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Mães de alunos pedem providências urgente (Foto: Portal Infonet) |
Sem acesso a creche e com os filhos assistindo aulas em um colégio improvisado, localizado no Augusto Franco, pais de alunos do Centro Educacional Vitória do Santa Maria realizaram uma manifestação na manhã desta segunda-feira, 25.
Revoltados os pais alegam que desde o ano passado após o desabamento de parte do teto da escola e com problemas na infraestrutura os alunos foram transferidos para um colégio improvisado e as crianças que precisam ter acesso a creche ficaram desassistidas. O fato ocorreu em abril do ano passado e foi mostrado pelo Portal Infonet.
Na manhã desta segunda-feira, 25, os promotores de Justiça dos Direitos à Educação, Dr. Luís Fausto Dias Valois Santos e Dr. Cláudio Roberto Alfredo de Sousa visitaram as instalações e comprovaram que as obras na Escola Municipal de Ensino Fundamental Papa João Paulo II ainda não foram reiniciadas. Em conversa com o Portal Infonet, o promotor Luís Fausto Dias Valois disse que entende que existe uma nova gestão, mas enfatiza que a demanda principalmente pelo serviço da creche prejudica os moradores do bairro.
“Vamos cobrar as reformas que já foram solicitadas pelo Ministério Público”, informou Dr. Luís Fausto. O Promotor explicou que, por conta de problemas na estrutura da referida escola, as atividades foram suspensas.
“Conseguimos, na época, para que não houvesse prejuízo no ano letivo, transferir os alunos para outra unidade de ensino”, explicou Dr. Cláudio Roberto. “Somente a creche não pode ser transferida. Por isso a necessidade urgente do término das reformas na Escola”. O Promotor explicou, também, que o MP realizou várias audiências públicas com o intuito de resolver as pendências.
Fausto Valois esclareceu ainda que na próxima sexta-feira, 1º, será realizada uma audiência pública às 9h com o MPE itinerante. “Nós marcamos essa audiência para resolver o problema porque os alunos estão em uma escola provisória sem um ensino de qualidade”, diz o promotor.
A representante do conselho escolar, Andreza Pereira dos Santos, e mãe de quatro filhos que estudam no Centro alega que o prédio onde os alunos assistem às aulas é improvisado e sem estrutura adequada. “O prédio é pequeno, nas salas são mais de 20 anos. Além dessa situação onde os alunos muitas vezes reclamam que falta água na escola, até mesmo a energia de lá já foi cortada, tem a situação das crianças da creche que estão há um ano sem esse espaço. Imagine o prejuizo para as mães que trabalham e tiveram até que sair do trabalho porque não tinham onde deixar seus filhos”, reclama.
O assessor de comunicação da Secretaria Municipal da Educação, Pedro Rocha, esclareceu que foi feita a licitação e a secretária Márcia Valéria Lira de Santana está se organizando para a ordem de serviço que deverá ocorrer com brevidade. Pedro Rocha disse ainda que até quinta-feira, 28, o dinheiro será repassado para a Emurb. "Assim que a Emurb estiver com o dinheiro será dado início a ordem de serviço, isso deve ocorrer até o dia 5 de março", frisa. A informação da assessoria é que no ano passado faltou dinheiro para a obra.
Por Kátia Susanna
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