Depois de algumas reuniões para definir melhorias salariais e o impasse dos comerciantes trabalharem nos feriados, um novo diálogo foi proposto na tarde desta quarta-feira, 27, na sede da Delegacia Regional do Trabalho (DRT) e permanece o impasse. Entre as partes, patronados e comerciários tentam negociar, mas não houve acordo.
E ficou agendada uma rodada de negociação para a próxima quarta-feira, 3, às 15h no mesmo local. Negociação não chega a acordo
O presidente em exercício do sindicato dos comerciários, Denisson Ramos, diz que não chegou a um denominador comum e uma nova rodada de negociação está marcada. “Depois de algumas rodadas de negociação, não chegamos a um acordo. Desde maio estamos tentando negociar para que a convenção coletiva de trabalho 2008/2009 seja concluída, mas a contraproposta não aceita. Uma 6ª rodada está marcada para o próximo dia 03, às 15h na DRT para ver se avança porque tudo que eles propuseram estava diferente da categoria”, desabafa.
Entre os impasses está o piso para os comerciários que a categoria defende num piso único de R$ 485, entre qualificados e não-qualificados. Já os empresários querem um piso diferenciado, em que a obra qualificada fica em R$ R$ 470 e a outra em R$456. Quanto a abertura do comércio aos feriados, ficou como contraponto três feriados para o comerciários, o dia 12 de outubro, 15 de novembro, 08 de dezembro. Os patronados querem incluir nesse rol de feriados o 07 de setembro. Além disso, a quebra de caixa, eles querem dar 6% em cima do salário mínimo, contrapondo a proposta da classe dos comerciários em 6% em cima do piso estabelecido de R$ 485, entre outros.
Continua impasse na definição para a classe dos comerciários
O presidente da Federação dos empregados no Comércio do Estado de Sergipe, Roosevelt Torres, defende as questões que envolvem a classe dos trabalhadores no comércio. “O que foi proposto quase nada foi alterado. Pensei que fosse ter avanço. Tenho a impressão de que houve até um retrocesso”, fala ao se referir ao piso dos comerciários em Aracaju e a abertura do comércio nos feriados.
Já o vice-presidente da Federação do Comércio, Raimundo dos Santos, diz ser preciso analisar as propostas para não extrapolar as despesas. “Queremos selar um acordo. Acredito estar próximos do desejo da classe patronal e o laboral. Vamos discutir até chegar a um consenso”, diz.
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