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Auditores protestam contra 'portaria da escravidão' (Fotos: Portal Infonet) |
Os auditores fiscais do trabalho realizaram uma manifestação e cruzaram os braços na manhã desta quarta-feira, 25, em frente à Superintendência Regional do Trabalho (SRT), contra a portaria 1.129/17, que modifica o conceito de trabalho escravo.
A medida foi emitida pelo Governo Federal, e é avaliada como uma forma de agrado à bancada ruralista no Congresso Nacional. As mobilizações da categoria acontecem em todo o país, inclusive no próprio Ministério do Trabalho, e visa pedir a revogação imediata da portaria.
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Marli Chaplin: "Quem sofre é quem está forçado a trabalhar em jornada exaustiva" |
A delegada sindical Marli Marlete Chaplin condena as novas definições. “A portaria restringe o conceito de trabalho escravo à possibilidade de cárcere privado, proíbe a área técnica do Ministério do Trabalho de editar a ‘lista suja’ do trabalho escravo e agora precisa da autorização do ministro. Ferem a autoridade e autonomia do fiscal do trabalho”, critica.
Apesar de avaliar que a decisão atrapalha o exercício profissional, Chaplin diz que os principais prejuízos são para os trabalhadores. “Quem sofre é quem está forçado a trabalhar com jornada exaustiva, dormindo no chão, sem água, em condições ruins”.
Somados ao ato, estavam outras categorias, representadas pela Federação dos Comerciários e a União Geral dos Trabalhadores (UGT).
Por Victor Siqueira
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