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(Foto: Alfredo Moreira) |
Os bons resultados obtidos com o cultivo intensivo da palma em Sergipe continuam despertando a atenção de pesquisadores internacionais. Depois de ser destaque em eventos na Argentina e Marrocos, desta vez o projeto ‘Palma para Sergipe’ foi apresentado na Argélia, nesta terça-feira, 4, durante o ‘First International Seminar of Cactus in Argelia’, que reuniu representantes de 12 países.
Desenvolvido pelo Sebrae em Sergipe e executado pelo consultor Paulo Suassuna em 16 municípios, o projeto teve início no segundo semestre de 2007 e desde então já beneficiou mais de 500 produtores. Obedecendo a um modelo de produção específico, eles recebem instruções sobre a forma correta de promover o plantio nos chamados Núcleos de Tecnologia Social e repassam as informações para os demais integrantes das associações a que estão vinculados.
Com a técnica, o produto é cultivado até duas vezes por ano. Outra vantagem é que a área utilizada pode ser ocupada por até 20 anos, apresentando índices de produtividade que variam entre 350 a 700 toneladas por hectare, cerca de 10 vezes mais que o obtido no processo tradicional. O modelo de produção já garantiu o plantio de mais de um milhão de palmas em solo sergipano.
A palma é um produto que apresenta grande resistência a períodos de estiagem prolongada e é rico em água e vitamina A, o que garante suprimento aos rebanhos nos períodos de seca. Ela também pode ser utilizada na alimentação humana, na medicina e indústria, por meio da fabricação de cosméticos, adesivos e corantes.
“Um consultor que trabalha na região do Marrocos e Mauritânia descobriu pela internet o trabalho que estamos desenvolvendo aqui. A partir daí, ele fez o convite e estarei no evento para mostrar como o cultivo da palma pode se tornar uma alternativa real para o desenvolvimento agrícola das regiões desfavorecidas da Argélia”, explica Paulo Suassuna, que será o único representante brasileiro no seminário.
Além do país africano, o consultor já tem apresentações marcadas no México, em maio de 2013, e em Palermo, na Itália, no final do mês de outubro.
Auxílio
Além dos pesquisadores, o trabalho desenvolvido com a palma chama atenção de empresários europeus que se dedicam à criação de bovinos e produção de queijos finos no interior de Goiás. No início de novembro, um grupo formado por suíços, austríacos e italianos esteve em Sergipe para conhecer as técnicas adotadas nas plantações do interior.
Além de manifestarem o desejo de aplicar na região Centro Oeste o modelo de plantio adotado por aqui, um dos empresários revelou que trabalhará na elaboração de uma máquina específica para o corte da palma, de forma que após o processo o produto já esteja apto ao consumo dos animais. Hoje todo esse trabalho é realizado de forma manual.
“ O grupo visitou algumas unidades produtivas no município de Ribeirópolis para analisar como os pequenos produtores executam essa tarefa. Em seguida foram promovidas reuniões em Itabaiana para discutir a criação do equipamento. Agora continuaremos mantendo contatos com o grupo e assim que for elaborada, a máquina será testada em nossos campos”, explica o analista do Sebrae e gestor do projeto ‘Palma para Sergipe, Antônio Cardoso de Lisboa.
Fonte: Ascom Sebrae
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