“A reunião foi positiva porque conseguimos manter o emprego de 10 funcionários, mas infelizmente é lamentável que os outros quatro tenham sido desligados da empresa. Tínhamos a esperança que a empresa tivesse a sensibilidade de aproveitar as 14 pessoas, mas isso não aconteceu. Estamos em alerta monitorando cada passo que a empresa possa dar”, afirma Sérgio. Energisa Em nota, a Energisa explicou que passou por um processo de modificação de estrutura e garante que tal mudança não trouxe perda da força de trabalho nem prejuízo para o cliente. No documento, a empresa explica que houve sim uma reformulação, por meio da qual o departamento de faturamento da empresa foi automatizado e a empresa fez todo um trabalho para aproveitar ao máximo os funcionários do setor, dos quais dois terços foram remanejados.
Durante reunião realizada na tarde desta sexta-feira, 12, com representantes da Empresa Energética de Sergipe (Energisa) e Sindicato dos Eletricitários (Sinergia) ficou decidido que quatro funcionários foram demitidos da empresa. De acordo com o presidente do sindicato, Sérgio Alves, a empresa tinha a intenção de demitir 14 funcionários, mas depois de negociar conseguiu manter o emprego de apenas 10. Sindicalistas dizem que vão acompanhar as demissões Foto:Portal Infonet
A informação do Sindicato dos Eletricitários de Sergipe é de que as dispensas estão sendo feitas por conta do deslocamento de diversos setores da empresa para outros Estados, a exemplo de Minas Gerais e Paraíba. “Os demitidos eram do setor de faturamento que está desativado. A gente acredita que se tivesse um pouco de boa vontade os eletricitários poderiam ser colocados em outros setores”, ressalta o presidente da Sinergia. O presidente do Sinergia Sérgio Alves Foto:Portal Infonet
A Energisa foi privatizada há 13 anos. Na ocasião, foi colocado que a população pagaria tarifas mais baratas. No entanto, os sergipanos pagam tarifas mais caras do que os consumidores de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, que tem uma renda percapta bem maior.
Sérgio Alves citou que representantes da Assembléia Legislativa e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) estão levantando o debate sobre a restatização da Energisa. A proposta é que a empresa volte ao controle do Estado.
Por Kátia Susanna
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