Mulheres e homens se adaptam a novos costumes

Mulheres e homens enfrentam dilemas contemporâneos que, muito das vezes, não condiz com a realidade (Foto: Portal Infonet)

Com o andamento dos anos, percebemos que alguns costumes e comportamentos interpessoais mudaram consideravelmente. Um exemplo claro desta mudança está na forma de como os homens e as mulheres enfrentam, nos dias atuais, os preconceitos e os tabus enraizados na sociedade. 

Ir ao salão de beleza, conversar sobre moda e fazer limpeza de pele são realidades para muitos homens modernos, é o que diz o gerente de vendas, Arcanjo Bispo. “Ainda tem gente que diz que isso é coisa de mulher, mas, aos poucos, está mudando. Infelizmente, se eu disser que sou vaidoso vão dizer logo que sou gay. Os homens hoje em dia estão se cuidando mais. Se a mulher tem o direito de se arrumar os homens também tem”, afirma. 

“Cuido da minha imagem pessoal porque acho necessário e também porque meu emprego exige isso. Trabalho diretamente com pessoas, por isso tenho que me cuidar. Contudo, acredito que a vaidade excessiva é prejudicial”, acrescenta.

Estudante, Elayne Santos (Foto: Arquivo Pessoal / Facebook)

A estudante de direito, Elayne Santos, conta que sempre foi coagida a se comportar como uma ‘moça de família’. “Como mulher, fui ensinada a atender ao comportamento social exigido para meninas: sentar de pernas fechadas, gostar de rosa; usar roupas compridas o suficiente para valorizar meu corpo sem mostrar muito e transar só depois do casamento. Pais, professores, o pessoal da igreja, os parentes…ninguém nunca conversaram comigo sobre sexo a fim de orientar, e sim de coagir”.

“Hoje eu penso que liberdade sexual é quando a gente pode se relacionar sexualmente de modo livre, ou seja, como se quer. Desligado dessa lógica egoísta de que liberdade sexual diz respeito apenas e tão somente ao número de parceiros que você se relaciona”, completa.

Adeus, sexo frágil

Psicólogo, Jameson Pereira (Foto: Portal Infonet)

Conforme o psicólogo, Jameson Pereira, o comportamento está mudando constantemente, mas muitas vezes, não notamos. “O homem moderno já rompeu a barreira do sexo forte. Porém, o homem está nesse processo de transformação sem compreender muito”, revela o especialista, ressaltando a importância dos estudos do psicodrama na análise do desenvolvimento humano.

“O psicodrama constata que as pessoas se enrijecem ao passo que envelhecem. Aos 40, as pessoas se tornam mais conservadoras. Já os mais jovens, são mais flexíveis. Contudo, somos seres da contradição. O homem gentil que abria a porta do carro é agora o que faz as tarefas de casa”, acrescenta.

Liberdade questionada

Para a mestranda em antropologia social, Priscila Viana, a mulher contemporânea tem a liberdade de sair à rua, de escolher seu emprego, de escolher a pessoa com quem vai se casar e se quiser casar, de praticar esportes e exercer profissões consideradas masculinas, de exercer o direito ao voto, entre outros.

Mestranda em antropologia social, Priscila Viana (Foto: Arquivo Pessoal / Facebook)

“São direitos conquistados que garantem certa liberdade sim. No entanto, não dá pra camuflar relações de poder e gênero em nossa cultura. A mulher tem a liberdade de sair à rua, mas pode ser estuprada em qualquer esquina”, frisa.

Assim, Priscila ainda coloca que esta autonomia é questionável. “Ela tem a liberdade de escolher um emprego e trabalhar fora, mas ainda é sobrecarregada pela ideia de que é responsável exclusivamente pelas tarefas domésticas e cuidados com os filhos e assim, exerce triplas jornadas exaustantes, retirando-lhe o tempo e outras liberdades sobre sua vida”, finaliza.

Por Geilson Gomes e Raquel Almeida

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