“O amor em retalhos” na Sociedade Semear

Gabi Etinger (Foto: Victor Balde)

No próximo dia 23 de maio, a artista visual Gabi Etinger ocupa a sala 02 da Galeria Jenner Augusto (Sociedade Semear) com a sua quarta exposição individual. O amor em retalhos foi concebida especialmente para o espaço, o primeiro projeto enquadrado no conceito site especific idealizado pela artista.

“Quando a criação se sujeita às limitações físicas do espaço, ocorre uma troca muito proveitosa entre o trabalho e o ambiente. Essa galeria sempre me encantou, justamente pela intimidade sugerida. Ao cobrir as paredes com essa colcha de símbolos, esperamos que as pessoas se sintam envolvidas e vivenciam um sentimento. É na experiência que o nosso esforço criativo se completa”.

É também o que pensa o curador da mostra, o jornalista Rian Santos. Para ele, O amor em retalhos deve ser apreciada como um todo orgânico, levando em consideração a ambiência proposta pelo músico Alisson Coutto, a trilha sonora exclusiva, composta por Alexandre Gomes, e a videografia de Dani Etinger.

“O subjetivo feminino é um dos elementos fundamentais na poética desenvolvida por Gabi desde Tramas, a sua primeira individual. Agora, no entanto, a artista investe nos sentidos do visitante para evocar o turbilhão de sentimentos que nos movem a todos. Eu penso que esse esforço, sair do próprio umbigo para buscar o outro, é uma demonstração de maturidade da artista. Por isso tanta gente querida se envolveu no projeto. Sem a colaboração de Alisson Coutto e Alexandre Gomes, dois músicos jovens, de nossa geração, que admiramos muito, seria impossível chegar a um resultado tão bacana”.

A exposição se apropria das sensações inerentes às relações de afeto que moldam o ser humano, por meio do coração estilizado que dá forma à poética da artista.

Para tanto, o amor romântico e algumas das sensações que lhe são correspondentes (êxtase, ansiedade, decepção, desejo, intimidade e cumplicidade) são representados de maneira iconográfica, com o objetivo de estimular os sentidos do visitante, convidado a dialogar com os trabalhos por meio dos sentimentos evocados.

Na mostra, Gabi Etinger forra as paredes da galeria Jenner Augusto de alto a baixo com trabalhos confeccionados com stencil para propor um mergulho íntimo no escuro intransponível do indivíduo. Nas reações despertadas, o outro, razão primeira do esforço.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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