grupos mais vulneráveis.
Os dados da InfoGripe alertam que as crianças de até 2 anos apresentam as maiores taxas de incidência de SRAG, com destaque para infecções por rinovírus, VSR e metapneumovírus. Já entre pessoas com 65 anos ou mais, o impacto é maior na mortalidade, principalmente em casos associados ao VSR, rinovírus e influenza A.
Nas quatro últimas semanas analisadas, o rinovírus representou 53% dos casos positivos de vírus respiratórios identificados no levantamento. O VSR respondeu por 14,3%, a influenza B por 5,7%, o Sars-CoV-2, causador da Covid-19, por 4,8%, e a influenza A por 2,8%.
No acumulado de 2026, foram notificados 163.241 casos de SRAG em todo o Brasil. Desse total, 87.618 tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, enquanto 59.131 foram negativos e pelo menos 7.302 aguardavam resultado.
Com informações da Fiocruz

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