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Valter Neto "a Ordem não tem legitimidade para acompanhar esse inquérito" (Foto: Arquivo Portal Infonet) |
O advogado de Ricardo Oliveira, suspeito de ter atropelado Wendell Santos Mangabeira, 19 anos, na saída de um show na orla de Atalaia, esteve na Ordem dos Advogados de Sergipe (OAB), para dar sua versão dos fatos. Valter Neto [advogado de Ricardo] explica que a versão da família de Wendell destoa do que realmente aconteceu na noite do show. O advogado tomou a iniciativa após a família do jovem ter pedido o apoio da Comissão de Direitos Humanos da OAB.
Para o advogado, o fato de a família ter solicitado o apoio da OAB para acompanhar o inquérito que investiga o caso, é um contra-senso. Valter Neto explica que a família pediu para que a Ordem acompanhasse o inquérito policial, alegando que o fato de a família do suposto autor do atropelamento ter poder econômico acima da média poderia de alguma forma interferir no inquérito policial comprando testemunhas. “Estamos aqui hoje para dar uma resposta à OAB e entender qual a necessidade que há da OAB entrar no inquérito policial, até porque a Ordem não tem legitimidade para acompanhar esse inquérito. Esse caso está tramitando normalmente pela delegacia comum, através de uma delegada correta. Por isso estamos aqui, para dar nossa versão dos fatos”, disse Neto.
O advogado voltou a ressaltar que Ricardo não tem culpa do ocorrido e agiu em legítima defesa. “Ele foi obrigado a atropelar o Wendell em legítima defesa e estamos aqui hoje para trazer essa versão”, completou.
OAB
O presidente da OAB Sergipe, Carlos Augusto Monteiro Nascimento, enfatiza que a família da vítima só procurou a Ordem porque estaria preocupada com o curso das investigações. Ele explica ainda, que o espaço está aberto para todos que sentirem a necessidade de buscar o apoio da OAB. “Nós abrimos o espaço para quem quiser nos procurar. Contudo, entendemos que a família está preocupada com o curso das investigações e nos pediram apoio. Já transferimos o problema para a Comissão de Direitos Humanos, mas em nenhum momento a Ordem emitiu nenhuma opinião sobre quem está certo ou errado. Até agora sabemos que o processo está sendo muito bem conduzido”, finaliza o presidente ao lembrar que a Comissão irá analisar o processo para dar uma resposta à família.
Prática comum
Carlos Augusto ressalta ainda, que a OAB tem a prática de dar assistência jurídica a quem procura a Ordem em busca de apoio. “A Ordem não se limita em atuar apenas em defesa dos advogados, mas também como observadora em alguns casos, a exemplo das crianças adotadas de Porto da Folha, da tramitação do caso Jonathan, do caso do assassinato ocorrido dentro do Shopping Jardins, dentre outros casos. Portanto, todos têm espaço na Ordem para sua alegação. A gente avalia os casos e vemos até que ponto a OAB pode chegar”, explicou.
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