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Agentes denunciam conduta de inibição de ações (Foto: Sindasse) |
Representantes do Sindicato dos Agentes de Segurança e de Medidas Socioeducativas (Sindasse) afirmam a possibilidade de paralisação das atividades da categoria no início do mês de junho. Segundo os agentes, a postura é um protesto contra as ações do assessor técnico de segurança da Fundação Renascer, tenente Alzot Rodrigues Trindade.
“Por diversas vezes, a Fundação tem se mostrado contra o Sindicato, e dessa vez essa oposição veio na pessoa do tenente Alzot, que registrou um boletim de ocorrência contra nós. Ele disse que estava sendo pessoalmente ameaçado, e que os agentes estariam formando uma espécie de complô para colocá-lo para fora do cargo. Na verdade, nós não concordamos com o comportamento que ele assume na inibição dos internos”, afirma o secretário geral do Sindicato, Valteno Marques.
Segundo os agentes, o assessor de segurança da Fundação Renascer tem utilizado técnicas ilegais no desempenho de seu ofício. “Ele utiliza escutas e câmeras escondidas para tentar flagrar qualquer ação indevida dos agentes, mas isso nunca aconteceu. Pelo contrário, ele que jogou um explosivo nos pés de um interno para tentar segurar uma movimentação, e pelo mau manuseamento de uma espingarda causou lesões a internos e agentes”, salienta Fábio Wesley, vice-presidente do Sindicato.
Valteno Marques afirma que os agentes estão organizando um abaixo-assinado para a retirada do tenente Alzot Trindade do cargo, que já possui mais de 70 assinaturas. “Vamos entregar esse documento à Fundação, à Polícia Militar e à Secretaria de Inclusão Social. Se a partir da primeira semana do mês de junho, o tenente Alzot não for afastado, vamos parar nossas atividades. Mas não só por causa disso, e sim por que a situação nas unidades de medidas socioeducativas continuam as mesmas de quando nós realizamos nossa última greve”, alerta.
Alzot Trindade
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Tenente Alzot Trindade: "me senti ameaçado" |
O tenente refuta a versão dos agentes sobre o caso, e afirma sentir-se ameaçado. “Diversas pessoas me relataram que o sindicato, na pessoa do senhor Valteno, afirmou que ‘arranjaria um jeito de me tirar de uma forma ou de outra’. Ele teria chegado inclusive a insinuar que provocaria rebeliões apenas para me atingir. Isso me trouxe transtornos, tanto que fiquei sem dormir por algumas noites. Registrei o boletim por que este seria o procedimento correto, já que é uma discussão pessoal.”, diz.
O assessor de segurança preferiu não se pronunciar com relação às acusações de uso de mecanismos ilegais para controlar ações dentro das unidades.
Fundação
A assessoria de comunicação da Fundação Renascer diz que não reconhece a denúncia do Sindicato com relação ao comportamento repressivo do tenente Alzot Trindade. A Fundação afirma ainda que a situação relatada pelos agentes e pelo assessor de segurança é pessoal, e que a entidade não tomará partido por entender que ambos são parte de uma mesma instituição, havendo portanto a necessidade de um acordo.
Por Nayara Arêdes e Kátia Susanna
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