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Defensores e representante da clínica durante inspeção (Fotos: Portal Infonet) |
Integrantes da Defensoria Pública através do Núcleo da Saúde e do Centro Integrado de Atendimento Psicossocial (Ciaps) realizaram uma inspeção na Clínica de Repouso São Marcello na tarde desta quarta-feira, 5.
A inspeção foi realizada para averiguar a estrutura física do local, bem como questões relacionadas aos maus tratos e tipo de tratamento oferecido aos doentes mentais e dependentes químicos.
Durante a visita que foi acompanhada pelo representante da São Marcello, Erhard Hamilton, os defensores puderam adentrar nos leitos, onde de acordo com os mesmos, nenhuma irregularidade foi constatada.
Após o termino da inspeção, o representante da São Marcello Erhard Hamilton, se reuniu com os defensores e fez questão de se desculpar pelos transtornos causados no último dia 14 de maio. "Nos desculpem pelos transtornos. A São Marcello não tem interesse de deixar de ser parceiro da defensoria e a nossa conduta é de estar à disposição de vocês", defende Hamilton.
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Representante da São Marcelo, Erhard Hamilton diz que não há interesse em ampliar leitos
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De acordo com o defensor Eduardo Cação, a clínica está em ordem. “A clínica está funcionando de maneira regular. O próximo passo não está definido porque tudo que foi constatado está dentro da normalidade. O fato não exige nenhuma medida drástica e por hora, está realizada a vistoria sem nenhuma medida adicional”, diz.
Ao todo, a clínica dispõe de cerca de 140 leitos, sendo 80 por meio de Convênio através do Sistema Único de Saúde (SUS) e desse total, apenas 10 são para dependentes químicos.
À imprensa, o representante da Clínica São Marcello, Erhard Hamilton, esclareceu que o objetivo da direção da clínica é encontrar uma solução para as internações. “Estamos conversando com essas instituições que tratam da saúde no nosso município e no estado, inclusive o judiciário, para que nós encontremos uma solução para internação", garante.
Questionado se há a possibilidade de ampliar o número de leitos para dependentes químicos, Erhard Hamilton é enfático. "Nos não temos o menor interesse em ampliar leitos de dependentes quimicos. Quase todos os dias, a gente rejeita pacientes por não ter vagas. Para se ter uma ideia, deveríamos ter aproximadamente 1800 leitos sob a ótica do que exige a Organização Mundial de Saúde", diz.
Por Aisla Vasconcelos
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