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O segredinhos que todos sabem

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O SEGREDINHOS QUE TODOS SABEM

                              “Trocar de cônjuge, quase sempre, é o mesmo que trocar de problema.”

Coisas simples que, lamentavelmente, às vezes não praticamos.

Esta ideia me veio a lume quando, por ocasião de uma palestra que proferia para um grupo de jovens, fui interpelado com uma pergunta muito pertinente, visto que se tratava de moças e rapazes que, se não recém-casados, breve certamente dariam este passo importante e decisivo em suas vidas. E eu refletia exatamente sobre o futuro, o que de bom e o que de ruim os aguardavam, com a intenção de levá-los a também reflexionar e escolher as ações que, tomadas hoje, poderiam influenciar no restante de suas vidas.

A pergunta foi:

– Tio, como fazer para me dar bem no casamento?

No que foi naturalmente apupado por uns e ovacionado pelo restante do grupo. Bem juvenil original e, sobretudo, muito importante a indagação, e também a manifestação. Não foi?

O que se podia esperar aconteceu. Com jovens é sempre assim, as manifestações, sejam de aceite ou de repudio, são sempre bem definidas e marcantes. Se gostam, comemoram, e se não gostam ruidosamente repelem.

Casar, todos nós sabemos, é uma realidade muito boa, que acontece naturalmente na vida das pessoas. Particularmente, comungo da opinião de que o casamento foi, é e será sempre o melhor caminho a ser tomado por todos e, com devido respeito aos que não concordam, preciso afirmar também que deve ser compromisso sagrado do casal, e de cada um em particular (esposo e esposa), tudo fazer para a manutenção da promessa feita. Sei que pode parecer ultrapassado, porém, comungo da ideia cafona de que o matrimônio é para sempre, até que a morte os separe. Casamento significa família, e com família não se brinca. Como já afirmado, e com todo o respeito às divergências, devo dizer que, para mim, casamento é uma instituição sagrada e eterna.

Então, por isso, sou favorável a que os dois se esforcem sempre em vencer os obstáculos que fatalmente se anteporão entre eles. A isso chamo de compreensão do amor verdadeiro, amor de essência, e não somente amor de aparência, amor de renúncia, e não amor de egoísmo, amor de tolerância, perdão e persistência.

Respondendo à indagação, do inquieto jovem, creio que pelo o que já falei, foi respondido. Seja inteligente, use a sabedoria do amor, da compreensão e da tolerância. Creia! “Trocar o cônjuge por outro, é trocar um problema, por outro”. É exatamente esta “sabedoria” que eu chamo de o grande segredo. Mas entendo também que é um segredinho que todos sabem, e poucos praticam. Todavia, os poucos que praticam se dão muito bem, e a vida continua rica e feliz. Afinal, ser feliz é uma busca constante e o sonho de todos nós, acredito.

Para responder melhor à indagação eu devo questionar a própria pergunta. Vejamos: “como faço para (eu) me dar bem no (meu) casamento”. A pergunta por si só, em se tratando de casamento, que envolve naturalmente duas pessoas, parece egoísta. Pois é feita na primeira pessoa do singular: “eu”. Em qualquer empreitada que envolve duas ou mais pessoas esta é uma forma muito ruim de argumentar, pois exclui a vontade do outro ou dos outros. Neste caso seria melhor falarmos de nós nos darmos bem.

Vou adiante citando uma frase que ouvi quando fiz o curso de noivos há exatos quarenta anos. Quando um dos palestrantes disse:

“Não case para ser feliz, case para fazer o outro feliz”.

Pensa na força que tem uma ideia dessas para quem, de fato, deseja felicidade na união e para toda a família? Ele quer fazê-la feliz, ela quer fazê-lo feliz e os dois querem fazer os filhos felizes que, por suas vezes, também vão querer a felicidades dos pais… E, como a vida continua o desejo de ver o outro feliz, plantado em terra fértil por aquele casal, também segue germinando e dando frutos entre todos, numa necessária corrente do bem sem fim. Creio ter dado a resposta ao jovem e mostrado, aqui, o segredinho que todos sabemos, mas às vezes não colocamos em prática. Pense nisso.

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