A importância das Empresas de Tecnologia na economia

Saumínio Nascimento (Foto: Vieira Neto)

As empresas de Tecnologia da Informação atuam de forma relevante na construção de um maior poder de competição do setor empresarial brasileiro. Algumas entidades que congregam este segmento tem buscado atuar de forma a possibilitar uma maior articulação entre os demais setores e em todas as esferas do poder político brasileiro.

Temas estratégicos como desoneração tributária, incentivos fiscais, geração de empregos, compras governamentais, inserção internacional, responsabilidade social entre outros, estão na agenda diária daqueles que lidam com este segmento.

Registro o mérito, zelo e empenho que entidades como a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia em Identificação Digital (Abrid) e a Associação das Empresas Brasileiras de tecnologia da Informação (Assespro), dentre outras, aportam no fortalecimento do setor, que hoje gesta um marco regulatório que será fundamental no aumento da eficiência e produtividade de todos os setores econômicos, essencial para o enfretamento da competição no mercado de concorrência perfeita e, avesso a protecionismos e outras estruturas de mercados incoerentes com o desenvolvimento da sociedade nesta segunda década do Século XXI.

O mercado brasileiro de tecnologia da informação e acrescente-se comunicação,movimenta mais de US$ 120 bilhões, conforme dados de suas entidades representativas e, corresponde a quase 5% do PIB do nosso país e envolve aproximadamente 1,4 milhões de profissionais, portanto é sim, um setor de efetiva relevância para o avanço de novos players na formação do mercado brasileiro.

Sabe-se que em alguns setores o uso das tecnologias da informação é mais intensivo e em outros ainda na pré-agenda. O setor bancário brasileiro é um dos mais eficientes do mundo, exatamente pelos seus avanços no setor de Tecnologia da Informação, os bancos destinam anualmente, parcela significativa de seus orçamentos de investimentos em tecnologia da informação, na perspectiva de manutenção e avanços da modernização do setor. Destaque-se que outros setores econômicos brasileiros também possuem bom padrão de uso das tecnologias da informação, como é o caso da agricultura, petróleo e gás, comércio varejista e atacadista, a área de logística, o setor público governamental, especialmente nas esferas Federal e Estadual, pois a esfera municipal ainda é incipiente no desenvolvimento de ferramentas da tecnologia da informação.

Entendo que a busca de maior qualidade e segurança institucional no mundo empresarial pode ser obtida com o uso adequado e eficaz do apoio que as empresas de tecnologia da informação podem oferecer. Vivemos em um mundo muito diferente daquele que foi herdado pelos nossos avôs, hoje áreas como certificação digital, smarts, identificação biométrica nas empresas, nas eleições, são pequenos exemplos do mundo diferente que vivemos.

As empresas de tecnologia da informação no Brasil seguem uma trajetória de conquista da consolidação da sua importância no cotidiano das empresas, do Governo e das famílias. É com base nesta lógica que as entidades buscam e lutam pelos seus incentivos os mais variados e diversos.  Vale registrar que a formação dos profissionais de Tecnologia da Informação é mais recente no nosso país, anteriormente eram os engenheiros os profissionais de TI, hoje temos vários cursos de graduação, mestrado e doutorado específico para os seguimentos e com linhas de pesquisa bem definidas para o uso aplicado deste conhecimento.

Então a lógica da competitividade em escala mundial, sustentada em capital humano com formação sólida é determinante para a permanência no mercado de cada empreendedor que investe neste setor. As instituições financeiras possuem linhas de crédito feitas sob encomenda para o atendimento das necessidades de inversões do setor e em nível nacional, o Governo Federal tem procurado desenvolver, via Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação estratégias de fortalecimento do setor. Um exemplo é o tratamento de prioridade que o Ministério adota ao criar o Programa Prioritário de Tecnologia da Informação.

Para concluir a minha abordagem do tema, comento sobre o Programa TI Maior do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) que busca posicionar o Brasil como um dos países protagonistas do setor. Trata-se de um programa com cinco pilares: desenvolvimento econômico e social; posicionamento internacional; inovação e empreendedorismo; produção científica e; tecnologia/inovação e competitividade. Vale destacar que no documento do MCTI que aborda a TI maior, ao descrever as principais tendências do setor, registra-se a necessidade de aprimoramento das ferramentas de gestão e continuando em alta, impulsionadas pelas aberturas de capital, fusões e aquisições e o nos segmentos como comércio, saúde e serviços. Portanto, estas empresas são importantes no desenvolvimento econômico de uma nação.

*Economista e Secretário do Desenvolvimento Econômico, da Ciência e Tecnologia de Sergipe

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