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Invasores conversam com secretária (Fotos: Cássia Santana/Portal Infonet) |
Representantes das famílias que invadiram os imóveis construídos pela Prefeitura de Aracaju para atender pessoas cadastradas que residiam em áreas de risco na capital procuraram, nesta quinta-feira, 24, a Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (Semasc). Eles tentaram entendimentos para manter aquelas famílias nos 81 imóveis erguidos em localidade conhecida como Lagoa Santa, no bairro Coqueiral.
Na PMA, representantes dos invasores foram recebidos pela secretária Selma Mesquita, de Assistência Social e Cidadania (Semasc). Mas não tiveram sucesso. A secretária esclareceu que os imóveis já possuíam donos e os orientou a fazer cadastro na prefeitura para que se possa avaliar possibilidade de encaixá-los em projetos futuros de moradia popular.
A secretária informou que a prefeitura está enfrentando grave problema com a invasão de imóveis populares. Além das 81 casas do Coqueiral, outras 826 casas do programa foram invadidas no 17 de Março. A Semasc, segundo Selma Mesquita, já recebeu notificação do Poder Judiciário para realizar uma audiência na 12ª Vara Cível para tratar da questão, mas a data ainda não foi definida. “Vamos pegar as casas de volta, eles terão que sair dos imóveis”, considerou Mesquita.
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Tamires reclama e diz que não tem para onde ir |
A secretária não apresentou solução imediata, mas garantiu que conversará com o prefeito João Alves Filho e com a senadora Maria do Carmo Alves para encontrar uma alternativa para o futuro. “A prefeitura paga mensalmente R$ 440 mil em auxílio moradia, que contemplam 1.705 famílias. Imagine estes recursos sendo investidos em construção de casas”, considerou. “Esta política precisa ser repensada”, observou.
A secretária informou que tomou conhecimento extraoficial de comercialização de imóveis doados pela prefeitura de Aracaju e fez uma advertência: a atual gestão não permitirá esta prática. “Quem comprou e quem vendeu vão perder”, avisou. Segundo informações da assessoria de comunicação, há processos desta natureza já em tramitação na Procuradoria Geral do Município (PGM). “Estamos tomando conhecimento para ver as providências que vamos tomar”, disse, observando que as pessoas que venderem imóveis dos programas sociais não terão mais chances de ser contemplados em futuros projetos.
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Selma Mesquita: "eles terão que devolver as casas" |
Para a secretária, uma das grandes dificuldades é encontrar terrenos para a execução de novos projetos. Mas ela está otimista e acredita que a longo prazo a prefeitura encontrará a solução.
Relatos
As famílias relataram as dificuldades para a secretária. “Estamos há mais de 20 dias morando lá nas casas e não temos para onde ir”, informou Maria Tamires da Silva Araújo, no nono mês de gestação. Eliene dos Santos, que tem deficiência física, reclamou das dificuldades e revelou que possui dois cadastros na prefeitura. “E nunca consegui nada”, falou.
Apesar das dificuldades, as famílias saíram satisfeitas com o encontro com a secretária Selma Mesquita e estão dispostas a desocupar os imóveis invadidos. “Foi um encontro bom. A secretária conversou com a gente, disse que ia fazer nosso cadastro e todo mundo vai sair das casas”, comentou Célia Santos Silva, que pretende morar num compartimento do imóvel de um vizinho.
Por Cássia Santana
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