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(Foto: Arquivo Portal Infonet) |
Na manhã desta quinta-feira, 14, o empresário Lúcio Miguel, proprietário do trio elétrico envolvido no atropelamento e morte de duas crianças deixando outras vítimas feridas durante o Carnaval no conjunto Jardim em Nossa Senhora do Socorro, falou ao Portal Infonet.
Por telefone, Lúcio Miguel contou que não consegue entender o que levou ao acidente e garante que as vistorias e a manutenção do trio elétrico são feitas com regularidade. O empresário fala ainda que desde a tragédia tentou procurar explicação com outros donos de trios e até mesmo mecânicos, mas não consegue entender o que ocorreu no domingo de Carnaval.
“Quinze dias antes do fato, este trio fez o mesmo trajeto durante uma caminhada evangélica no bairro. No sábado teve uma festa de Carnaval e nós fizemos novamente o mesmo trajeto. Em nenhuma dessas festas, o trio apresentou nenhum problema, pelo contrário é um trio que passa regularmente por manutenção da parte de freios e da parte elétrica. Não acredito que o que tenha ocorrido tenha sido uma falha no freio, se fosse freio com certeza o carro não tinha conseguido parar o trio que é muito pesado. Desde o fato tento procurar uma explicação, mas não sei o que ocorreu. A minha vontade é que a investigação da polícia aponte o que levou ao acidente. Não vou fugir da responsabilidade”, garante o empresário que conta a angústia que enfrenta desde o acidente.
“Eu sou pai de dois filhos de 10 e de 12 anos. Não tenho nem estrutura física e psicológica para falar porque como pai é muito difícil uma situação como essa. Sou Católico e junto com a minha família estamos orando pelas famílias que perderam seus filhos”, lamenta.
Lúcio também comentou a matéria do Portal Infonet onde o presidente do Crea diz que seis meses é um prazo considerado muito longo para um laudo de vistoria técnica. “O laudo de seis meses é dado para todos os proprietários de trios do Estado. Eu realizei toda a manutenção do veículo, mas o Crea não foi fiscalizar nada durante o Pré-Caju nem durante o Carnaval, não existe fiscalização”, enfatiza.
Questionado sobre o trio ter participado de uma festa no São Conrado onde teria apresentado um problema mecânico, Lúcio Miguel nega a informação. “Nós estávamos contratados para fazer a festa em Nossa Senhora do Socorro não fizemos festa no São Conrado”, nega.
O advogado do empresário, Arlindo José Nery Neto, também conversou com a equipe da Infonet e esclareceu que no dia do fato compareceu a delegacia junto com o condutor e o auxiliar do trio levando toda a documentação que comprova as revisões e a vistoria aprovada pelo Crea.
“Até este momento o empresário não foi convocado para prestar depoimento porque nós nos antecipamos e entregamos nas mãos do delegado toda a documentação referente a manutenção do trio. Estamos aguardando os laudos da polícia para que a causa do acidente seja apontada. O que ocorreu foi muito rápido, foi coisa de 10 segundos e depois o trio voltou a andar normalmente”, afirma o advogado que fala ainda sobre o condutor do veículo.
“Ele trabalha na empresa há mais de quatro anos e sempre foi condutor de trio. Ele é habilitado na categoria e há mais de 10 anos, portanto é um profissional experiente. O motorista ficou transtornado e agora está recluso porque o que ele viu na frente dele naquele instante não foi fácil”, relata.
Ás 15h48 o proprietário do trio elétrico entrou em contato com o Portal Infonet e disse que não pode descartar a possibilidade de falha no freio, apenas acredita que não tenha ocorrido o fato. Ele disse ainda que somente após perícia técnica da polícia saberá o que realmente ocorreu.
* A matéria foi alterada às 15h55 para acréscimo de informações do proprietário do trio elétrico
Por Kátia Susanna
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