Professores e alunos do Francisco Rosa paralisam aula

SEED se reúne com alunos e professores (Foto: Portal Infonet)

A Escola Estadual Francisco Rosa, localizada no conjunto Bugio, foi mais uma vez alvo de violência. Bandidos invadiram o estabelecimento de ensino durante o fim de semana, levaram fiações e quebraram carteiras. Na tentativa de roubar um ar condicionado, os ladrões deixaram o aparelho pendurado em muro nos fundos da escola. Em ato de protesto, alunos e professores pararam as atividades na manhã desta segunda-feira, 15. Já na manhã da próxima terça-feira, 16, uma passeata irá ocorrer a partir das 7h em frente à escola.

De acordo com professores e alunos essa não é a primeira vez que situação como essa acontecem na escola. Eles contaram que em 2005 um aluno foi morto dentro da escola e dois anos depois duas alunas se esfaquearam. Os profissionais atribuem tamanha violência à falta de segurança no local. “Nós vivemos aqui sob o medo de acontecer algo muito pior. Os bandidos aproveitam o fim de semana para arrobar a escola, que já não tem mais ventiladores e outros aparelhos. Sem segurança , nada irá impedir que eles entrem nas salas para nos machucar”, reclamou a professora, que também foi aluna da escola, Valéria  Costa.

Ainda segundo os professores, as atividades na escola ficaram paralisadas até que a Secretaria Estadual de Educação (Seed) tome providências quanto à segurança da escola. “Nós ficaremos paralisados. A secretaria tem que dar um jeito nesta situação. A paralisação não tem prazo para terminar. No ato de amanhã nós vamos comunicar à comunidade o motivo do movimento”, disse a professora Cláudia.

Superlotada

Os alunos aproveitaram a presença da imprensa para reclamar da falta de estrutura da escola. Segundo eles, medidas paliativas foram adotadas, mas nada de fato ainda foi resolvido. Os alunos denunciaram ainda que as três turmas do 3º ano estão estudando em uma sala sem ventiladores e que professores chegam a passar mal durante as aulas. “Tudo isso aqui está nos prejudicando. São mais de 90 alunos dentro de uma sala sem ventiladores. Sabemos que há escolas estaduais que são muito mais estruturadas que a nossa e isso não vamos aceitar”, reclamou um dos alunos.

SEED

A Secretaria enviou um representante para negociar com os professores. Durante a reunião o Gestor de Segurança Escolar da SEED, Charles Edwin Silva Hardman, explicou que a secretaria já está adotando medidas para sanar o problema. “Nós já estamos estudando a possibilidade de terceirizar o serviço de segurança, mas isso demanda tempo. Infelizmente houve seguranças que pediram exoneração cargo após o concurso”, respondeu Hardima.

Por Eliene Andrade

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