Valdir defende licitação do transporte público

Valdir Santos (Foto: Arquivo Portal Infonet)

O aumento da tarifa do transporte coletivo na capital sergipana sem que houvesse licitação ainda gera polêmica. Integrantes da Frente em Defesa da Mobilidade e Transporte Público permanecem contestando o aumento aprovado pela Câmara Municipal de Aracaju (CMA) nessa semana. O vereador Valdir Santos (PTdoB), avalia o contexto e compreende que o valor da passagem tinha de ser aumentado e o que o Poder Legislativo cumpriu sua função diante das circunstâncias ao qual se encontrava.

De acordo com o parlamentar, há dois anos que o valor da passagem permanecia estagnado. Ele entende que a estagnação comprometeu o investimento em melhorias de condições salariais aos funcionários das empresas do transporte, bem como, na qualidade dos veículos e aumento de frota. “Apesar de estar previsto na Lei Orgânica Municipal, esta foi a primeira vez que o Poder Executivo enviou as planilhas de custos para avaliarmos o aumento da passagem a ser paga pelo usuário do ônibus. Isso já representa um avanço”, considera.

Valdir salienta que é a favor da licitação do transporte e recorda que na gestão anterior o procedimento administrativo foi criado, porém, Tribunal de Contas do Estado (TCE) emitiu uma medida cautelar. “A decisão da Corte foi no intuito de que o Executivo apresentasse esclarecimentos sobre alguns itens do edital de licitação. Somente após a votação do reajuste foi que o Tribunal deu o aval para prosseguir com a licitação”, rememorou.

Mediante o modo como o reajuste foi votado, membros do movimento ‘Não Pago’ e da Central única de Trabalhadores (CUT), que formam a Frente em Defesa da Mobilidade e Transporte Público, repudiam a decisão e questionam o cálculo da tarifa. Em nota oficial, o grupo denuncia que gastos com câmara de ar, protetor de câmara de ar e salário de cobrador em micro-ônibus foram inclusos nas planilhas de gastos.

Ainda em nota, a Frente sugere que a taxa seja recalculada e compreende que “se a tarifa for aumentada de forma correta, retirando os custos inexistentes, e levando em consideração os preços de mercado, a passagem deve ser reduzida para R$ 2,17”. No entendimento de Valdir, é válida uma nova discussão entre os poderes Executivo e Legislativo com o movimento para reavaliar se houve equívocos.

“Estamos aqui para ajudar e colaborar cm a sociedade, temos que pensar em todas as partes. Não dá para pensar somente os empresários, em quem presta serviços e usuários do transporte. Caso tenha algo na planilha de custos a câmara poderá rever a questão do reajuste. Temos que apurar”, opinou Valdir Santos.

Na última quarta-feira, 17/4, o vereador participou de uma reunião com representantes da Frente e no prédio do Legislativo e se colocou a disposição para promover o diálogo entre o movimento e os poderes constituídos. “O líder da bancada governista na câmara, Manuel Marcos, se comprometeu em marcar uma reunião com a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), irei acompanhar a conversa entre ambas as partes e intermediar no que considerar coerente”, completou.

Fonte: Assessoria Parlamentar

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