SRT atende em regime de mutirão

Sede do órgão esteve lotada durante todo a manhã

Para ser atendida na Superintendência Regional do Trabalho (SRT) na manhã desta sexta-feira, 22, a dona-de-casa Rosângela Teixeira Felix chegou às 4h45 no calçadão da rua João Pessoa, onde fica localizada a sede do órgão.

Depois de pegar a senha de número 39, ela finalmente conseguiu emitir a carteira de trabalho. Às 9h20, ela estava voltando para a casa, no Município de Barra dos Coqueiros, onde tinha deixado sozinhos os seis filhos. “Já é a terceira vez que venho aqui desde que a greve acabou e só hoje fui atendida”, disse.

Assim como ela, diversas pessoas estão enfrentando problemas para serem atendidas no órgão. “Quando eu cheguei já tinha uma fila enorme. Muita gente dormiu aqui para garantir uma senha. A situação está horrível”, contou Rosângela. Fora isso, ela também denuncia a venda de senhas. “Hoje um homem me ofereceu uma por R$ 25″. 

Rosângela denuncia venda de senhas
Nesta manhã mais de 120 senhas foram distribuídas só para a emissão de carteiras de trabalho – o número médio é de 90 – e, mesmo assim, de acordo com o superintendente substituto Nozivan Cardoso de Souza, muita gente – mais de vinte pessoas – ficou sem o número de ordem.

Ele garante, entretanto, que todos os que forem ao órgão serão atendidos. “Desde ontem montamos um mutirão, quando acrescentamos mais onze funcionários de outros setores ao atendimento”, avisa. Até que a demanda gerada pelos quase 40 dias de paralisação diminua, a medida de reforço continuará sendo executada.

Nozivan Cardoso de Souza não acredita que ocorraa venda de senhas

Ainda segundo Nozivan, as deficiências no atendimento se arrastam desde que o prédio onde funcionava outra unidade da Superintendência, localizado na rua Itabaianinha, foi interditado. Lá funcionavam os serviços de fiscalização, denúncias, homologação e cálculo de rescisões; no da rua João Pessoa, apenas a emissão de carteiras e a liberação do Seguro-Desemprego.

“Agora todos esses serviços estão concentrados aqui até que seja feita a mudança para o novo prédio, na rua Pacatuba. Falta apenas a União transferir o imóvel para a SRT”, explica. Quando questionado sobre as medidas que a SRT toma com relação á venda de senhas, ele diz que a denúncia não procede. “Nós nunca flagramos ninguém vendendo. Pode acontecer de alguém pegar o número e brincar. Mas o calçadão está cheio de policiais, é difícil alguém fazer isso”, disse.

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