Sindicato paralisa obras de duplicação da BR 101

Albérico Queiroz acusa assédio moral (Foto: Arquivo Portal Infonet)

As obras de duplicação da pista da BR101 entre os municípios de Itaporanga D´Ajuda e Estância estão paralisadas. Essa é a determinação dos trabalhadores da obra, que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A paralisação foi determinada pelo sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplanagem de Sergipe (Sintepav). Os sindicalistas impedem a saída dos carros da empresa e aguardam a chegada de um representante da Queiroz Galvão.

As reclamações do sindicato são referentes às condições de trabalho disponibilizadas pela construtora e pelas empreiteiras contratadas. De acordo com o Sintepav, são 1.200 trabalhadores que não possuem condições de segurança, alojamento, água e banheiro. “Tem trabalhador que traz água de casa, porque não é fornecida no local de trabalho e a quantidade de banheiros distribuídos pelos canteiros não é suficiente”, reclama Albérico Queiroz, presidente do Sintepav.

Os trabalhadores alegam que as questões já foram tratadas com a empresa, mas ao contrário do que ficou acertado, nenhuma das reivindicações foi cumprida. “Os homens trabalham sob assédio moral, sendo ameaçados de forma constante de demissão e ninguém pode falar em melhorias das condições de segurança”, continua o presidente do sindicato.

O transporte dos trabalhadores também é objeto de reclamação por parte do sindicato. De acordo com Albérico Queiroz todos os funcionários contratados forneceram comprovante de residência, mas o transporte dos profissionais até a empresa não é fornecido. O Sintepav acusa ainda que o descaso é ainda mais grave com os funcionários das empreiteiras terceirizadas.

As alegações do sindicato são rebatidas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit). O Portal Infonet entrou em contato com o órgão, que afirmou que a paralisação nada tem a ver com os trabalhadores. De acordo com o Dnit a paralisação é um movimento político e o órgão desconhece as alegações de falta de higiene e segurança nos canteiros. Para o Dnit o movimento de paralisação causa atraso na conclusão das obras e prejuízos.

O advogado que representa a Construtora Queiroz Galvão foi até o local da paralisação na manhã de hoje, 16, a fim de uma conversa com os trabalhadores. O Portal Infonet tentou contato com a construtora, mas não obteve êxito. O Portal coloca-se à disposição para esclarecimentos através do email jornalismo@infonet.com.br e do telefone (79) 2106-8000.

Por Caio Guimarães e Kátia Susanna

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