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Manifestantes se reuniram na praça Fausto Cardoso (Foto: Portal Infonet)
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Questionando a indicação do deputado Marco Feliciano (PSC) à presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, militantes e representantes de classe organizaram um ato na tarde desta sexta-feira, 22. O protesto marca o dia de eliminação da discriminação racial, que neste ano reivindica a destituição do Feliciano. A manifestação aconteceu na praça Fausto Cardoso.
De acordo com Andrey Lemos, diretor nacional LGBT da União dos Negros pela Igualdade (Unegro), a polêmica em torno da Comissão de Direitos é um momento político de projeção nacional. “Há algum tempo não vemos o Brasil indo às ruas por uma ideologia, e o repúdio generalizado a Marco Feliciano é motivo de mobilização em todos os locais por um estado laico, democrático e libertário”, afirma.
Lídia Lemos, articuladora do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH) em Sergipe, reforça as palavras de Andrey. “Alguém que considera os negros amaldiçoados, que julga que a mulher que luta pelo seu espaço é indigna e que repudia os homossexuais não nos representa. Várias representações estão aqui para reafirmar essa causa”, destaca.
Para Lídia, o ato e a mobilização que vem acontecendo no Estado são apenas parte da luta. “Este ato é apenas simbólico, pois a discussão é bem maior. Não podemos compactuar com qualquer tipo de discriminação”, afirma.
Bárbara Nascimento, representante do setorial de mulheres do PSOL Sergipe, considera a indicação de Marco Feliciano como uma negação à liberdade. “Este comportamento vai na contramão dos direitos humanos, e não é recente. Não só Marco Feliciano como tantos outros falsos representantes apenas colaboram para aumentar a repressão. É preciso denunciar e se opor a esse processo”, diz.
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