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(Foto: Ascom São Cristovão/ Jr. Ramalho) |
Fonte de resgate histórico e identidade cultural sergipana, a Praça São Francisco, situada em São Cristóvão/SE e desde 2010 considerada Patrimônio Histórico da Humanidade pelo Comitê do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas, é palco de inúmeras manifestações culturais desde o século XVII. Personificação de um dos momentos mais extraordinários da história do País, foi construída no período da União Ibérica (Espanha e Portugal), em meados de 1580 e 1640.
O largo, considerado insólita expressão no Brasil em detrimento do seu traçado urbanístico com linhagem espanhola, foi criado para centralizar e agregar as esferas políticas e religiosas da região. O reconhecimento como Patrimônio Histórico da Humanidade fortaleceu, ainda mais, o trabalho realizado entre o Governo do Estado e a Prefeitura Municipal de São Cristóvão para se desenvolver e manter viva a herança histórica e composição arquitetônica do local: privilegiado.
Aquele que for ao largo São Francisco pode apreciar, até mesmo sentado em um dos muitos bancos, edificações religiosas e casarões que convergem entre si. O exemplo disso é a Santa Casa e Museu da Misericórdia, a Igreja e Convento de Santa Cruz (São Francisco), o Museu de Arte Sacra de São Cristóvão, a Casa do Folclore Zeca de Norberto, bem como o prédio onde funciona o Museu Histórico de Sergipe – antes palácio no período colonial – que acrescentam beleza à paisagem e é um dos locais mais procurados por turistas e pesquisadores.
“Sempre achei a praça linda. Antes mesmo de virar patrimônio já a frequentava. Lembro quando era moça e ia ao Festival de Arte de São Cristóvão com meus amigos. A cidade sempre repleta de gente e claro, a praça-palco era ponto de encontro entre estudantes, casais e moradores da cidade. Aqui tem muita história, vida e romantismo e que assim continue”, diz a auxiliar de Enfermagem aposentada, Marilene Campos.
Igreja e Convento Santa Cruz (São Francisco)
O convento de Santa Cruz – também conhecido como Convento São Francisco – foi dado pelo sargento-mor Bernardo Correa Leitão, através de escritura emitida no ano de 1659. Construído através de esmolas angariadas entre a população sancristovense, o convento passou por inúmeras reformas e possui estética Art Déco, fazendo contraste com o estilo colonial do conjunto franciscano existente na praça.
O templo religioso está localizado no solo que foi arena de muitas lutas e serviu de abrigo para tropas combatentes dos revoltosos em Canudos, em 1897. No século as instalações do convento foram utilizadas pela Assembleia Provincial, bem como pela Tesouraria-Geral da província.
“Considero o Convento São Francisco o mais bonito de São Cristóvão. Acho que pelo local em que está localizado, sua vista e toda arte que tem nele. Já perdi as contas de quantos amigos que moram em Aracaju, já trouxe pra conhecer essa arquitetura”, revela Marcos Dias Santos, designer.
Cidade da Seresta respira romantismo
Em tempos de seresta, os moradores de São Cristóvão se alvoroçam e logo a chamam São Cristóvão de Cidade da Seresta. Iniciativa do Governo do Estado e Prefeitura Municipal de São Cristóvão, o evento reúne boêmios, violeiros e poetas no largo da Praça São Francisco que comungam do mesmo sentimento: aproveitar o melhor da música romântica.
A cada edição do projeto, a Praça São Francisco se transforma em palco cercado por casais apaixonados que compõem o cenário romântico. “Não vejo a hora do evento voltar a acontecer. Além de ser muito gostoso poder cantar e dançar com inúmeros artistas conhecidos, o clima que se instaura na praça é muito tranquilo”, diz a economista Auxiliadora Santana.
Na praça, casais e turistas aproveitam o espetáculo ao ar livre para aumentarem seus laços amorosos e de total glamour. A Cidade da Seresta, que foi temporariamente suspensa, promete estar de volta ainda este ano – provavelmente em novembro – pelas ações da atual prefeita da cidade, Rivanda Batalha. A Secretaria da Cultura e do Turismo já encaminhou projetos junto ao governo do Estado e Ministério da Cultura para buscar apoio visando o retorno das atividades da seresta.
Casa do Folclore é sinônimo de cultura preservada
Velha conhecida dos moradores sancristovenses, a Casa do Folclore Zeca do Noberto está situada à Praça São Francisco. Concebida por um grupo de jovens que desejavam obter espaço para preservar e propagar os folguedos folclóricos da terra entre moradores, visitantes e estudiosos, a casa transformou-se em um verdadeiro reduto imaterial de cultura.
O nome que leva a casa é uma homenagem feita a um dos grandes mestres da cultura regional, mestre e filho da terra Zeca de Norberto. O mestre fez história no município através da sua precoce liderança em grupos como Chegança e Caceteira e lutou para que ambos os folguedos fossem cultivados e mantidos como herança familiar-cultural. A Casa do Folclore Zeca de Norberto está à disposição do público diariamente, no período das 9h e 17h.
Fonte: Assessoria de Comunicação
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