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Última greve dos servidores ocorreu em 2008 (Foto: Arquivo Portal Infonet) |
Acompanhando a decisão dos órgãos de todo o país, servidores do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte em Sergipe (Dnit/SE) entraram em greve por tempo indeterminado na última terça-feira, 26. Os funcionários apontam a disparidade salarial entre o Dnit e outras agências reguladoras como o principal motivo da paralisação.
Segundo Patrícia Tavares, engenheira civil do Dnit e integrante do comando de greve, as negociações com o governo federal se iniciaram em 2008. “Desde então tivemos inúmeras reuniões e mesas de debate, mas não houve nenhum avanço nas propostas. Lembrando que no ano passado houve uma greve dos servidores federais que alcançou adesão de 98%. Apesar disso, o Dnit não aderiu e cumpriu todas as metas fixadas pelo governo”, afirma.
Patrícia salienta a necessidade da equiparação salarial com as demais entidades reguladoras , a exemplo da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ). “Em alguns casos, a desigualdade salarial pode chegar a 40%, sendo que nós temos as mesmas atribuições ou até superiores, já que lidamos com obras de grande porte”, defende.
O chefe de engenharia do Dnit, Carlos Alberto Sarmento, afirma que o órgão no Estado está “rigorosamente parado”, e que apenas a superintendência continua em funcionamento. Em Sergipe, serviços como a emissão de Autorização Especial de Trânsito (AET) e a fiscalização das obras de duplicação da BR 101 podem ser penalizados pela greve.
Na próxima quinta-feira, 27, o comando de greve nacional do Dnit deverá se reunir com a diretoria do Ministério do Planejamento em Brasília, quando a pauta de reivindicações nacionais será discutida e avaliada.
Por Nayara Arêdes e Verlane Estácio
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