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Acessórios em ouro despertam imaginário dos clientes (Fotos: Nayara Arêdes/ Portal Infonet) |
Ainda considerado um investimento seguro, o ouro se mantém como o metal mais valorizado do mercado e continua fazendo parte do imaginário popular. Segundo balanços de instituições financeiras e pesquisas especializadas, o investimento em ouro se valorizou cerca de 90% nos últimos cinco anos, e em 2012 registrou crescimento de mais de 20% até o mês de novembro. No comércio, a procura do metal nas joalherias garante retorno aos comerciantes, e desperta a vontade entre clientes.
Há mais de 20 anos no ramo, o negociante de antiguidades João José da Paixão afirma que o ouro é uma das mercadorias de maior circulação. “O ouro é sempre um bom investimento por que não é perecível, você pode guardar por tempo indeterminado, e em qualquer lugar. E é sempre rentável, é um retorno certo”, explica. Segundo o negociante, as peças de ouro 18 quilates chegam a valer R$ 120 por grama, e o preço aumenta em peças novas.
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Opções no mercado são variadas e agradam a todos os gostos |
João relata que já chegou a se manter exclusivamente da compra e venda do ouro. “No início, quando eu batia de porta em porta para fazer negócio, dava para tirar um bom dinheiro. Mas naquele tempo não existia tanta gente que comercializava ouro, e não era tão perigoso. Hoje em dia, negociando mercadorias variadas, eu tiro R$ 5 mil. Mas ganhava bem mais quando era só ouro”, conta.
Funcionário em uma joalheria do Centro da capital, Alexandre Luís salienta o valor simbólico do ouro. “Todo mundo gosta de ter uma peça de ouro, por que passa a impressão de poder e por nunca sair de moda. É um presente que sempre agrada, principalmente entre as mulheres. Por isso, durante as datas comemorativas a procura aumenta”, afirma. O comerciante revela que entre as mulheres, brincos e anéis são os itens mais valorizados. Já os homens mantém preferência por relógios e correntes.
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Comércio de compra e venda se mantém em expansão |
De acordo com o funcionário, a relação entre preço de compra e revenda na loja garante faturamento em torno de 5% a 7%. “Não é um retorno tão alto observando a percentagem, mas como é uma mercadoria de saída certa e com um preço considerável, o lucro é satisfatório. Aqui, temos desde peças simples, como pingentes, que custam R$ 65, até colares elaborados, que chegam a mais de R$ 5 mil”, diz.
A enfermeira Neide França não dispensa os acessórios de ouro. “Prefiro economizar ou pouco mais e comprar uma peça em ouro, por que é uma coisa fascinante, irresistível. A gente se sente mais bonita quando está com um colar ou brinco de ouro, nossa autoestima se eleva e a gente se sente melhor consigo mesmo. Sempre procuro comprar algum acessório, por que acho que é um investimento que vale a pena", acredita.
Investimento
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Neide França: investimento vale a pena |
O superintendente regional de varejo do Banco do Brasil, Claudinei Luiz Dapper, explica que o investimento em ouro é considerado lucrativo, apesar das oscilações de mercado. “Nós classificamos esse tipo de negócio como de médio a alto risco, já que demanda um conhecimento por parte do investidor. Mas fazendo um balanço histórico, é possível notar que o ouro por diversas vezes já chegou a ser mais rentável do que a caderneta de poupança, vista como um investimento de baixo risco”, diz.
O investimento em ouro pode ser feito em duas modalidades: o lingote e o escritural. “No lingote o cliente tem o contato direto com o ouro, que vem no padrão de barra em 250g. Nesse caso, o investidor pode manter o ouro em custódia, com o pagamento de uma tarifa mensal ao banco, ou simplesmente levá-lo para casa. Pouca gente opta por esse tipo de modalidade, pelo fato de demandar um valor de aplicação maior”, detalha.
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Claudinei Dapper: apesar das oscilações de mercado, ouro garante retorno financeiro |
“Já no modo escritural, o investidor obtém títulos em que o ouro é fracionado, com um investimento mínimo de 25g. Assim, ele pode ir comprando aos poucos, e paga uma taxa de custódia menor do que no lingote”, completa. Claudinei apresenta o perfil do investidor em ouro. “Quem procura esse tipo de negócio em geral tem um perfil mais agressivo, que destina parte da sua carteira para investimentos pouco mais ousados. Ele não é recomendado para quem busca um retorno financeiro rápido, ou para quem vai precisar do dinheiro em um curto espaço de tempo”, diz.
Ainda segundo Claudinei, o investimento registra grande procura durante momentos de crise financeira. “O ouro tem retorno certo, mesmo com a volatilidade do mercado. Por isso, em períodos de baixa o ouro funciona como uma espécie de porto seguro”, afirma.
Para o superintendente, a informação é a melhor aliada do investidor. “Nossa recomendação é que o cliente procure sempre o gerente de relacionamento do seu banco. Ele é o especialista que poderá fornecer o histórico de rentabilidade e as previsões necessárias para que o investidor tenha o devido embasamento. É importante lembrar que um bom negócio no passado não significa exatamente um novo bom negócio no futuro. Por isso é necessário conhecer o negócio que você está prestes a fazer”, finaliza.
Por Nayara Arêdes e Aisla Vasconcelos
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