O gênio do cinema, Charles Chapin, o Carlitos, encantou o mundo desde o cinema mudo com seus gracejos e comédias-pastelão. Sabiamente ele dizia: “Estou sempre alegre, isso é a maneira de resolver os problemas da vida”. A ciência tem demonstrado com pesquisas em todo o mundo que rir não é apenas deleite e lazer, é caminho para a cura de doenças e uma vida melhor e mais longa. Em Sergipe, desde 1999 o grupo teatral UTI do Riso se exibe para doentes do Hospital João Alves Filho, arrancando dos leitos de dor, sorrisos, esperanças e melhoras surpreendentes. O secretario de Estado da Saúde, Dr. Eduardo Amorin, manteve o grupo, e acrescentou ao “Programa de Humanização Hospitalar”, a musicoterapia, com exibições do coral da Secretaria de Estado da Educação. Os cientistas de todo o mundo já descobriram que o sistema nervoso central e sua função emocional podem influenciar diretamente nosso sistema de defesa, e o restabelecimento do bom funcionamento imunológico é conseqüência direta da transformação nossas emoções negativas em positivas. Hoje em dia, a medicina em geral e a psiquiatria em particular, estudam a importância do bom humor, dos bons sentimentos e da afetividade sadia na qualidade de vida e na saúde global da pessoa. Sobretudo, na prevenção de doenças e como fator de melhor recuperação de moléstias graves, entre as quais o câncer. Como novas e alternativas terapias surge a chamada risoterapia, que aliada a musicoterapia, têm enorme poder restaurador da saúde. O bom humor, na realidade, diz respeito a rir-se das coisas em geral, das incongruências do cotidiano, da comédia da vida diária, das brigas, dos pequenos problemas do dia-a-dia e, até mesmo, dos tempos difíceis que passamos. Trata-se de levar a vida de forma mais leve, mesmo diante de um trabalho sério, de rir mais e com maior freqüência. As pessoas que sabem se divertir e rir são, geralmente, mais saudáveis e mais capazes de sair de situações de estresse com mais facilidade. Hollywood já deu um exemplo do sucesso da risoterapia. O filme Patch Adams, protagonizado por Robin Williams, conta a história de um estudante de Medicina esforçado que mostra a importância de humanizar a profissão médica, e o valor do humor como meio para atingir o bem-estar dos doentes. O grupo sergipano UTI do Riso segue o mesmo caminho, e outros tantos grupos fazem o mesmo pelo país. Não fumar, alimentar-se equilibradamente, evitar carnes vermelhas e gordurosas, praticar exercícios físicos regularmente, dormir número satisfatório de horas, ter a vida regrada, não cometer exageros e excessos, e rir muito: eis uma receita para uma vida melhor e mais longa. Para facilitar o riso que deve ser uma prática diária, basta sintonizar todo dia, a partir das 17h, na Ilha FM, ou em qualquer outra emissora do Sistema Sergipano de Radiodifusão, dirigido pelo bem humorado Edvan Amorin, para rir muito com o humor nordestino e escrachado de “Mução, o Bonitão das Tapiocas”, mestre em pegadinhas e tiradas hilárias. Sua saúde agradece. * Ricardo Leite é jornalista e advogado ricardoleite@infonet.com.br